Sabemos
que João era primo de Jesus, que seus pais eram de idade avançada e
que certamente João ficou, logo cedo, órfão de seus pais, mas
existia em João, desde o encontro de Maria com Isabel, um chamado de
Deus e com isso tinha uma missão, esta missão foi despertada em um
período que ele passou com os Essênios que tinham uma espécie de
mosteiro próximo ao Mar Morto. Neste período João descobriu sua
vocação nos estudos das Sagradas Escrituras e nas tradições de
seu povo. E segundo a tradição Jesus também esteve com os
Essênios, mas não sabemos por quanto tempo.
João
descobre sua vocação e vai pro Jordão batizar as pessoas que
querem buscar uma conversão, neste sentido João trás uma novidade,
pois até então os Judeus faziam abluções com água no sentido de
“se” purificar, mas João começa a batizar, isto é, derramar
água sobre as pessoas lavando-as para uma conversão. Agora alguém
batiza e isto é totalmente novo.
Mas
muito mais que batizar, ele proclama pra que veio: “Eu sou
a voz que grita no deserto: Aplainai o caminho do Senhor”, e
anuncia quem virá após ele: “no meio de vós está aquele
que vós não conheceis, e que vem depois de mim. Eu não mereço
desamarrar a correia de suas sandálias”. E em outro texto
diz: “Eu não o conhecia, mas aquele que me mandou batizar
em água disse-me: Sobre quem vires descer e repousar o Espírito,
este é quem batiza no Espírito Santo”. (Jo 1,33).
“Que
o próprio Deus da paz vos santifique totalmente”.
É Jesus, esta Luz que veio ao mundo, e que nos Batiza no Espírito
Santo para nos conformar a Deus por isso que devemos assumir a vida
de João em nós. Assim como gritava no deserto da Palestina e
buscava anunciar a Boa Notícia que o Senhor já estava em nosso meio
devemos, hoje, gritar no deserto da indiferença, do orgulho, da
ambição, do materialismo, do relativismo... Que Jesus está em
nosso meio e que traz uma vida nova através do Batismo no Espírito,
isto é, de uma efusão da presença do Espírito, mas como uma nova
experiência, um novo Pentecostes.
Somos,
hoje, chamados a sermos os novos “Batistas” de nosso tempo a
sermos uma voz que grita neste deserto da indiferença. Mesmo que
tenhamos que passar pelo ridículo diante desta sociedade consumista,
hedonista... Temos que gritar proclamar com audácia (Parresia) o
nome de Jesus e buscar salvar pessoas para Deus. Os homens não sabem
do perigo a que estão expostos, estão cegos, surdos, mudos, cabe a
nós filhos de Deus resgatados pelo sangue de Jesus a fazer a
diferença na sociedade mesmo que tenhamos que dar a vida pelos
irmãos em Cristo. É o que chamamos de Martírio branco, sem
derramamento de sangue, mas de testemunho verdadeiro de sermos
seguidores de Cristo e que não compactuamos com o mundo dominado
pelo Demônio.
Antonio
ComDeus
1ª
Leitura - Is 61,1-2a.10-11
Exulto
de alegria no Senhor.
Salmo
- Lc 1,46-48.49-50.53-54 (R. Is 61,10b)
R.
A minh'alma se alegra no meu Deus.
2ª
Leitura - 1Ts 5,16-24
Vosso
espírito, vossa alma e vosso corpo sejam conservados para a vinda do
Senhor.
Evangelho
- Jo 1,6-8.19-28
No meio de vós está aquele que vós não conheceis.