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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Tornar-se como criança

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Dom Orani João Tempesta 
Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)
O mês de outubro é o mês em que celebramos também o Dia das Crianças. Em geral esse dia é explorado comercialmente, levando as pessoas a compras e festas. Creio que nesse dia, além das comemorações infantis que são próprias das crianças, somos chamados a refletir sobre a nossa responsabilidade com relação às crianças e o protagonismo delas no mundo de hoje, iluminados pela fé.

Além disso, há as consequências para nossas vidas, pois Jesus afirma que para entrar no Reino de Deus é preciso “tornar-se como crianças”. E o que significa para nós esta afirmação de Jesus? Desde o nascimento, as crianças nos ensinam a simplicidade, a confiança, a abertura que nos ajudam a amadurecer. São muitas as discussões sobre a influência do meio e as tendências com que nascemos, mas, sem dúvida, o início da vida faz com que o futuro seja olhado com esperança.
Isso nos inspira para que em qualquer relacionamento humano, seja entre pais e filhos, seja entre amigos, devemos ter atitudes de simplicidade, amor incondicional, confiança em relação a aqueles que sabem mais do que nós, humildade para aprender. Assim, teríamos um melhor relacionamento, sem a interferência de preconceito, da inveja, do ciúme e de querer vencer a todo o custo o outro em uma luta pela supremacia e hegemonia. O maior aos olhos de Deus é a pessoa simples, que “como uma criança” vê as coisas com olhos puros e cujas ações são ditadas pelo amor.
Tornamo-nos muito preocupados e cheios de compromissos. Temos muitas desconfianças uns dos outros e as feridas da história nos machucaram, deixando-nos muitas vezes amargos. As nossas amarguras e decepções influenciam nosso modo de viver e os nossos relacionamentos.
A vida de muitos é uma corrida contínua ao topo, ao sucesso, mas não percebem o que faz a diferença para sua própria vida e também diante de Deus. Na verdade, tem valor aquele que age com o coração simples como o de uma criança.
Devido à ferrenha concorrência e disputas de hoje, vemos pessoas que querem apenas vencer, mesmo que preciso for pisar nos outros: quanto mais estas pessoas possuem, elas tentam ganhar mais, infelizmente. Por isso maior será a nossa miséria, porque nunca elas estarão satisfeitas com o que têm. As frustrações corroem as alegrias e a paz.
Nós não desfrutaremos de uma agradável corrida ao ar livre, de um mergulho no mar ou de uma caminhada nas montanhas se não tivermos um coração de criança. Quem não vive “como criança” não fará uma parada para agradecer os pequenos presentes e atitudes de carícias de Deus manifestadas em sua vida.
Precisamos aprender a ver o mundo com olhos de uma criança livre e que vislumbra as pequenas coisas da vida como uma borboleta, que voa livre e contempla a beleza da natureza e, através de contos, poemas e poesias despertam para a realidade.
Nesse dia, é muito importante refletir que o direito das crianças é justamente de “ser criança” e que a família, os pais, a sociedade devem cuidar para que nossas crianças cresçam em ambiente sadio e fraterno. Seja isso nas famílias, seja na utilização dos meios de comunicação, seja na escola ou na sociedade. Eis o desafio de nosso tempo! E isso começa desde o momento do direito a nascer e a ter uma família. Para nós, é imprescindível ajudá-las a viver com alegria a fé em Cristo, que as acolhe e conduz. Elas têm direito a acolher e aprender quem é Deus e deixar-se conduzir por Deus-Amor. Este é outro problema do mundo de hoje, que necessitamos afirmar nestes tempos de mudança de época.
Também temos muitas situações tristes: o Santo Padre Francisco nos disse: "Hoje, há crianças que não têm o que comer no mundo. Crianças que morrem de fome, de desnutrição; basta ver fotografias de alguns lugares do mundo. Há doentes que não têm acesso a tratamento. Há homens e mulheres que são mendigos de rua e morrem de frio no inverno. Há crianças que não têm educação. Infelizmente nada disso é notícia. Mas quando as bolsas de algumas capitais caem três ou quatro pontos, isso é tratado como uma grande catástrofe. Compreende? Esse é o drama desse humanismo desumano que estamos vivendo. Por isso, é preciso recuperar os extremos, crianças e jovens. E não cair numa globalização da indiferença em relação a esses dois extremos, que são o futuro da população".
Portanto, se queremos e desejamos um mundo justo, fraterno e de paz necessitamos urgentemente acolher as palavras de Jesus: é preciso “tornar-se como crianças”. Paz, felicidades e bênçãos a todos, particularmente às crianças, lembrando o que Jesus nos ensina para viver no cotidiano: "Deixai vir a mim as criancinhas; não as impeçais, pois delas é o Reino de Deus" (Lc18,16)

"A catequese não prepara simplesmente para este ou aquele sacramento. O sacramento é uma consequência de uma adesão a proposta do Reino, vivida na Igreja (DNC 50)."

Documento Necessário para o Batismo e Crisma

Certidão de Nascimento ou Casamento do Batizando;

Comprovante de Casamento Civil e Religioso dos padrinhos;

Comprovante de Residência,

Cartões de encontro de Batismo dos padrinhos;

Documentos Necessários para Crisma:

RG do Crismando e Padrinho, Declaração de batismo do Crismando, Certidão ou declaração do Crisma do Padrinho, Certidão de Casamento Civil e Religioso do Padrinho/Madrinha e Crismando se casados.

Fonte: Catedral São Dimas

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Reflexão

REFLEXÃO

A porta larga que o mundo oferece para as pessoas é a busca da felicidade a partir do acúmulo de bens e de riquezas. A porta estreita é aquela dos que colocam somente em Deus a causa da própria felicidade e procuram encontrar em Deus o sentido para a sua vida. De fato, muitas pessoas falam de Deus e praticam atos religiosos, porém suas vidas são marcadas pelo interesse material, sendo que até mesmo a religião se torna um meio para o maior crescimento material, seja através da busca da projeção da própria pessoa através da instituição religiosa, seja por meio de orações que são muito mais petições relacionadas com o mundo da matéria do que um encontro pessoal com o Deus vivo e verdadeiro. Passar pela porta estreita significa assumir que Deus é o centro da nossa vida.

reflexão sobre o Dízimo

A espiritualidade do Dízimo

O dízimo carrega uma surpreendente alegria no contribuinte. Aqueles que se devotam a esta causa se sentem mais animados, confortados e motivados para viver a comunhão. O dízimo, certamente, não é uma questão de dinheiro contrariando o que muitos podem pensar. Ele só tem sentido quando nasce de uma proposta para se fazer a experiência de Deus na vida cristã. Somos chamados e convocados a este desafio.

Em caso contrario, ele se torna frio e distante; por vezes indiferente. A espiritualidade reequilibra os desafios que o dízimo carrega em si. "Honra o Senhor com tua riqueza. Com as primícias de teus rendimentos. Os teus celeiros se encherão de trigo. Teus lagares transbordarão de vinho" (Pr 3,9-10). Contribuir quando se tem de sobra, de certa forma, não é muito dispendioso e difícil. Participar da comunhão alinha o desafio do dízimo cristão.

Se desejar ler, aceno: Gn 28, 20-22; Lv 27, 30-32; Nm 18, 25-26 e Ml 3, 6-10.

Fonte : Pe. Jerônimo Gasques

http://www.portalnexo.com.br/Conteudo/?p=conteudo&CodConteudo=12

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