Oração
do Dia: Ó Deus, que inflamastes de amor Santa Catarina de Sena
na contemplação da paixão do Senhor e no serviço da Igreja,
concedei-nos, por sua intercessão, participar do mistério de Cristo
e exultar em sua glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo. Amém!
LEITURAS:
Primeira
Leitura: At 4,32-37 Um só coração e uma só alma.
A
multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém
considerava como próprias as coisas que possuía, mas tudo entre
eles era posto em comum. Com grandes sinais de poder, os apóstolos
davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. E os fiéis eram
estimados por todos.
Entre
eles ninguém passava necessidade, pois aqueles que possuíam terras
ou casas vendiam-nas, levavam o dinheiro, e o colocavam aos pés dos
apóstolos. Depois, era distribuído conforme a necessidade de cada
um. José, chamado pelos apóstolos de Barnabé, que significa filho
da consolação, levita e natural de Chipre, possuía um campo.
Vendeu e foi depositar o dinheiro aos pés dos apóstolos -
Palavra do Senhor.
Comentando
a Liturgia: Lucas nos deu, mais
que a fotografia da situação real, o projeto divino, o modelo ideal
em que a Igreja se deve mirar e ao qual referir-se de contínuo. A
Igreja que nasce da escuta da Palavra é a comunhão, a prece, a
catequese apostólica, o partir do pão.
Na
passagem de hoje, Lucas nos apresenta sobretudo, a comunhão
fraternal (que vai até a partilha dos bens) e a importância dos
apóstolos nessa comunidade: eles é que exercem o ofício da
pregação e presidem à atividade caritativa. A Igreja não é uma
organização burocrática governada pelo princípio da eficiência,
em que vigoram relações meramente funcionais. É uma comum idade de
pessoas, que não nasce da carne e do sangue, mas do Espírito, e
tende a exprimir-se no sinal da comunhão dos bens. Realiza-se
este sinal de modo diverso segundo os tempos e as vocações;
sem este sinal, porém, não existe Igreja.
Salmo: Sl
92, 1ab. 1c-2. 5 (R.1a) Reina o Senhor, revestiu-se de
esplendor.
Deus
é Rei e se vestiu de majestade, revestiu-se de poder e de esplendor!
Vós
firmastes o universo inabalável, vós firmastes vosso trono desde a
origem, desde sempre, ó Senhor, vós existis!
Verdadeiros
são os vossos testemunhos, refulge a santidade em vossa casa, pelos
séculos dos séculos, Senhor!
Evangelho:
Jo 3,7b-15 Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que
desceu do céu, o Filho do Homem.
Naquele
tempo, disse Jesus a Nicodemos: "Vós deveis nascer do alto. O
vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes
de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que
nasceu do Espírito".
Nicodemos
perguntou: "Como é que isso pode acontecer?"
Respondeu-lhe
Jesus: Tu és mestre em Israel, mas não sabes estas coisas? Em
verdade, em verdade te digo, nós falamos daquilo que sabemos e damos
testemunho daquilo que temos visto, mas vós não aceitais o nosso
testemunho. Se não acreditais, quando vos falo das coisas da terra,
como acreditareis se vos falar das coisas do céu?
E
ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho
do homem. Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto,
assim é necessário que o Filho do homem seja levantado, para que
todos os que nele crerem tenham a vida eterna. - Palavra da
Salvação.
Comentando
o Evangelho (Padre Jaldemir Vitório / Jesuíta):
Ao
exortar Nicodemos sobre a necessidade de nascer de novo, Jesus
apontou o ação do Espírito como dinamismo deste renascimento. É o
Espírito quem leva a pessoa a superar os esquemas da vida, segundo a
carne, e a assumir um projeto de vida centrado na vontade de Deus.
Arranca-a das malhas do egoísmo, e a coloca no terreno firme do
amor. Abre-lhe os horizontes, apresentando-lhe a carência dos pobres
e sofredores como campo de serviço. Liberta-a dos interesses
mesquinhos, levando-a a confrontar-se com ideais elevados, realmente
capazes de trazer felicidade e realização pessoal.
O
sopro incontrolável do vento serviu de comparação para revelar a
liberdade de ação de quem é movido pelo Espírito. Como não se
pode segurar determinar o rumo, exercer controle sobre o vento, o
mesmo se dá com a pessoa que nasce do Espírito. Sua capacidade de
fazer o bem se torna ilimitada. Nada a detém quando se trata de
demonstrar, com gestos concretos, o amor ao semelhante. O amor que
traz dentro de si permite-lhe expressar, de maneira criativa, sua
solidariedade. Tudo, em sua vida, torna-se novo, pois o Espírito não
lhe permite cair na rotina e na inatividade, características de quem
perdeu a razão de viver.
A
ressurreição de Jesus é um convite a nascer de novo. O
Ressuscitado é quem nos concede o Espírito necessário para este
renascer.
INTENÇÕES
PARA O MÊS DE ABRIL:
Intenção
Universal: Ecologia e justiça - Para que os
governantes promovam o respeito pela criação e uma justa
distribuição dos bens e dos recursos naturais.
Intenção
para a Evangelização: Esperança
para quem sofre - Para
que o Senhor Ressuscitado encha de esperança o coração daqueles
que experimentam a dor e a doença.
TEMPO
LITÚRGICO:
Tempo
Pascal: Os cinquenta dias entre o Domingo da Ressurreição
e o Domingo de Pentecostes sejam celebrados com alegria e exultação,
como se fossem um só dia de festa, ou melhor, “como um grande
Domingo” (Santo Atanásio; conforme NALC 22).
Os
Domingos deste tempo sejam tidos como Domingos da Páscoa e, depois
do Domingo da Ressurreição, sejam chamados 2º, 3º, 4º, 5º, 6º
e 7º Domingos da Páscoa. Os oito primeiros dias do Tempo Pascal
formam a Oitava da Páscoa e são celebrados como solenidades do
Senhor (NALC 24). O oitavo dia é constituído pelo domingo seguinte
a Páscoa. A oitava da Páscoa tem precedência sobre quaisquer
outras celebrações.
Qualquer
solenidade que coincida com um dos domingos da Páscoa tem sua
celebração antecipada para o sábado; se, porém, ocorrer durante a
oitava da Páscoa, fica transferida para o primeiro dia livre que se
seguir a oitava. As festas celebram-se segundo a data do calendário;
quando ocorrerem em domingo do Tempo Pascal, omitem-se nesse ano.
Diz-se
o Glória durante a Oitava da Páscoa, nas solenidades e festas, já
o Credo só nas solenidades. O Círio Pascal permanece junto ao altar
por todo o Tempo Pascal, isto é, da noite de Páscoa ao Domingo de
Pentecostes, e acende-se em todas as Missas dominicais.
O
Domingo de Pentecostes encerra este tempo sagrado de cinquenta dias
(NALC 23). No Brasil, celebra-se no 7º Domingo da Páscoa e
solenidade da Ascensão do Senhor.
Cor
Litúrgica: BRANCO - Simboliza a alegria cristã e o Cristo
vivo. Usada nas missas de Natal, Páscoa, etc... Nas grandes
solenidades, pode ser substituída pelo amarelo ou, mais
especificamente, o dourado.
Fique
com Deus e sob a proteção da Sagrada Família
Ricardo
Feitosa e Marta Lúcia
www.catolicoscomjesus.com
– catolicoscomjesus@gmail.com
Crendo
e ensinando o que crê e ensina a Santa Igreja Católica
Fonte:
CNBB / Missal Cotidiano