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quinta-feira, 26 de março de 2015

O amor (Deus amor)

Lucas 15,11-24
O amor é o nome mais sublime da lei de Deus! É a força do amor que rege as leis divinas. O que Deus tem em mente com sua Lei sagrada, efetivamente, é nos preservar dos caminhos que nos afastam d’Ele. Ele sabe que longe d’Ele não há felicidade.

A Lei divina quer nos resgatar da pequenez humana para nos projetar para a santidade, que nos levará e à eternidade. Na Lei divina é a vida que conta.
Assim podemos entender com maior facilidade os 10 mandamentos. Importa, portanto, a virtude da obediência aos mandamentos que nos garantem esta proximidade com Ele.
A Lei divina, como sabemos, tem uma dimensão vertical e uma horizontal: É amar a Deus sobre todas as coisas e, ao próximo, como a nós mesmos.
A partir do momento que tivermos entendido isso, tudo será diferente em nós. Só o amor liberta...
A Lei de Deus não tem nada de escravidão. Só o mandamento do amor pode explicar a centralidade da Lei de Deus.
O Evangelho nos ensina a termos certeza de duas coisas:
·        Quanto mais nos damos conta dos nossos próprios pecados, com maior facilidade perdoaremos os pecados dos outros;
·        E quanto mais perdoamos as ofensas recebidas, mais receberemos o perdão de Deus pelos nosso pecados.
 Como vemos Deus não usa matemática para nos perdoar. Só quem faz a experiência do perdão dos próprios pecados é que compreende bem o que significa o perdoar e ser perdoado.
Precisamos entender que a fraqueza e o erro são dimensões da condição humana. Não devemos buscar perfeição nos seres humanos.
Todos, sem nenhuma exceção, somos propensos a erros e pecados.  Todos somos miseráveis. Fomos atingidos de cheio pelo pecado original, que nos descredenciou da graça santificante.
E, neste mundo, o único nascido de mulher que nasceu sem pecado foi Cristo, autor do perdão.
Portanto, já que somos simples mortais, que também cometemos muitos pecados, não resta-nos outra possibilidade a não ser perdoar, por mais difícil que possa ser.
Não podemos, ou melhor, não devemos colocar limites na tarefa de perdoar. Aprendi, faz muito tempo, que perdoar vai muito além de um puro ato humano. Perdoar é divino.
Perdoar é uma atitude que tem sua origem e fonte no próprio coração misericordioso de Deus.
O próximo é todo homem que precisa da nossa ajuda material ou espiritual. Amar o próximo consiste em praticar as obras de misericórdia corporais e espirituais, que são um resumo das obras de caridade que o cristão deve praticar.
 A sociedade em que vivemos está coerente com o mundo criado por Deus? Porque?
O que podemos fazer hoje para que a realidade em que estamos inseridos se aproxime do “Plano Divino”?
(Estas questões podem ser divididas em grupo)

Ler Jo 20, 21-23
Jesus transmitiu aos apóstolos o poder e a missão de continuar perdoando e devolvendo a paz e a reconciliação às pessoas e à comunidade. Os padres, sucessores dos apóstolos, têm a missão e o poder de perdoar os pecados. E, quando confessamos, podemos ficar em paz, com a certeza de que Deus nos deu o seu perdão.

Fé é: Obedecer (como Abraão)- depender (como Moisés)- confiar (como Maria)- tomar posse da salvação (meio pelo qual a salvação chega até você)
Converter é: troca de direção (inferno-céu)- mudança de caminho (do meu jeito de ser para jeito de Deus); de verdade (o que eu acho para o que Deus quer) e de vida (para mim para o irmão) renunciar (para dirigir-se pelos valores do Evangelho).

Estamos vivendo uma época em que as posições em relação a Satanás são contraditórias. Existem algumas pessoas que dizem que o demônio não existe, que é uma espécie de personificação das más tendências e inclinações das pessoas e que essa história de anjo decaído não passa de mitologia.
Por outro lado, existem os que absolutizam a ação do demônio, de modo que tudo é o inimigo agindo, é fruto do maligno e outras coisas do gênero.
A Igreja afirma a existência do demônio, mas também afirma que o poder de Deus é infinitamente superior ao dele. No Evangelho de hoje, Jesus nos mostra o seu poder sobre o maligno, poder que se manifesta na totalidade no Mistério Pascal, que é a derrota definitiva do antigo inimigo.

O melhor modo para derrotar o demônio é conhecer verdadeiramente a Jesus Cristo, para amá-Lo e testemunhá-Lo.
Esta atitude deve deixar o demônio totalmente fora de foco. Tudo o que o demônio quer é roubar do coração humano o verdadeiro amor a Jesus Cristo.
Faz-se necessário, portanto, muito exercício, muita dedicação e muito empenho para conhecer e viver Jesus e sua proposta.
Quem conhecer a Cristo de verdade, viverá uma vida mais harmoniosa, mais alegre, mais feliz.
O testemunho pessoal será a palavra de ordem. Receber os Sacramentos é receber o próprio Cristo. Ele, dentro de nós, será a maior força, o maior poder para nos manter livres das ações do maligno: “Quem não está comigo está contra mim. E quem não recolhe comigo dispersa”.
Sozinhos, jamais conseguiremos enfrentar o demônio. Precisamos nos unir em comunidade, em grupo, em família. Será muito mais fácil para o Maligno nos pegar sozinhos.
Dificilmente Ele nos pegará em grupo, em comunidade, em família. Comunidade dividida é canal aberto para a força do mal.
Família dividida é campo aberto para a ação do Inimigo de Deus


Fontes:
CIC
Biblia

Padre Renato dos Santos - SDB