Dom Alfredo Schaffler
Colaboradores de Deus
- TERÇA, 12 MAIO 2015 12:56
- CNBB
Dom Alfredo Schaffler
Bispo de Parnaíba (PI)
Bispo de Parnaíba (PI)
Nestes últimos domingos escutamos na leitura do evangelho que devemos conhecer e permanecer que significa estar em comunhão. Permanecer em mim e eu permanecerei em vós. Permanecer no meu amor nos fala Jesus. Isso significa que devemos amar no mesmo amor como Jesus amou.
E Jesus amou até a última gota de sangue na cruz. Por isso o amor é sempre uma doação e uma entrega. O amor sempre se dirige aos outros, aqueles que Deus colocou ao nosso lado. E aqueles que Deus colocou ao nosso lado nem sempre são as pessoas que nós escolhemos.
Até temos pessoas que nós escolhemos de livre e espontânea vontade como por exemplo. O marido que você tem ou a esposa, não foi vocês que se escolheram?
Entre tantas pessoas vocês se escolheram para um compromisso para toda uma vida viver o amor. E isso está acontecendo?Ainda mais, este amor estar crescendo entre vocês?
Depois de quantos anos que estão caminhando juntos, hoje se amem ainda mais do que quando pela primeira vez o olhar de vocês se cruzou com o outro? Por isso o amor precisa ser cultivado e cuidado.
A Palavra “ amor “ está no centro do Cristianismo e é o eixo sobre o qual giram todas as virtudes e doutrinas do Novo Testamento. O Reino de Céus, que Jesus veio implantar, é sinônimo de Reino do Amor. Todas as virtudes lhe servem de alimento e nenhuma subsiste sem ele.
Quando São João define Deus como amor, está pensando em alguém que enche todos os seres com sua plenitude, sem nada desejar deles, senão uma resposta de amor.
Talvez a palavra “ amor “ seja das mais pronunciadas em todas as línguas. Penso, no entanto, que a humanidade anda muito carente de amor. Quase diria que há um vazio crescente de amor. Os laços que expressavam amor estão se tornando cada dia mais frágeis e se rompem com facilidade.
E não se criam outros. Isso porque temos dado grande espaço aos mais diversas formas de egoísmos. Egoísmo pessoal e egoísmo de pequenos grupos. Egoísmo e amor não convivem. São João na sua carta nos fala: “Filhinhos não amemos só com palavras e de boca, mas com ações e de verdade. Aí está o critério para saber que somos da verdade, e com isto tranquilizaremos na presença dele o nosso coração.”
Com outras palavras, o amor passa pelo bolso. E é a parte mais delicado de cada um. Até nas nossas paróquias percebe-se isso quando na prestação de contas não apareça nenhuma partilha na parte social. Se quero o Dízimo onde sempre tem a dimensão social e depois tudo fica somente para enfeitar as nossas Igrejas e secretarias e nada para a dimensão social.
Pergunte na prestação de contas na sua paróquia quanto está sendo colocado na dimensão social e caritativa? Mais de uma vez falamos nas reuniões com os padres que no mínio 10% devem ser aplicado para os pobres. Na sua paróquia isso está acontecendo?
Pergunte aqueles que estão participando no Conselho Econômico que tem cada paróquia. O padre não é dono da paróquia, mas um servidor da paróquia. Vocês confiam o Dízimo a paróquia para que também se aplique pelo menos 10% a favor dos que sofrem e que tem necessidade. Ajude para que isso aconteça também na sua paróquia.
Firme na fé e fiquem com Deus.
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