Páginas

domingo, 26 de agosto de 2012

Liturgia Diária Comentada 25/08/2012


Primeira Leitura: Profecia de Ezequiel 43,1-7a
A glória do Senhor entrou no Templo
O homem conduziu-me até a porta da casa do Senhor que dá para o nascente, e eu vi a glória do Deus de Israel, vinda do oriente; um ruído a acompanhava, semelhante ao ruído de águas caudalosas, e a terra brilhava com a sua glória. A visão era idêntica à visão que tive quando ele veio destruir a cidade, bem como à visão que tive junto ao rio Cobar; e eu caí com o rosto no chão. A glória do Senhor entrou no Templo pela porta que dá para o nascente.


Então o espírito raptou-me e me levou para dentro do pátio interno e eu vi que o Templo ficou cheio da glória do Senhor. Ouvi alguém falando-me de dentro do Templo, enquanto o homem esteve de pé junto a mim. Ele me disse: “Filho do homem, este é o lugar do meu trono, é o lugar em que coloco a planta dos meus pés, o lugar onde habitarei para sempre no meio dos israelitas”. - Palavra do Senhor.


Salmo: 84(85),9ab-10. 11-12. 13-14 (R. Cf 10b)
A glória do Senhor habitará em nossa terra
Quero ouvir o que o Senhor irá falar: é a paz que ele vai anunciar; Está perto a salvação dos que o temem, e a glória habitará em nossa terra.

A verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão; da terra brotará a fidelidade, e a justiça olhará dos altos céus.

O Senhor nos dará tudo o que é bom, e a nossa terra nos dará suas colheitas; a justiça andará na sua frente e a salvação há de seguir os passos seus.

Evangelho segundo Mateus 23,1-12
Eles falam mas não praticam
Naquele tempo, Jesus falou às multidões e aos seus discípulos: “Os mestres da Lei e os fariseus têm autoridade para interpretar a Lei de Moisés. Por isso, deveis fazer e observar tudo o que eles dizem. Mas não imiteis suas ações! Pois eles falam e não praticam.

Amarram pesados fardos e os colocam nos ombros dos outros, mas eles mesmos não estão dispostos a movê-los, nem sequer com um dedo. Fazem todas as suas ações só para serem vistos pelos outros. Eles usam faixas largas, com trechos da Escritura, na testa e nos braços, e põem na roupa longas franjas. Gostam de lugar de honra nos banquetes e dos primeiros lugares nas sinagogas. Gostam de ser cumprimentados nas praças públicas e de serem chamados de Mestre.

Quanto a vós, nunca vos deixeis chamar de Mestre, pois um só é vosso Mestre e todos vós sois irmãos. Na terra, não chameis a ninguém de pai, pois um só é vosso Pai, aquele que está nos céus. Não deixeis que vos chamem de guias, pois um só é o vosso Guia, Cristo. Pelo contrário, o maior dentre vós deve ser aquele que vos serve. Quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado”. - Palavra da Salvação.

Comentando o Evangelho (Antônio Carlos Santini / Com Católica Nova Aliança): Neste mundo, precisamos de mestres e guias. Ninguém nasce sabendo. Mesmo a sabedoria de Deus, em circunstâncias normais, vem a nós por meio de mediações humanas e, não, por revelações angélicas ao som de trombetas.

O próprio Filho de Deus, ao se encarnar, precisou das orientações e dos exemplos de José, das lições e correções de Maria. Em suma, o que está no centro das palavras de Jesus não é uma ordem para recusar os ensinamentos das autoridades (inclusive da hierarquia eclesial!) ou para repelir a educação dos mais velhos. Cada geração herda da anterior (e com ela aprende) um rico acervo de usos e costumes, ferramentas de trabalho – como o idioma -, uma visão do mundo, uma tábua de valores éticos e – não nos esqueçamos – a própria fé!

O que Jesus ensina é que esses mestres e orientadores não são senhores, mas servidores. O conhecimento, a experiência acumulada, o poder político e a responsabilidade na família e nas comunidades são como instrumentos de trabalho que dispomos ao serviço daqueles que nos foram confiados. Tudo como um dom gracioso: “recebestes de graça, de graça dai!” (Mt 10,8.)

Além de assim nos ensinar, Jesus encarnou ao extremo esse modelo de serviço ao homem. Multiplicou os pães para a multidão, mas recusou-se a transformar as pedras em pães que matassem sua própria fome. Arriscou-se diante da multidão de hienas que queriam apedrejar a mulher adúltera, mas obrigou Pedro a guardar a única espada que poderia defendê-lo dos soldados que o prendiam. Curou os males de leprosos e paralíticos, mas rejeitou até mesmo a esponja de vinagre que poderia anestesiá-lo na hora extrema do Calvário.

Assim é Jesus: tem poder e sabedoria, mas para promover os outros, nunca a si mesmo. Pode convocar legiões de anjos a seu próprio serviço, mas recusa defender-se. Podia ser aclamado como rei, mas sabia que era outra a sua missão.

Ai de nós, que orientamos os filhos para a profissão mais rentável! Desejamos para as filhas o marido mais rico! Julgamos fazer favores quando desempenhamos nossa função de servidor público! Nós, que consideramos um chato aquele que nos pede orientação e conselho! Que ficamos enfarados com nossos próprios filhos...

Quando começaremos a amar como Jesus?

LITURGIA COMPLEMENTAR

20ª Semana do Tempo Comum - 4ª Semana do Saltério
Prefácio Comum - Ofício do dia
Cor: Verde - Ano Litúrgico “B” – São Marcos

Antífona: Salmo 83,10-11 Ó Deus, nosso protetor, volvei para nós o vosso olhar e contemplai a face do vosso ungido, porque um dia em vosso templo vale mais que outros mil.

Oração do Dia: Ó Deus, preparastes para quem vos ama bens que nossos olhos não podem ver; acendei em nossos corações a chama da caridade para que, amando-vos em tudo e acima de tudo, corramos ao encontro das vossas promessas, que superam todo desejo. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

INTENÇÕES PARA O MÊS DE AGOSTO

Geral – Prisioneiros (as): Para que os prisioneiros e prisioneiras sejam tratados com justiça e sua dignidade humana seja respeitada.

Missionária – Jovens, testemunhas de Cristo: Para que os jovens, chamados ao seguimento de Cristo, proclamem e dêem testemunho do Evangelho até os confins da terra.

Cor Litúrgica: VERDE - Simboliza a esperança que todo cristão deve professar. Usada nas missas do Tempo Comum.

Tempo Comum: O Tempo Comum começa no dia seguinte à Celebração da Festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça-feira antes da Quaresma. Recomeça na segunda-feira depois do domingo de Pentecostes e termina antes das Primeiras Vésperas do 1º Domingo do Advento – NALC 44.

AGOSTO – MÊS VOCACIONAL

O mês de agosto, conforme o costume da Igreja no Brasil é dedicado à oração, reflexão e ação nas comunidades sobre o tema das vocações. Por isso, lembra-se:

1ª semana: vocação para ministério ordenado: diáconos, padres e bispos;
2ª semana: vocação para a vida em família (atenção especial aos pais);
3ª semana: vocação para a vida consagrada: religiosos(as) e consagrados(as) seculares;
4ª semana: vocação para os ministérios e serviços na comunidade.

Ricardo e Marta / Comunidade São Paulo Apóstolo
Fonte: CNBB – Missal Cotidiano