Semana
Santa - 2ª Semana do Saltério
Prefácio
da Paixão II - Ofício próprio
Cor:
Roxo - Ano Litúrgico “A” - São Mateus
Antífona:
Salmo 26,12 Não me deixeis, Senhor, à mercê de meus adversários,
pois contra mim se levantaram testemunhas falsas, mas volta-se
contra eles a sua iniquidade.
Oração
do Dia: Deus eterno e todo-poderoso, dai-nos celebrar de tal
modo os mistérios da paixão do Senhor, que possamos alcançar
vosso perdão. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na
unidade do Espírito Santo. Amém!
LEITURAS:
Primeira
Leitura: Is 49,1-6
Eu
te farei luz das nações, para que minha salvação chegue até aos
confins da terra. (2º canto do Servo do Senhor)
Nações
marinhas, ouvi-me, povos distantes, prestai atenção: o Senhor
chamou-me antes de eu nascer, desde o ventre de minha mãe ele tinha
na mente o meu nome; fez de minha palavra uma espada afiada,
protegeu-me à sombra de sua mão e fez de mim uma flecha aguçada,
escondida em sua aljava(bolsa), e disse-me: “Tu és o meu Servo,
Israel, em quem serei glorificado”. E eu disse: “Trabalhei
em vão, gastei minhas forças sem fruto, inutilmente; entretanto o
Senhor me fará justiça e o meu Deus dará recompensa”.
E
agora me diz o Senhor – ele que me preparou desde o nascimento
para ser seu Servo – que eu recupere Jacó para ele e faça Israel
unir-se a ele; aos olhos do Senhor esta é a minha glória. Disse
ele: “Não basta seres meu Servo para restaurar as tribos de Jacó
e reconduzir os remanescentes de Israel: eu te farei luz das nações,
para que minha salvação chegue até aos confins da terra”. -
Palavra do Senhor.
Comentando
a Liturgia: O segundo poema do Servo de Javé apresenta uma
progressão de ideias que desemboca na missão universal a ele
confiada por Deus. A alusão às nações põe em relevo a grandeza
do Servo, vista como motivação fundamental do universalismo. Cabe
ao Servo manifestar a grandeza de Deus no povo de Israel, mas as
primeiras tentativas nesta direção mostram uma falência, apesar
disso, é inabalável a confiança do profeta.
Há
na obra de salvação realizada por Jesus um paradoxo, cuja
explicação nos devolve necessariamente ao irrepreensível poder de
Deus. Sob o aspecto humano, a vida de Jesus se encerra com um xeque
radical.
Ninguém
como Ele pode dizer: “Esforcei-me em vão, em vão e por nada
consumi minhas energias”. Ninguém jamais falara como Ele, ninguém
jamais falara como ele, ninguém jamais praticara em favor dos
pobres obras como as Suas.
Entretanto,
ao pé da cruz havia apenas um grupo exíguo (pequeno) de pessoas
fiéis. Contudo, exatamente por causa deste seu aniquilamento,
tornou-se a luz dos povos e levou a salvação até as extremidades
da terra.
Salmo: 70(71),
1-2. 3-4a. 5-6ab. 15.17 (R.15) Minha boca anunciará vossa
justiça.
Eu
procuro meu refúgio em vós, Senhor: que eu não seja envergonhado
para sempre! Porque sois justo, defendei-me e libertai-me! Escutai a
minha voz, vinde salvar-me!
Sede
uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve!
Porque sois a minha força e meu amparo, o meu refúgio, proteção
e segurança! Libertai-me, ó meu Deus, das mãos do ímpio.
Porque
sois, ó Senhor Deus, minha esperança, em vós confio desde a minha
juventude! Sois meu apoio desde antes que eu nascesse, desde o seio
maternal, o meu amparo.
Minha
boca anunciará todos os dias vossa justiça e vossas graças
incontáveis. Vós me ensinastes desde a minha juventude, e até
hoje canto as vossas maravilhas.
Evangelho:
Jo 13,21-33.36-38 Um de vós me entregará... O galo não
cantará antes que me tenhas negado três vezes.
Naquele
tempo, estando à mesa com seus discípulos, Jesus ficou
profundamente comovido e testemunhou: “Em verdade, em verdade vos
digo, um de vós me entregará”. Desconcertados, os discípulos
olhavam uns para os outros, pois não sabiam de quem Jesus estava
falando.
Um
deles, a quem Jesus amava, estava recostado ao lado de Jesus. Simão
Pedro fez-lhe um sinal para que ele procurasse saber de quem Jesus
estava falando. Então, o discípulo, reclinando-se sobre o peito de
Jesus, perguntou-lhe: “Senhor, quem é?” Jesus respondeu: “É
aquele a quem eu der o pedaço de pão passado no molho”. Então
Jesus molhou um pedaço de pão e deu-o a Judas, filho de Simão
Iscariotes.
Depois
do pedaço de pão, Satanás entrou em Judas. Então Jesus lhe
disse: “O que tens a fazer, executa-o depressa”. Nenhum dos
presentes compreendeu por que Jesus lhe disse isso. Como Judas
guardava a bolsa, alguns pensavam que Jesus lhe queria dizer:
‘Compra o que precisamos para a festa’, ou que desse alguma
coisa aos pobres. Depois de receber o pedaço de pão, Judas saiu
imediatamente. Era noite.
Depois
que Judas saiu, disse Jesus: “Agora foi glorificado o Filho do
Homem, e Deus foi glorificado nele. Se Deus foi glorificado nele,
também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo.
Filhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. Vós me
procurareis, e agora vos digo, como eu disse também aos judeus:
‘Para onde eu vou, vós não podeis ir’”.
Simão
Pedro perguntou: “Senhor, para onde vais?” Jesus respondeu-lhe:
“Para onde eu vou, tu não me podes seguir agora, mas seguirás
mais tarde”. Pedro disse: “Senhor, por que não posso seguir-te
agora? Eu darei a minha vida por ti!” Respondeu Jesus: “Darás a
tua vida por mim? Em verdade, em verdade te digo: o galo não
cantará antes que me tenhas negado três vezes”. - Palavra
da Salvação.
Comentando
o Evangelho (Padre Jaldemir Vitório / Jesuíta): O anúncio
da traição foi desconcertante para o grupo de discípulos.
Independentemente de qualquer cultura, a traição é sempre um ato
abominável. De modo especial, entre pessoas cujas vidas foram
postas em comum, e nas quais se deposita toda confiança. Isto
explica a surpresa dos discípulos quando Jesus anunciou que um
deles haveria de traí-lo. E essa surpresa foi maior, quando o
traidor foi identificado com Judas, filho de Simão Iscariotes.
O
evangelista João dirá várias vezes que se tratava de um ladrão.
Logo, alguém de caráter duvidoso, de quem se pode esperar tudo. A
traição seria apenas mais uma manifestação da personalidade
malsã deste discípulo. Os evangelhos, em geral, referem-se a Judas
como alguém que vendeu sua própria consciência ao aceitar
entregar o Mestre por um punhado de dinheiro.
Entretanto,
é possível suspeitar de outras razões desta atitude tresloucada.
Será que Judas entendeu, de fato, o projeto de Jesus? Terá sido
capaz de abrir mão de seus esquemas messiânicos para aceitar Jesus
tal qual se apresentava? Estava disposto a seguir um Messias pobre,
manso, amigo dos excluídos e marginalizados, anunciador de um Reino
incompatível com a violência e a injustiça? Judas esperava tirar
partido do Reino a ser instaurado por Jesus. Vendo frustrado o seu
intento, não teria tido escrúpulo de traí-lo?
Uma
coisa é certa: Judas estava longe de sintonizar com Jesus. Algo
parecido acontecia com Pedro, que haveria de negá-lo. Só que este
recuou e se converteu à misericórdia do Senhor.
INTENÇÕES
PARA O MÊS DE ABRIL:
Intenção
Universal: Ecologia e justiça - Para que os
governantes promovam o respeito pela criação e uma justa
distribuição dos bens e dos recursos naturais.
Intenção
para a Evangelização: Esperança
para quem sofre - Para
que o Senhor Ressuscitado encha de esperança o coração daqueles
que experimentam a dor e a doença.
TEMPO
LITÚRGICO:
Tempo
da Quaresma (CNBB-DL/2011): Vai da quarta-feira de Cinzas
até a missa da Ceia do Senhor, exclusive. É o tempo para preparar
a celebração da Páscoa. “Tanto na liturgia quanto na catequese
litúrgica esclareça-se melhor a dupla índole do tempo quaresmal
que, principalmente pela lembrança ou preparação do Batismo e
pela penitência, fazendo os fiéis ouvirem com mais frequência a
Palavra de Deus e entregarem-se à oração, os dispõe à
celebração do mistério pascal” (SC 109).
-
Durante este tempo, é proibido ornar o altar com flores, o toque de
instrumentos musicais só é permitido para sustentar o canto.
Excetuam-se o Domingo Laetare (4º Domingo da Quaresma), bem como as
solenidades e festas.
-
A cor do tempo é roxa. No Domingo Laetare, pode-se usar
cor-de-rosa. (IGMR nº308f)
-
Em todas as Missas e Ofícios (onde se encontrar), omite-se o
Aleluia.
-
Nas solenidades e festas somente, como ainda em celebrações
especiais, diz-se o Te Deum e o Glória.
-
As memórias obrigatórias que ocorrem neste dia podem ser
celebradas como memórias facultativas. Não são permitidas missas
votivas (devoção particular).
-
Na celebração do Matrimônio, seja dentro ou fora da Missa,
deve-se sempre dar a bênção nupcial; mas admoestem-se os esposos
que se abstenham de demasia pompa.
Cor
Litúrgica: ROXO - Simboliza a preparação, penitência ou
conversão. Usada nas missas da Quaresma e do Advento.
Fique
com Deus e sob a proteção da Sagrada Família
Ricardo
Feitosa e Marta Lúcia
www.catolicoscomjesus.com
– catolicoscomjesus@gmail.com
Crendo
e ensinando o que crê e ensina a Santa Igreja Católica
Fonte:
CNBB / Missal Cotidiano