Prefácio
próprio - Ofício do dia
Cor:
Verde - Ano Litúrgico “A” - São Mateus
Antífona:
Salmo 26,7.9 Ouvi, Senhor, a voz do meu apelo: tende compaixão de
mim e atendei-me; vós sois meu protetor: não me deixeis; não me
abandoneis, ó Deus, meu salvador!
Oração
do Dia: Ó Deus, força daqueles que esperam em vós, sede
favorável ao nosso apelo e, como nada podemos em nossa fraqueza,
dai-nos sempre o socorro da vossa graça, para que possamos querer e
agir conforme vossa vontade, seguindo os vossos mandamentos. Por
nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito
Santo. Amém!
LEITURAS:
Primeira
Leitura: 1Rs 21,1-16 Nabot foi apedrejado e morto.
Naquele
tempo, Nabot de Jezrael possuía uma vinha em Jezrael, ao lado do
palácio de Acab, rei de Samaria. Acab falou a Nabot: “Cede-me a
tua vinha, para que eu a transforme numa horta, pois está perto da
minha casa. Em troca eu te darei uma vinha melhor, ou, se
preferires, pagarei em dinheiro o seu valor”.
Mas
Nabot respondeu a Acab: “O Senhor me livre de te ceder a herança
de meus pais”. Acab voltou para casa aborrecido e irritado por
causa desta resposta que lhe deu Nabot de Jezrael: “Não te
cederei a herança de meus pais”.
Deitou-se
na cama, com o rosto voltado para a parede, e não quis comer nada.
Sua mulher Jezabel aproximou-se dele e disse-lhe: “Por que estás
triste e não queres comer?” Ele respondeu: “Porque eu conversei
com Nabot de Jezrael e lhe fiz a proposta de me ceder a sua vinha
pelo seu preço em dinheiro, ou, se preferisse, eu lhe daria em
troca outra vinha. Mas ele respondeu que não me cede a vinha”.
Então sua mulher Jezabel disse-lhe: “Bela figura de rei de Israel
estás fazendo! Levanta-te, toma alimento e fica de bom humor, pois
eu te darei a vinha de Nabot de Jezrael”.
Ela
escreveu então cartas em nome de Acab, selou-as com o selo real, e
enviou-as aos anciãos e nobres da cidade de Nabot. Nas cartas
estava escrito o seguinte: “Proclamai um jejum e fazei Nabot
sentar-se entre os primeiros do povo, e subornai dois homens
perversos contra ele, que deem este testemunho: ‘Tu amaldiçoaste
a Deus e ao rei!’ Levai-o depois para fora e apedrejai-o até que
morra”.
Os
homens da cidade, anciãos e nobres concidadãos de Nabot, fizeram
conforme a ordem recebida de Jezabel, como estava escrito nas cartas
que lhes tinha enviado. Proclamaram um jejum e fizeram Nabot
sentar-se entre os primeiros do povo. Chegaram os dois homens
perversos, sentaram-se diante dele e testemunharam contra Nabot
diante de toda a assembleia, dizendo: “Nabot amaldiçoou a Deus e
ao rei”. Em virtude disto, levaram-no para fora da cidade e
mataram-no a pedradas.
Depois
mandaram a notícia a Jezabel: “Nabot foi apedrejado e morto”.
Ao saber que Nabot tinha sido apedrejado e estava morto, Jezabel
disse a Acab: “Levanta-te e toma posse da vinha que Nabot de
Jezrael não te quis ceder por seu preço em dinheiro; pois Nabot já
não vive; está morto”. Quando Acab soube que Nabot estava morto,
levantou-se para descer até a vinha de Nabot de Jezrael e dela
tomar posse. - Palavra do Senhor.
Comentário: Eis
um texto que poderia também ser um episódio de crônica negra dos
nossos dias. Como todo fato de crônica, presta-se a diversos níveis
de leitura e reação. É fácil indignar-se e tirar motivo para uma
descarga de nossa agressividade. Condenamos os personagens em causa,
mantendo uma desdenhosa distância deles. É uma indignação que
pouco custa. A raiz do mal – de qualquer mal – tem uma ponta que
afunda exatamente em mim, no meu egoísmo permissivo. Acab e Jezabel
estão também em mim. Saberei dar-lhes um nome? Também Nabot está
em mim, naturalmente.
Pode-se
ler o fato na clave “sociedade indivíduos”. Emerge então o
acúmulo de necessidades fictícias, de pseudonecessidades de nossa
sociedade de consumo, que alimentam uma insaciável avidez. A
palavra de Deus não nos chama, entretanto, a uma estéril
condenação genérica. Devemos dar uma fisionomia concreta, atual,
em nossa vida, a essas falsas necessidades.
Pode-se
ler também o episódio na linha do binômio “ricos-pobres”
(nações, regiões, grupos, pessoas). O episódio assume então os
contornos de uma poderosa parábola econômica de justiça social, e
reflete também a motivação “tradicionalística” de Nabot,
fácil de caricaturar.
Salmo: 5,
2-3. 5-6. 7 (R. 2b) Atendei o meu gemido, ó Senhor!
Escutai,
ó Senhor Deus, minhas palavras, atendei o meu gemido! Ficai atento
ao clamor da minha prece, ó meu Rei e meu Senhor!
Não
sois um Deus a quem agrade a iniquidade, não pode o mal morar
convosco; nem os ímpios poderão permanecer perante os vossos
olhos.
Detestais
o que pratica a iniquidade e destruís o mentiroso. Ó Senhor,
abominais o sanguinário, o perverso e enganador.
Evangelho:
Mt 5,38-42 Eu vos digo: não enfrenteis quem é malvado!
Naquele
tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Ouvistes o que foi dito:
‘Olho por olho e dente por dente!’ Eu, porém, vos digo: Não
enfrenteis quem é malvado! Pelo contrário, se alguém te dá um
tapa na face direita, oferece-lhe também a esquerda! Se alguém
quiser abrir um processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o
manto! Se alguém te forçar a andar um quilômetro, caminha dois
com ele! Dá a quem te pedir e não vires as costas a quem te pede
emprestado”. - Palavra da Salvação.
Comentando
o Evangelho (Padre Jaldemir Vitório / Jesuíta): O
discípulo do Reino não pode contentar-se com a prática de
retribuir olho por olho e dente por dente. Ele se caracteriza pela
capacidade de, com firmeza, quebrar a espiral de violência através
de atitudes chocantes, até mesmo, para seu agressor. Não é fácil
imaginar alguém oferecendo a face esquerda para ser esbofeteada
quando já se recebeu um bofetão na direita. Do mesmo modo, alguém
que pretenda extorquir uma túnica, em juízo, e ver o lesado
oferecer-lhe também o manto. Ou, então, quem é obrigado a fazer
companhia a alguém, numa longa caminhada, para protegê-lo dos
assaltos, mostrar-se disposto a caminhar o dobro.
Estas
atitudes são, à primeira vista, insensatas e injustificáveis.
Mas, são normas de conduta para o discípulo. Que finalidade
teriam? Jesus não estava pregando uma espiritualidade da humilhação
e do sofrimento. Não lhe interessava ver o discípulo humilhado. O
gesto proposto visava converter o agressor para o Reino. Mostrar-lhe
que é possível viver sem violência. Abrir-lhe os olhos para a
possibilidade de se relacionar com o próximo sem transformá-lo em
objeto de seu ódio e estabelecer relações verdadeiramente
fraternas e amistosas. A não-violência do discípulo do Reino,
portanto, é vivida de forma positiva e construtiva. O Reino vai se
construindo onde a violência dá lugar ao amor.
INTENÇÕES
PARA O MÊS DE JUNHO:
Intenção
Universal: Apoio aos desempregados - Para que
os desempregados consigam o apoio e o trabalho de que necessitam
para viver com dignidade.
Intenção
para a Evangelização: Raízes
cristãs da Europa - Para
que a Europa reencontre as suas raízes cristãs através do
testemunho de fé dos crentes.
TEMPO
LITÚRGICO:
Tempo
Comum: O Tempo Comum começa no dia seguinte à Celebração
da Festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça-feira antes
da Quaresma. Recomeça na segunda-feira depois do domingo de
Pentecostes e termina antes das Primeiras Vésperas do 1º Domingo
do Advento NALC 44.
Cor
Litúrgica: VERDE - Simboliza a esperança que todo
cristão deve professar. Usada nas missas do Tempo Comum.
Fique
com Deus e sob a proteção da Sagrada Família
Ricardo
Feitosa e Marta Lúcia
Crendo
e ensinando o que crê e ensina a Santa Igreja Católica
Fonte:
CNBB / Missal Cotidiano