Memória de Maria, Mãe da Igreja, será celebra todos
os anos na Segunda-feira depois de Pentecostes
Cidade do Vaticano –
Com um Decreto publicado este sábado, 03 de março, pela Congregação do Culto Divino e da Disciplina dos Sacramentos, o Papa Francisco determinou a inscrição da Memória da “Bem-aventurada Virgem, Mãe da Igreja” no Calendário Romano Geral. Esta memória será celebrada todos os anos na Segunda-feira depois de Pentecostes.
O motivo da celebração está
brevemente descrito no Decreto "Ecclesia Mater": favorecer o
crescimento do sentido materno da Igreja nos Pastores, nos religiosos e nos
fiéis, como, também, da genuína piedade mariana.
“Esta celebração ajudará a lembrar
que a vida cristã, para crescer, deve ser ancorada no mistério da Cruz, na
oblação de Cristo no convite eucarístico e na Virgem oferente, Mãe do Redentor
e dos redimidos”, lê-se ainda no Decreto, assinado pelo Prefeito do Dicastério,
o Card. Robert Sarah.
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03/03/2018
Traduções
Em anexo ao decreto, foram
apresentados, em latim, os respectivos textos litúrgicos, para a Missa, o
Ofício Divino e para o Martirológio Romano. As Conferências Episcopais
providenciarão a tradução e aprovação dos textos, que depois de confirmados,
serão publicados nos livros litúrgicos da sua jurisdição.
De acordo com o Decreto, onde a
celebração da bem-aventurada Virgem Maria, por norma do direito particular
aprovado, já se celebra num dia diferente com grau litúrgico mais elevado, pode
continuar a ser celebrada desse modo.
A
importância do mistério
“Considerando a importância do
mistério da maternidade espiritual de Maria, que na espera do Espírito no
Pentecostes (cf. Act 1, 14), nunca mais parou de ocupar-se e de curar
maternalmente da Igreja peregrina no tempo, o Papa Francisco estabeleceu que na
Segunda-feira depois do Pentecostes, a Memória de Maria Mãe da Igreja seja
obrigatória para toda a Igreja de Rito Romano”, comentou o Card. Sarah.
“O desejo é que esta celebração, agora para toda a
Igreja, recorde a todos os discípulos de Cristo que, se queremos crescer e
enchermo-nos do amor de Deus, é preciso enraizar a nossa vida sobre três
realidades: na Cruz, na Hóstia e na Virgem – Crux, Hostia et Virgo. Estes são
os três mistérios que Deus deu ao mundo para estruturar, fecundar, santificar a
nossa vida interior e para nos conduzir a Jesus Cristo. São três mistérios a
contemplar no silêncio.”

