7ª
Semana da Páscoa - 3ª Semana do Saltério
Prefácio
da Ascensão ou dos Mártires - Ofício da memória
Cor:
Vermelho - Ano Litúrgico “A” - São Mateus
Antífona:
4Esd 2,35 - A luz eterna brilhará para os vossos santos, Senhor, e
eles viverão eternamente, aleluia.
Oração
do Dia: Interceda por nós, ó Deus, o mártir são Bonifácio,
para que guardemos fielmente e proclamemos em nossas obras a fé que
ele ensinou com a sua palavra e testemunhou com o seu sangue. Por
nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito
Santo. Amém!
LEITURAS:
Primeira
Leitura: At 22,30; 23,6-11 É preciso que tu sejas
também minha testemunha em Roma.
Naqueles
dias, querendo saber com certeza por que Paulo estava sendo acusado
pelos judeus, o tribuno soltou-o e mandou reunir os chefes dos
sacerdotes e todo o conselho dos anciãos. Depois fez trazer Paulo e
colocou-o diante deles.
Sabendo
que uma parte dos presentes eram saduceus e a outra parte eram
fariseus, Paulo exclamou no conselho dos anciãos: Irmãos, eu sou
fariseu e filho de fariseus. Estou sendo julgado por causa da nossa
esperança na ressurreição dos mortos. Apenas falou isso, armou-se
um conflito entre fariseus e saduceus, e a assembleia se dividiu.
Com
efeito, os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo, nem
espírito, enquanto os fariseus sustentam uma coisa e outra. Houve,
então, uma enorme gritaria. Alguns doutores da Lei, do partido dos
fariseus, levantaram-se e começaram a protestar, dizendo: Não
encontramos nenhum mal neste homem. E se um espírito ou anjo
tivesse falado com ele?
E
o conflito crescia cada vez mais. Receando que Paulo fosse
despedaçado por eles, o comandante ordenou que os soldados
descessem e o tirassem do meio deles, levando-o de novo para o
quartel.
Na
noite seguinte, o Senhor aproximou-se de Paulo e lhe disse: Tem
confiança. Assim como tu deste testemunho de mim em Jerusalém, é
preciso que tu sejas também minha testemunha em Roma. -
Palavra do Senhor.
Comentando
a Liturgia: Paulo não entendeu como seria seu testemunho
em Roma. O Espírito é sempre imprevisível e soberanamente livre.
Destrói os planos humanos, inclusive os do próprio Paulo que deu
tudo se si a serviço do evangelho.
O
Espírito é como um fogo devorador que entra em nossa vida, mas só
assim, nos tornaremos transparentes à sua palavra e toda vossa vida
se torna testemunho.
Salmo: 15,
1-2a.5. 7-8. 9-10. 11 (R.1) Guardai-me, ó Deus, porque em vós
me refugio!
Guardai-me,
ó Deus, porque em vós me refugio! Digo ao Senhor: “Senhor vós
sois meu Senhor”. Ó Senhor, sois minha herança e minha taça,
meu destino está seguro em vossas mãos!
Eu
bendigo o Senhor, que me aconselha, e até de noite me adverte o
coração. Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a
meu lado não vacilo.
Eis
por que meu coração está em festa, minha alma rejubila de
alegria, e até meu corpo no repouso está tranquilo; pois não
haveis de me deixar entregue à morte, nem vosso amigo conhecer a
corrupção.
Vós
me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem
limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado!
Evangelho:
Jo 17,20-26 Para que eles cheguem à unidade perfeita.
Naquele
tempo, Jesus ergueu os olhos ao céu e rezou, dizendo: Pai santo, eu
não te rogo somente por eles, mas também por aqueles que vão crer
em mim pela sua palavra; para que todos sejam um como tu, Pai, estás
em mim e eu em ti, e para que eles estejam em nós, a fim de que o
mundo creia que tu me enviaste.
Eu
dei-lhes a glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós
somos um: eu neles e tu em mim, para que assim eles cheguem à
unidade perfeita e o mundo reconheça que tu me enviaste e os amaste
como me amaste a mim.
Pai,
aqueles que me deste, quero que estejam comigo onde eu estiver, para
que eles contemplem a minha glória, glória que tu me deste porque
me amaste antes da fundação do universo. Pai justo, o mundo não
te conheceu, mas eu te conheci, e estes também conheceram que tu me
enviaste.
Eu
lhes fiz conhecer o teu nome, e o tornarei conhecido ainda mais,
para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu mesmo esteja
neles. - Palavra da Salvação.
Comentando
o Evangelho (Padre Jaldemir Vitório / Jesuíta):
A
unidade foi o tema polarizador da pregação de Jesus, na etapa
final do seu ministério. Esta preocupação é facilmente
compreensível. Ele conhecia bem o coração humano, e sua tendência
para a divisão, os conflitos, e a visão distorcida da realidade.
Sintoma do pecado, a ausência de comunhão coloca-se no extremo
oposto do ideal de Jesus. Foi este o alvo de sua ação redentora:
arrancar o ser humano do egoísmo, que perverte o coração e o
afasta de Deus e do próximo, levando a converter-se à unidade.
O
modelo de unidade vislumbrado por Jesus é a comunhão trinitária.
Portanto, ao apelar para a unidade, sua intenção foi levar os
seres humanos a viver de modo semelhante, como vivem o Pai, o Filho
e o Espírito Santo. É o mesmo projeto, fundado na comunhão, que
Jesus propõe para a humanidade, a começar pelo grupo restrito dos
discípulos.
Para
Jesus, a comunhão dos discípulos reforçaria a credibilidade de
sua condição de enviado. Se implantou uma forma de amor-comunhão,
diferente das até então conhecidas, é porque ele, de alguma
forma, a tinha previamente experimentado na comunhão com o Pai e o
Espírito Santo. Esta experiência prévia, no seio da Trindade,
possibilitou a Jesus mostrar aos seres humanos o que seria melhor
para eles. Sem amor-comunhão, só existe frustração. Não existe
salvação possível.
É
próprio do discípulo cultivar o ideal de ser perfeito na unidade.
INTENÇÕES
PARA O MÊS DE JUNHO:
Intenção
Universal: Apoio aos desempregados - Para que
os desempregados consigam o apoio e o trabalho de que necessitam
para viver com dignidade.
Intenção
para a Evangelização: Raízes
cristãs da Europa - Para
que a Europa reencontre as suas raízes cristãs através do
testemunho de fé dos crentes.
TEMPO
LITÚRGICO:
Tempo
Pascal: Os cinquenta dias entre o Domingo da Ressurreição
e o Domingo de Pentecostes sejam celebrados com alegria e exultação,
como se fossem um só dia de festa, ou melhor, “como um grande
Domingo” (Santo Atanásio; conforme NALC 22).
Os
Domingos deste tempo sejam tidos como Domingos da Páscoa e, depois
do Domingo da Ressurreição, sejam chamados 2º, 3º, 4º, 5º, 6º
e 7º Domingos da Páscoa. Os oito primeiros dias do Tempo Pascal
formam a Oitava da Páscoa e são celebrados como solenidades do
Senhor (NALC 24). O oitavo dia é constituído pelo domingo seguinte
a Páscoa. A oitava da Páscoa tem precedência sobre quaisquer
outras celebrações.
Qualquer
solenidade que coincida com um dos domingos da Páscoa tem sua
celebração antecipada para o sábado; se, porém, ocorrer durante
a oitava da Páscoa, fica transferida para o primeiro dia livre que
se seguir a oitava. As festas celebram-se segundo a data do
calendário; quando ocorrerem em domingo do Tempo Pascal, omitem-se
nesse ano.
Diz-se
o Glória durante a Oitava da Páscoa, nas solenidades e festas, já
o Credo só nas solenidades. O Círio Pascal permanece junto ao
altar por todo o Tempo Pascal, isto é, da noite de Páscoa ao
Domingo de Pentecostes, e acende-se em todas as Missas dominicais.
O
Domingo de Pentecostes encerra este tempo sagrado de cinquenta dias
(NALC 23). No Brasil, celebra-se no 7º Domingo da Páscoa e
solenidade da Ascensão do Senhor.
Cor
Litúrgica: BRANCO - Simboliza a alegria cristã e o Cristo
vivo. Usada nas missas de Natal, Páscoa, etc... Nas grandes
solenidades, pode ser substituída pelo amarelo ou, mais
especificamente, o dourado.
Fonte:
CNBB / Missal Cotidiano
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