De acordo com texto, a motivação para a ocorrência do Jubileu estaria relacionada às comemorações dos 50 anos do Concílio Ecumênico Vaticano II, encerrado em 1965, “e sua maravilhosa teologia sobre o laicato”, e os 30 anos da Exortação Apostólica de são João Paulo II “Christifideles Laici - sobre a Vocação e Missão dos Leigos na Igreja e no Mundo”.
“O Conselho Nacional do Laicato do Brasil, fundado em 1975, é um Organismo de comunhão eclesial, que representa, organiza e articula o laicato do Brasil para o cumprimento de sua vocação e missão na Igreja, mas, sobretudo, na sua presença evangelizadora na sociedade”, resume o texto em relação à atuação do Conselho.
Na mensagem ao papa, os integrantes do CNLB manifestam apoio às reformas que Francisco está promovendo na Cúria Romana. “Estamos em plena unidade de ação e oração para que a reforma da Cúria Romana se torne sinal de recuperação do caminhar com os padres conciliares que nos ofereceram as riquezas do Concílio Vaticano II sob o empenho pastoral do nosso querido são João XXIII e do beato papa Paulo VI”, diz o texto.
Ainda na carta, além do pedido de proclamação do Ano do Laicato, que já tem previsão de acontecer no Brasil a partir da solenidade de Cristo Rei de 2017 até a mesma festa do ano seguinte, os representantes do CNLB solicitaram um encontro com o papa durante sua visita ao Brasil, que deve acontecer em 2017, por ocasião das celebrações do Jubileu dos 300 anos da aparição da imagem de Nossa Senhora Aparecida.
O momento de preparação para um possível documento sobre “Os Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade” – texto que será apreciado como assunto principal da 54ª Assembleia Geral da CNBB, em 2016 – também foi partilhado com o pontífice.
“Derrame sobre o laicato do Brasil, que neste momento reflete com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil um novo documento (em fase de estudo) sobre a vocação laical”, roga.
Durante a última reunião do Conselho Permanente da CNBB, realizada entre os dias 27 e 29 de outubro, o vice-presidente do CNLB, Laudelino Augusto Azevedo, informou aos bispos presentes na reunião sobre o encontro de Marilza Schuina com o papa Francisco.