7ª
Semana da Páscoa - 3ª Semana do Saltério
Prefácio
da Ascensão - Ofício do dia
Cor:
Branco - Ano Litúrgico “A” - São Mateus
Antífona:
Salmo 46,2 - Povos todos aplaudi e aclamai a Deus, com brados de
alegria, aleluia!
Oração
do Dia: Ó Deus misericordioso, concedei que vossa Igreja,
reunida no Espírito Santo, se consagre ao vosso serviço num só
coração e numa só alma. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso
Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!
LEITURAS:
Primeira
Leitura: At 20,28-38 Entrego-vos a Deus e à mensagem de
sua graça, que tem poder para edificar.
Naqueles
dias, Paulo disse aos anciãos da Igreja de Éfeso: Cuidai de vós
mesmos e de todo o rebanho, sobre o qual o Espírito Santo vos
colocou como guardas, para pastorear a Igreja de Deus, que ele
adquiriu com o sangue do seu próprio Filho. Eu sei, depois que eu
for embora, aparecerão entre vós lobos ferozes, que não pouparão
o rebanho. Além disso, do vosso próprio meio aparecerão homens com
doutrinas perversas que arrastarão discípulos atrás de si. Por
isso, estai sempre atentos: lembrai-vos de que, durante três anos,
dia e noite, com lágrimas, não parei de exortar a cada um em
particular.
Agora
entrego-vos a Deus e à mensagem de sua graça, que tem poder para
edificar e dar a herança a todos os que foram santificados. Não
cobicei prata, ouro ou vestes de ninguém. Vós bem sabeis que estas
minhas mãos providenciaram o que era necessário para mim e para os
que estavam comigo. Em tudo vos mostrei que, trabalhando deste modo,
se deve ajudar os fracos, recordando as palavras do Senhor Jesus, que
disse: Há mais alegria em dar do que em receber.
Tendo
dito isto, Paulo ajoelhou-se e rezou com todos eles. Todos, depois,
prorromperam em grande pranto, e lançando-se ao pescoço de Paulo, o
beijavam aflitos, sobretudo por lhes haver ele dito que não
tornariam a ver-lhe o rosto. E o acompanharam até o navio. -
Palavra do Senhor.
Comentário: Paulo
põe em estreita relação a missão do apóstolo e a especial
vocação por parte do Espírito, que dá a seu ministério um
caráter sagrado e o coloca no âmago da própria ação salvífica,
procedente do seio da Trindade.
Desta
essência teologal da missão apostólica derivam certas atitudes e
certa responsabilidade. Antes de tudo a vigilância, não penas
entendida como ação inquisitiva e censória perante inimigos
internos e externos que ameaçam a vida da comunidade, mas,
sobretudo, como disponibilidade dos pastores a se dar a sim mesmos,
“noite e dia”, pelo bem do rebanho, a ponto de imitar o bom
Pastor na doação da própria vida.
Depois,
a confiança no poder da Palavra de Deus e de sua graça. É tal este
poder que Paulo não confia a Palavra aos pastores, como deveria
fazer numa transmissão de poderes, porém confia os pastores ao
poder da Palavra. Finalmente, o desinteresse. Paulo sempre recusou
ser pesado a seus ouvintes, para ser livre e proclamar, com sua
atitude, a total gratuidade do dom de Deus.
Salmo: 67,
29-30. 33-35a. 35b-36c (R. 33a) Reinos da terra cantai ao
Senhor.
Suscitai,
ó Senhor Deus, suscitai vosso poder, confirmai este poder que por
nós manifestastes, a partir de vosso templo, que está em Jerusalém,
para vós venham os reis e vos ofertem seus presentes!
Reinos
da terra, celebrai o nosso Deus, cantai-lhe salmos! Ele viaja no seu
carro sobre os céus dos céus eternos. Eis que eleva e faz ouvir a
sua voz, voz poderosa.
Dai
glória a Deus e exaltai o seu poder por sobre as nuvens. Sobre
Israel, eis sua glória e sua grande majestade! Em seu templo ele é
admirável e a seu povo dá poder. Bendito seja o Senhor Deus, agora
e sempre. Amém, amém!
Evangelho:
Jo 17,11b-19 Para que eles sejam um assim como nós somos
um.
Naquele
tempo, Jesus ergueu os olhos para o céu e rezou, dizendo: Pai santo
guarda-os em teu nome, o nome que me deste, para que eles sejam um
assim como nós somos um. Quando eu estava com eles, guardava-os em
teu nome, o nome que me deste. Eu os guardei e nenhum deles se
perdeu, a não ser o filho da perdição, para se cumprir a
Escritura.
Agora,
eu vou para junto de ti, e digo estas coisas, estando ainda no mundo,
para que eles tenham em si a minha alegria plenamente realizada. Eu
lhes dei a tua palavra, mas o mundo os rejeitou, porque não são do
mundo, como eu não sou do mundo. Não te peço que os tires do
mundo, mas que os guardes do Maligno. Eles não são do mundo, como
eu não sou do mundo.
Consagra-os
na verdade; a tua palavra é verdade. Como tu me enviaste ao mundo,
assim também eu os enviei ao mundo. Eu me consagro por eles, a fim
de que eles também sejam consagrados na verdade. - Palavra
da Salvação.
Comentando
o Evangelho (Padre Jaldemir Vitório / Jesuíta):
Os
discípulos foram motivo de preocupação para Jesus, no final de seu
ministério. Sua oração insistente ao Pai, implorando em favor
deles, revela o amor que lhes devotava, e o anseio de que
permanecessem fiéis. Jesus pede ao Pai:
"Guardá-los
em teu nome", ou seja, não permitas que sejam contaminados pela
idolatria do mundo, com seu germe de ódio e divisão, e seu egoísmo
preconceituoso e excludente. Deixando-se guiar pelo Pai, os
discípulos estariam no caminho da salvação.
"Livra-os
da ação do Maligno". Este não retrocederá nem deixará de
investir contra os discípulos de Jesus, só porque estavam sob a
proteção do Pai. A audácia deste espírito do Mal seria tamanha a
ponto de querer competir com o Criador. Era preciso que o Pai tomasse
as dores dos discípulos, para não se tornarem vítimas do Maligno.
"Consagra-os
na verdade". Por que seriam tentados a seguir insinuações
espúrias, Jesus implora ao Pai que lhes aponte sempre as sendas da
verdade, que conduzem à comunhão com ele. Sem esta ajuda, os
discípulos não poderiam discernir o erro e a mentira, fatais para
quem se encaminha para o Pai.
A
súplica de Jesus resume as necessidades dos discípulos, em vista
das pelejas que travariam com o mundo. Para não serem vencidos,
careciam da proteção constante de Deus, e deveriam permanecer
unidos, a exemplo do Pai e de seu Filho Jesus.
INTENÇÕES
PARA O MÊS DE JUNHO:
Intenção
Universal: Apoio aos desempregados - Para que os
desempregados consigam o apoio e o trabalho de que necessitam para
viver com dignidade.
Intenção
para a Evangelização: Raízes
cristãs da Europa - Para
que a Europa reencontre as suas raízes cristãs através do
testemunho de fé dos crentes.
TEMPO
LITÚRGICO:
Tempo
Pascal: Os cinquenta dias entre o Domingo da Ressurreição
e o Domingo de Pentecostes sejam celebrados com alegria e exultação,
como se fossem um só dia de festa, ou melhor, “como um grande
Domingo” (Santo Atanásio; conforme NALC 22).
Os
Domingos deste tempo sejam tidos como Domingos da Páscoa e, depois
do Domingo da Ressurreição, sejam chamados 2º, 3º, 4º, 5º, 6º
e 7º Domingos da Páscoa. Os oito primeiros dias do Tempo Pascal
formam a Oitava da Páscoa e são celebrados como solenidades do
Senhor (NALC 24). O oitavo dia é constituído pelo domingo seguinte
a Páscoa. A oitava da Páscoa tem precedência sobre quaisquer
outras celebrações.
Qualquer
solenidade que coincida com um dos domingos da Páscoa tem sua
celebração antecipada para o sábado; se, porém, ocorrer durante a
oitava da Páscoa, fica transferida para o primeiro dia livre que se
seguir a oitava. As festas celebram-se segundo a data do calendário;
quando ocorrerem em domingo do Tempo Pascal, omitem-se nesse ano.
Diz-se
o Glória durante a Oitava da Páscoa, nas solenidades e festas, já
o Credo só nas solenidades. O Círio Pascal permanece junto ao altar
por todo o Tempo Pascal, isto é, da noite de Páscoa ao Domingo de
Pentecostes, e acende-se em todas as Missas dominicais.
O
Domingo de Pentecostes encerra este tempo sagrado de cinquenta dias
(NALC 23). No Brasil, celebra-se no 7º Domingo da Páscoa e
solenidade da Ascensão do Senhor.
Cor
Litúrgica: BRANCO - Simboliza a alegria cristã e o Cristo
vivo. Usada nas missas de Natal, Páscoa, etc... Nas grandes
solenidades, pode ser substituída pelo amarelo ou, mais
especificamente, o dourado.
Fonte:
CNBB / Missal Cotidiano