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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Liturgia Diária Comentada 16/07/2012


NOSSA SENHORA DO CARMO – Festa

Primeira Leitura: Profecia de Zacarias 2,14-17
Rejubila, alegra-te, cidade de Sião, eis que venho para habitar no meio de ti
“Rejubila, alegra-te, cidade de Sião, eis que venho para habitar no meio de ti, diz o Senhor. Muitas nações se aproximarão do Senhor, naquele dia, e serão o seu povo. Habitarei no meio de ti, e saberás que o Senhor dos exércitos me enviou a ti.

O Senhor entrará em posse de Judá, como sua porção na terra santa, e escolherá de novo Jerusalém. Emudeça todo mortal diante do Senhor, ele acaba de levantar-se de sua santa habitação”. - Palavra do Senhor.

Salmo: Lc 1,46-47. 48-49. 50-51. 52-53. 54-55 (R.Cf.54b)
O Senhor se lembrou de mostrar sua bondade
A minh'alma engrandece ao Senhor, / e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador,

pois, ele viu a pequenez de sua serva, / eis que agora as gerações hão de chamar-me de bendita./ O Poderoso fez por mim maravilhas / e Santo é o seu nome!

Seu amor, de geração em geração, / chega a todos que o respeitam. / Demonstrou o poder de seu braço, / dispersou os orgulhosos.

Derrubou os poderosos de seus tronos / e os humildes exaltou. / De bens saciou os famintos / e despediu, sem nada, os ricos.

Acolheu Israel, seu servidor, / fiel ao seu amor, / como havia prometido aos nossos pais, / em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre.

Evangelho segundo Mateus 12,46-50
E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: 'Eis minha mãe e meus irmãos
Naquele tempo, enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar contigo”.

Jesus perguntou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?”

E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. - Palavra da Salvação.

Comentando o Evangelho (Padre Jaldemir Vitório / Jesuíta): A ruptura com os laços familiares foi uma das exigências do serviço ao Reino, com as quais Jesus se defrontou. Também por exigência do Reino, foi levado a constituir, sobre novas bases, uma comunidade cujo relacionamento interpessoal deveria ter a profundidade do relacionamento familiar. A comunidade dos discípulos de Jesus pode ser definida como a família do Reino, cuja característica são os laços fraternos que unem seus membros.

Nesta perspectiva, fica em segundo plano a consangüinidade. Doravante, ser mãe ou irmão de sangue não tem importância. O critério de pertença à família do Reino consiste em submeter-se à vontade do Pai, sendo-lhe obediente em tudo. Importa mostrar, com ações concretas, esta submissão. Aí o agir do discípulo identifica-se com o agir do Mestre, a ponto de Jesus poder considerá-lo como irmão: a vontade do Pai é o imperativo na vida de ambos.

Assim, a ligação entre Jesus e os seus discípulos era muito mais profunda do que a sua convivência física com eles. Havia algo de superior que os unia, sem estar na dependência de elementos conjunturais, quais sejam, a pertença a uma determinada família, raça ou cultura. Basta alguém viver um projeto de vida fundado na vontade do Pai, para que Jesus o reconheça como pertencente à sua família. Para ele, estes são seus irmãos, suas irmãs, suas mães. São irrelevantes outros títulos de relação com Jesus, quando falta este pré-requisito.

LITURGIA COMPLEMENTAR

15ª Semana do Tempo Comum - 3ª Semana do Saltério
NOSSA SENHORA DO CARMO - Festa
Prefácio de Nossa Senhora I ou II - Ofício da festa
Cor: Branco - Ano Litúrgico “B” – São Marcos

Antífona: Salve, ó santa mãe de Deus, vós destes à luz o rei, que governa o céu e a terra pelos séculos eternos.

Oração do Dia: Venha, ó Deus, em auxílio a gloriosa intercessão de Nossa Senhora do Carmo para que possamos, sob sua proteção, subir ao monte que é Cristo, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo. Amém.

INTENÇÕES PARA O MÊS DE JULHO

Geral – Segurança no trabalho: Para que todos tenham trabalho e possam desempenhar suas tarefas em condições de estabilidade e segurança.

Missionária – Voluntários cristãos: Para que os voluntários cristãos, presentes nos territórios de missão, saibam dar testemunho da caridade de Cristo.

Cor Litúrgica: BRANCO - Simboliza a alegria cristã e o Cristo vivo. Usada nas missas de Natal, Páscoa, etc... Nas grandes solenidades, pode ser substituída pelo amarelo ou, mais especificamente, o dourado.

Tempo Comum: O Tempo Comum começa no dia seguinte à Celebração da Festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça-feira antes da Quaresma. Recomeça na segunda-feira depois do domingo de Pentecostes e termina antes das Primeiras Vésperas do 1º Domingo do Advento – NALC 44.

Ricardo e Marta / Comunidade São Paulo Apóstolo
Fonte: CNBB – Missal Cotidiano