Prefácio
pascal - Ofício do dia
Cor:
Branco - Ano Litúrgico “A” - São Mateus
Antífona: Apocalipse
5,12 O Cordeiro que foi imolado é digno de receber o poder, a
divindade, a sabedoria, a força e a honra, aleluia!
Oração
do Dia: Preparai, ó Deus, nossos corações para vivermos
dignamente os mistérios pascais, a fim de que esta celebração
realizada com alegria nos proteja por sua força inesgotável e nos
comunique a salvação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo. Amém!
LEITURAS:
Primeira
Leitura: At 15,22-31 Decidimos, o Espírito Santo e nós,
não vos impor nenhum fardo, além das coisas indispensáveis
Naqueles
dias, pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos, de acordo com toda a
Comunidade de Jerusalém, escolher alguns da Comunidade para
mandá-los a Antioquia, com Paulo e Barnabé.
Escolheram
Judas, chamado Bársabas, e Silas, que eram muito respeitados pelos
irmãos.
Através
deles enviaram a seguinte carta: “Nós, os apóstolos e os anciãos,
vossos irmãos, saudamos os irmãos vindos do paganismo e que estão
em Antioquia e nas regiões da Síria e da Cilícia. Ficamos sabendo
que alguns dos nossos causaram perturbações com palavras que
transtornaram vosso espírito. Eles não foram enviados por nós.
Então decidimos de comum acordo, escolher alguns representantes e
mandá-los até vós, junto com nossos queridos irmãos Barnabé e
Paulo, homens que arriscaram suas vidas pelo nome de nosso Senhor
Jesus Cristo.
Por
isso, estamos enviando Judas e Silas, que pessoalmente vos
transmitirão a mesma mensagem. Porque decidimos, o Espírito Santo e
nós, não vos impor nenhum fardo, além destas coisas
indispensáveis: abster-se de carnes sacrificadas aos ídolos, do
sangue, das carnes de animais sufocados e das uniões ilegítimas.
Vós fareis bem se evitardes essas coisas. Saudações!”
Depois
da despedida, Judas e Silas foram para Antioquia, reuniram a
assembleia e entregaram a carta. A sua leitura causou alegria, por
causa do estímulo que trazia. - Palavra do Senhor.
Comentando
a Liturgia: As decisões do
concílio de Jerusalém, contidas na carta enviada aos irmãos de
Antioquia, constituem o epílogo de uma controvérsia de que sai a
Igreja reforçada na comunhão, purificada na prática; mais dinâmica
e eficiente na ação apostólica.
O
encontro da Igreja com os pagãos (de ontem e de hoje) obriga-a
sempre a um esforço de purificação, de busca do essencial; numa
palavra, de fidelidade a seu Senhor e fundador. Só uma Igreja
missionária é viva, criativa fiel a si mesma. Uma Igreja que
defende suas posições internas sem ardor nem audácia é uma Igreja
em decomposição. A presença constante e ativa do Espírito
preserva a Igreja desse processo de morte, e impele-a sempre a novas
direções.
A
consciência da Igreja de ter consigo o Espírito (v. 28) não supõe
nem pretende para ela o monopólio da verdade (notar certo conceito
material de infalibilidade), mas a certeza de que, entre os erros e
deficiências, ele permanece substancialmente fiel à mensagem de
Cristo, seu fundador.
Salmo: 56,
8-9. 10-12 (R. 10a) Vou louvar-vos, Senhor, entre os
povos
Meu
coração está pronto, meu Deus, está pronto o meu
coração! Vou cantar e tocar para vós: desperta,
minh'alma, desperta! Despertem a harpa e a lira, eu irei acordar
a aurora!
Vou
louvar-vos, Senhor, entre os povos, dar-vos graças, por entre
as nações!Vosso amor é mais alto que os céus, mais que as
nuvens a vossa verdade!Elevai-vos, ó Deus sobre os céus, vossa
glória refulja na terra!
Evangelho
Jo 15,12-17 Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos
outros
Naquele
tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Este é o meu mandamento:
amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem amor
maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos. Vós sois meus
amigos, se fizerdes o que eu vos mando.
Já
não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu Senhor.
Eu chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu
Pai. Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi
e vos designei para irdes e para que produzais fruto e o vosso fruto
permaneça.
O
que, então, pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo concederá. Isto
é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros”. - Palavra da
Salvação.
Comentando
o Evangelho (Padre Jaldemir Vitório / Jesuíta): Jesus
rompeu a visão rígida de discipulado que vigorava em sua época,
recusando-se considerar seus discípulos como servos, por
considerá-los como amigos. Ele não era um rabino a mais, preso a
esquemas incompatíveis com o Reino. Sua postura foi inovadora.
O
esquema servo-senhor era-lhe insuficiente para expressar seu modo de
considerar os discípulos. Um patrão não tem satisfações a dar a
seus empregados, uma vez que são considerados como meros executores
das ordens recebidas. Os laços de comunhão entre eles são frágeis,
pois o empregado, quase sempre, quer ver-se livre da tutela do seu
patrão. A um e outro falta o amor.
O
esquema amigo-amigo revela o que Jesus pretende ser para os seus
discípulos. A amizade comporta afeto, comunhão de interesses e
busca de ideais comuns. Embora correndo o risco de ser rompida, a
amizade autêntica tende a ser estável. Nela, um amigo não se sente
tutelado pelo outro. Tudo se fundamenta na liberdade e no respeito.
Ao
convocar seus discípulos, Jesus quis, logo, estabelecer laços de
amizades com eles. Chamou a cada um por decisão pessoal.
Comunicou-lhe tudo quanto aprendeu do Pai. Assumiu-os como
colaboradores em sua missão. Não lhes impôs normas ou regras, a
não ser o mandamento do amor mútuo. Manifestou-lhes, até o
extremo, seu bem-querer, a ponto de dar a vida por eles.
INTENÇÕES
PARA O MÊS DE MAIO:
Intenção
Universal: Meios de comunicação - Para que os
meios de comunicação sejam instrumentos ao serviço da verdade e da
paz.
Intenção
para a Evangelização: Maria
guia para a missão - Para
que Maria, Estrela da Evangelização, guie a missão da Igreja no
anúncio de Cristo a todos os povos.
TEMPO
LITÚRGICO:
Tempo
Pascal: Os cinquenta dias entre o Domingo da Ressurreição
e o Domingo de Pentecostes sejam celebrados com alegria e exultação,
como se fossem um só dia de festa, ou melhor, “como um grande
Domingo” (Santo Atanásio; conforme NALC 22).
Os
Domingos deste tempo sejam tidos como Domingos da Páscoa e, depois
do Domingo da Ressurreição, sejam chamados 2º, 3º, 4º, 5º, 6º
e 7º Domingos da Páscoa. Os oito primeiros dias do Tempo Pascal
formam a Oitava da Páscoa e são celebrados como solenidades do
Senhor (NALC 24). O oitavo dia é constituído pelo domingo seguinte
a Páscoa. A oitava da Páscoa tem precedência sobre quaisquer
outras celebrações.
Qualquer
solenidade que coincida com um dos domingos da Páscoa tem sua
celebração antecipada para o sábado; se, porém, ocorrer durante a
oitava da Páscoa, fica transferida para o primeiro dia livre que se
seguir a oitava. As festas celebram-se segundo a data do calendário;
quando ocorrerem em domingo do Tempo Pascal, omitem-se nesse ano.
Diz-se
o Glória durante a Oitava da Páscoa, nas solenidades e festas, já
o Credo só nas solenidades. O Círio Pascal permanece junto ao altar
por todo o Tempo Pascal, isto é, da noite de Páscoa ao Domingo de
Pentecostes, e acende-se em todas as Missas dominicais.
O
Domingo de Pentecostes encerra este tempo sagrado de cinquenta dias
(NALC 23). No Brasil, celebra-se no 7º Domingo da Páscoa e
solenidade da Ascensão do Senhor.
Cor
Litúrgica: BRANCO - Simboliza a alegria cristã e o Cristo
vivo. Usada nas missas de Natal, Páscoa, etc... Nas grandes
solenidades, pode ser substituída pelo amarelo ou, mais
especificamente, o dourado.
Fique
com Deus e sob a proteção da Sagrada Família
Ricardo
Feitosa e Marta Lúcia
www.catolicoscomjesus.com
– catolicoscomjesus@gmail.com
Crendo
e ensinando o que crê e ensina a Santa Igreja Católica
Fonte:
CNBB / Missal Cotidiano