Cerca de 30 mil peregrinos acompanharam a meditação na Praça de São Pedro
“Trata-se de uma oração penitencial, precedida de uma confissão de culpa, na qual o orante deixa-se purificar pelo amor de Deus que o torna uma nova criatura. A tradição atribui este Salmo ao Rei Davi que, após ter cometido adultério com Betsabé, fazendo com que o marido dela, Urias, fosse morto, é ajudado pelo profeta Natã a reconhecer a sua culpa diante de Deus”, explicou Francisco.
O papa comentou que na oração do Salmo 51 “manifesta-se a verdadeira necessidade do homem: a única coisa de que ele realmente precisa na vida é ser perdoado, libertado do mal e das suas consequências. Assim, o Salmo convida a ter os mesmos sentimentos de Davi, reconhecendo a miséria e tendo certeza da misericórdia do Senhor”.
O perdão transforma
“Deus, que nunca nos abandona, ao perdoar, cancela os nossos pecados, faz de nós novas criaturas. Portanto, nós, pecadores perdoados, podemos até mesmo ensinar aos outros a não pecarem mais. A dignidade que o perdão de Deus dá é levantar-se depois de um pecado”, destacou o papa, citando o Salmista.
Ao final, concluiu afirmando que “todo pecador perdoado é chamado a compartilhar com cada irmão e irmã que encontra este dom, pois todos são, como nós, necessitados da misericórdia de Deus. O perdão purifica o coração e transforma a vida”.
O papa rezou com os peregrinos, o Salmo 51: “cria em mim, ó Deus, um coração puro, renova em mim um espírito resoluto. Quero ensinar teus caminhos aos que erram e a ti voltarão os pecadores”.
CNBB com informações da Rádio Vaticano.
http://www.cnbb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=18440:no-vaticano-papa-conclui-ciclo-de-catequeses-sobre-a-misericordia&catid=147:internacional&Itemid=185