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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Brotos de Esperança


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Dom Walmor Oliveira de Azevedo

Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, MG

È tradição fazer a retrospectiva do ano que passou, sempre no final de dezembro. Uma prática indispensável para quem quer conduzir a vida balizada por valores morais e assume o compromisso de ser bom, de desempenhar bem suas responsabilidades e missão. A cidadania ganha muito de quem faz um balanço de seus atos, conduta, palavras e escolhas. Tem muito a ver com a dinâmica do exame de consciência diário que a espiritualidade cristã católica indica.

Essa prática é um caminho indispensável, condição de superação de arbitrariedades, perda de rumos que comprometem a ordem moral e traz grandes prejuízos para a vida familiar, profissional e política. O limiar da contagem dos últimos momentos de 2011 deve ser propício para uma retrospectiva em dinâmica de exame de consciência.
A tradicional retrospectiva veiculada na TV é interessante, pois proporciona uma visão de conjunto de tudo o que se viveu e aconteceu mundo afora. É uma retomada de acontecimentos que inclui as catástrofes e fracassos na política, na economia, momentos de alento mostrando a saudade de celebridades que partiram ou o apogeu de desportistas, artistas e alguns outros. Um enfoque incluído é aquele dos resultados negativos e das perdas causadas pela violência, pelo narcotráfico e pela dependência química, pelas artimanhas políticas e interesseiras. No conjunto desse cenário aparece aqui e acolá brotos de esperança para alentar a passagem do ano e inspirar novos propósitos, tão indispensáveis para que se possa viver melhor.
Inquestionável é a necessidade de conhecer essa retrospectiva com a ajuda de imagens que impactam e reavivam na memória do coração razões de lágrimas, sorrisos, alegrias de conquistas e ternura indispensável. Mas é importante também fazer a própria retrospectiva, na individualidade da conduta cidadã, da experiência da fé e do sentido dado à própria vida. Esse momento é um exame de consciência capaz de fazer brotar um espetáculo que não se esvai facilmente como a meia hora de shows pirotécnicos da noite do réveillon.
A explosão da alegria com a chegada do ano novo pode ser fecundada por uma preparação também pessoal. Um exame individual que pode remeter ao núcleo mais recôndito da consciência para lá viver uma escuta indispensável - antes dos brados de alegria. A escuta faz da interioridade fonte de uma sabedoria que, inteligentemente, reorganiza a vida. É um caminho para a verdadeira felicidade, exercício que sustenta a cidadania e alimenta o gosto pelo bem comum. Uma escuta que gera e mantém o tecido interior de quem acata as exigências do mundo contemporâneo, que pede o fim de práticas cartoriais, de um modo antiquado de fazer política, marcado pelo coronelismo ou pela mesquinhez própria de senhores de engenhos de séculos passados.
É entristecedor conhecer a lista de quem está impedindo avanços mais audazes de projetos que poderiam ajudar instituições a evoluírem. A retrospectiva oportuna nessa preparação para o ano novo precisa considerar e cuidar dos brotos de esperança que devem dar sentido à fraternidade como dom. A compreensão deste sentido é uma força para banir as maldades tácitas que perpetuam disputas e mantém tantos como reféns na armadura de uma estatura pessoal minúscula e pouco cidadã.

A passagem de ano é um convite para viver a vida como admirável experiência do dom, vendo o quanto a gratuidade deve estar presente em todos os atos e ações. Assim é possível romper a visão meramente produtiva e utilitarista da existência. O critério para presidir uma retrospectiva adequada é a consideração de que o ser humano é feito para o dom, graças à capacidade para a transcendência. Esta transcendência cultivada abre o caminho de superação da condição humana ferida e permite alcançar conquistas, na política, na ação social, na educação, na cultura e nos costumes. Do cultivo desta capacidade, nascem muitos novos brotos de esperança.

"A catequese não prepara simplesmente para este ou aquele sacramento. O sacramento é uma consequência de uma adesão a proposta do Reino, vivida na Igreja (DNC 50)."

Documento Necessário para o Batismo e Crisma

Certidão de Nascimento ou Casamento do Batizando;

Comprovante de Casamento Civil e Religioso dos padrinhos;

Comprovante de Residência,

Cartões de encontro de Batismo dos padrinhos;

Documentos Necessários para Crisma:

RG do Crismando e Padrinho, Declaração de batismo do Crismando, Certidão ou declaração do Crisma do Padrinho, Certidão de Casamento Civil e Religioso do Padrinho/Madrinha e Crismando se casados.

Fonte: Catedral São Dimas

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Reflexão

REFLEXÃO

A porta larga que o mundo oferece para as pessoas é a busca da felicidade a partir do acúmulo de bens e de riquezas. A porta estreita é aquela dos que colocam somente em Deus a causa da própria felicidade e procuram encontrar em Deus o sentido para a sua vida. De fato, muitas pessoas falam de Deus e praticam atos religiosos, porém suas vidas são marcadas pelo interesse material, sendo que até mesmo a religião se torna um meio para o maior crescimento material, seja através da busca da projeção da própria pessoa através da instituição religiosa, seja por meio de orações que são muito mais petições relacionadas com o mundo da matéria do que um encontro pessoal com o Deus vivo e verdadeiro. Passar pela porta estreita significa assumir que Deus é o centro da nossa vida.

reflexão sobre o Dízimo

A espiritualidade do Dízimo

O dízimo carrega uma surpreendente alegria no contribuinte. Aqueles que se devotam a esta causa se sentem mais animados, confortados e motivados para viver a comunhão. O dízimo, certamente, não é uma questão de dinheiro contrariando o que muitos podem pensar. Ele só tem sentido quando nasce de uma proposta para se fazer a experiência de Deus na vida cristã. Somos chamados e convocados a este desafio.

Em caso contrario, ele se torna frio e distante; por vezes indiferente. A espiritualidade reequilibra os desafios que o dízimo carrega em si. "Honra o Senhor com tua riqueza. Com as primícias de teus rendimentos. Os teus celeiros se encherão de trigo. Teus lagares transbordarão de vinho" (Pr 3,9-10). Contribuir quando se tem de sobra, de certa forma, não é muito dispendioso e difícil. Participar da comunhão alinha o desafio do dízimo cristão.

Se desejar ler, aceno: Gn 28, 20-22; Lv 27, 30-32; Nm 18, 25-26 e Ml 3, 6-10.

Fonte : Pe. Jerônimo Gasques

http://www.portalnexo.com.br/Conteudo/?p=conteudo&CodConteudo=12

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