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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

CARTA AOS ROMANOS

21 - CARTA AOS ROMANOSExistem muitos tipos de carta. Carta pessoal a um amigo, carta oficial a uma entidade, cartas circulares, cartas em jornais e revistas, uma infinidade de formas e fórmulas de cartas. As autoridades costumam também escrever cartas à população. Assim é que as autoridades eclesiásticas usam o canal da carta para se comunicar com seus fiéis e dar-lhes orientações. A Carta aos Romanos pertence a essa categoria. Paulo escreve aos romanos um longo texto doutrinário, fruto da experiência e reflexão. Com esse escrito, Paulo surge como o primeiro dos teólogos cristãos.

A SITUAÇÃO QUE LEVOU À CARTA.
Paulo escreveu a Carta aos Romanos quando estava em Corinto, pronto para ir a Jerusalém, levando a coleta feita pelas igrejas da Grécia em favor da comunidade de Jerusalém. Isso ocorreu por volta dos anos 55/57 (Rm 15,22-29). Isto quer dizer que a Carta aos Romanos não é a primeira, mas uma das últimas cartas que Paulo escreveu. Ela vem em primeiro lugar nas Bíblias porque é a mais extensa e a ordem seguida foi à ordem da extensão. Assim é que a Carta a Filemon vem em último lugar, porque é a mais breve, mas não foi a última que Paulo escreveu.
Paulo nunca tinha ido a Roma. Mas pelas saudações finais (Rm 16,21-23) parece que conhecia bastante gente de lá. Sua meta era chegar até a Espanha e fazer uma escala em Roma (Rm15,23-24). Com a carta, ele queria preparar o terreno. Mas por que escrever uma carta tão longa e com tantos temas doutrinários? Em Roma, devia haver uma importante colônia de judeus. Segundo o livro dos Atos, "três dias depois de chegar em Roma, ele convocou os líderes dos judeus" (At 28,17). Ora, depois da conversão, o relacionamento de Paulo com seus compatriotas judeus, mesmo os que tinham aderido ao Evangelho, era muito conflituoso. Ele era visto como um renegado do judaísmo e da fé dos antigos, que induzia todos a abandonarem a observância da Lei (cf. At 21,21). Essa acusação forçosamente levou Paulo a aprofundar a reflexão sobre a ação gratuita de Deus, em contraposição com a observância da Lei, como caminho da salvação. A parte principal da carta (Rm 1,18-11,36) é uma elaboração doutrinária independente, que parece não ter endereço a esta ou àquela comunidade, por ser universal. Vem colocada numa carta, até certo ponto impessoal, porque dirigida a uma comunidade que Paulo nem tinha fundado nem tinha visitado ainda.
O mesmo problema já tinha sido abordado na Carta aos Gálatas. Mas aí já era terreno conhecido, Paulo sabia quem tinha de enfrentar e se mostrou muito mais impulsivo, como se estivesse lutando. Agora retoma os ensinamentos da Carta aos Gálatas, explicando-os e comentando-os com mais amplidão, profundidade e tranquilidade. Comparando-se, por exemplo, Gl 5,12-21 com Rm 8,5-13, nota-se que o pensamento é o mesmo, mas em Rm está mais claro e ameno. A carta não é só de ensinamentos e doutrina teológica. Nela encontramos também uma série de exortações que mostram o quanto Paulo estava por dentro dos problemas da comunidade de Roma.
TEMAS DA CARTA
A Carta aos Romanos apresenta o pensamento amadurecido de Paulo sempre palpitante de atualidade. Foi por ela que começaram os exegetas da Tradução Ecumênica da Bíblia (TEB). O teólogo calvinista Casalis, que fazia parte da equipe, observava que as divergências entre eles nunca provinham de sua presença confessional, mas da cosmovisão: católicos romanos e protestantes de várias igrejas se aliavam ou divergiam não conforme seu "credo", mas conforme o modo de ver o mundo. A atualidade de Paulo, sobretudo da Carta aos Romanos inspirou a bela reflexão de Sebastião Armando G. Soares: Reler Paulo - desafio à Igreja, 1994, em que mostra que ela foi a plataforma de onde decolaram dois grandes renovadores da Igreja: Agostinho e Lutero.
Alguns temas fundamentais da Carta aos Romanos podem ajudar-nos na sua leitura: pecado que está na carne, que está nos membros e que lhe tolhe os impulsos para o bem (Rrn 7,14-26). A justificação é literalmente uma libertação que vem da força da graça e da fé em Cristo: "O homem é justificado pela fé" (Rm 3,28). Esta é a Boa Nova para os judeus, escravos da Lei, para os gentios, escravos da carne, e sobretudo para os pobres, escravos da discriminação social. O terna da justificação percorre toda Carta aos Romanos. O dilema fé X obras é um falso dilema.
Vivendo num mundo religiosamente pluralista, em que a maioria não segue a fé cristã, seria preciso ampliar os horizontes ecumênicos. É num ímpeto ecumênico que Paulo se proclama "apóstolo dos gentios" (Rm 11,13). Tradicionalmente se falava de "batismo de desejo" ou da ação da graça nas pessoas que não tinham possibilidade de crer em Jesus Cristo. Anos atrás, os teólogos falavam de "cristãos anônimos". Evidentemente a justificação abrange também a quem não tem a fé explícita em Jesus Cristo, mas, na sua atitude, manifesta a vida nova no Espírito.
Israel no mistério da salvação. Esse tema vem nos capítulos 9 a 11, como se formasse um bloco independente dentro da carta. Paulo se mostra um pouco atônito pelo fato de seus irmãos na fé terem recusado Jesus Cristo, crucificando-o (Rm 9,1-5). Identifica o verdadeiro Israel nos descendentes legítimos de Abraão, isto é, nos herdeiros da verdadeira fé de Abraão (Rm 9,6-13). Eles recebem de Deus a misericórdia, porque Deus é misericordioso com quem lhe agrada (Rm 9,14-29). Os gentios também recebem essa misericórdia, mas chegam ao conhecimento de Deus graças à fé que veio de Israel (Rm 9,30-10,13). Se Israel não aceitou o Evangelho, isto não significa que tenha sido rejeitado por Deus (Rm 10,14-11,10). Pelo contrário, os gentios são chamados para que Israel desperte e também possa acolher a salvação, ressuscitando para o Reino (Rm 11,11-15). Os gentios não podem desprezar Israel porque ele é e sempre será a raiz histórica da qual os gentios, como um enxerto, recebem a seiva (Rm 11,16-36).
Releitura do Antigo Testamento. A expressão "Antigo Testamento" vem de Paulo (2Cor 3,14), designando a Escritura, patrimônio do seu povo. Paulo era helenista e os helenistas tinham uma leitura diferente da leitura dos hebreus da Palestina. Apesar de ter estudado em Jerusalém, aos pés de Gamaliel (At 22,3), aprendendo as normas e regras de interpretação das escolas rabínicas, Paulo lê o Antigo Testamento de uma maneira' toda própria, a partir de sua conversão, de sua experiência pessoal no meio das comunidades originadas de sua pregação entre os gentios e a partir das cidades e da cultura greco-romana, bem diferentes das aldeias da Palestina. Basta ver os exemplos que tira dos jogos próprios das cidades gregas (l Cor 9,24-25; FI 3,12-14).
Paulo e a vida comunitária. Paulo, trabalhador braçal, gosta muito de comparar a comunidade ao corpo humano, imagem extraordinária de harmonia, de variedade e de dinamismo (Rm 12,4-5). O sangue que circula nas artérias desse corpo é o amor (Rm 15,8-10). Do capítulo 12 ao capítulo 15,13, as recomendações para uma vida comunitária forte e sadia, alegre e vibrante vão jorrando como a água impetuosa de uma cascata, por cima dos problemas que normalmente podiam ocorrer nas comunidades que congregavam pessoas de origem, cultura e formação tão diferentes.
(LEITURA ORANTE) DE ROMANOS 8,1-171
O encontro com Cristo no caminho de Damasco transformou profundamente a vida de Paulo. Depois deste encontro com Jesus ressuscitado, o apóstolo das nações compreendeu a justiça da aliança, não como uma recompensa a quem observa a lei, mas como uma revelação gratuita do amor de Deus Pai, no mistério pascal de Jesus. A fé, como opção existencial por Jesus, é caminho de salvação; este núcleo teológico da Carta aos Romanos resume o testamento de Paulo. Portanto, a transformação radical de quem acolhe livremente a graça de Deus, pela ação do Espírito do Senhor ressuscitado, revela o sentido da fé. Aqui está o alicerce do chamado universal à vida nova, na qual nos inserimos a cada jornada em que vivemos nosso batismo.
Leitura. Pegue a sua Bíblia e leia o capítulo 8 da Carta aos Romanos de 1 até o versículo 17.
Paulo não havia sido o fundador da comunidade cristã de Roma, e antes de escrever-lhe, tampouco a havia visitado; no entanto, ao que parece, tinha um bom número de conhecidos ali (Rm 16,1-15). Por isso, é provável que o apóstolo conhecesse as situações e as problemáticas que eles enfrentavam em sua nova condição de cristãos. Escreve-lhes, pois, para animá-los e fortalecê-los na fé, da qual eles já dão testemunho em todas as partes (Rm 1.8).
Tanto em sua estrutura literária quanto em sua exposição doutrinal, o capítulo 8 é o coração da carta aos Romanos. Além de desenvolver o tema fundamental da justificação pela fé, Paulo faz neste capítulo a síntese do ensinamento acerca de como a pessoa humana pode chegar a ser justa, livre e santa diante de Deus: não por méritos próprios, os quais possa apresentar eventualmente a Deus, mas pela graça; ou seja, pela ação do Espírito Santo, que nos faz filhos de Deus e coerdeiros, em Cristo, das promessas divinas. Deste modo, o capítulo oitavo apresenta o ideal da vida no Espírito como resultado da gratuita ação salvadora de Deus, que, por sua vez, se converte também em principio inspirador de toda a moral cristã, visto que a melhor maneira de corresponder ao amor de Deus que nos justifica gratuitamente pela fé em Cristo consiste em deixar-se inspirar e guiar permanentemente pelo Espírito Santo.
Os versículos selecionados (1-17) desenvolvem o tema da vida dominada pelo Espírito de Deus, enquanto o resto do capítulo fala da esperança da glória futura que nos aguarda (18-27) e do amor de Deus para conosco (28-39). Ao expor seu ensinamento sobre a vida no Espírito, o apóstolo, em um típico estilo homilético, dá a conhecer a seus destinatários que, não obstante sua condição pecadora (Rm 7,7-25), se o homem acolhe o evangelho como anúncio libertador, pode abandonar a antiga situação de condenação e viver a novidade da liberdade em Cristo. A morte de Cristo destruiu o pecado e libertou o homem de sua pecaminosidade. O batismo concede à pessoa o dom do Espírito e a filiação divina que o conduzem pelo caminho novo dos herdeiros de Deus em Cristo.
A vida no Espírito opõe-se radicalmente à vida à mercê dos instintos egoístas que distanciam a pessoa de Deus e dos irmãos, ou seja, o pecado, que conduz, condenação e à morte. Enquanto "a lei do pecado" nos fecha em nós mesmos e em nossos projetos mesquinhos, "a lei do Espírito" move-nos à solidariedade, à entrega ao serviço dos irmãos, pois foi esse mesmo Espírito que guiou Jesus ao sacrifício supremo para obter a salvação. Este é o verdadeiro fundamento ela vida espiritual de todo seguidor de Jesus Cristo: deixar-se guiar pelo Espírito ante para unir-se ao Senhor Jesus e encarnar suas mesmas opções e atitudes, de modo que também possa experimentar e testemunhar sua filiação divina e participar de sua gloriosa ressurreição.
Meditação.
Agora atualize o texto que você acabou de ler para a sua vida hoje, respondendo as seguintes perguntas.
1) Em um mundo marcado por fortes contrastes sociais, políticos e econômicos que reclamam meu compromisso cristão, até que ponto deixo-me guiar pela "lei do Espírito", que me conduz ao desprendimento, à serviço dos irmãos, seguindo o exemplo de Jesus? Ou, por acaso, sinto-me ainda escravizado pelos instintos egoístas da "lei do pecado", que me fecha no individualismo, na indiferença e na busca do simples êxito pessoal, sem levar em conta as outras pessoas, ou pior, à custa delas?
2) Tenho consciência de ter sido libertado gratuita e amorosamente por Deus, não por méritos meus, mas por sua infinita misericórdia 'e minha sincera adesão a Cristo pela fé? De que maneira procuro corresponder ao amor de Deus em minha vida? Estou convencido/a do significado do poder do mistério pascal de Cristo Jesus, que não somente nos deu a salvação, mas, também, além disso, nos fez filhos de Deus e coerdeiros com Ele das promessas divinas, para ressuscitarmos para a vida eterna em Cristo? Como assumo a infinita dignidade de ser filho de Deus para poder chamá-lo de Aba, como Jesus? Dou-me conta das exigências e compromissos que tal dignidade implica em minha vida concreta? Até que ponto deixo que o Espírito Santo guie e inspire meus sentimentos, meus pensamentos, minhas decisões, meus desejos, minhas atitudes e meus, comportamentos concretos de cada dia?
Oração. Agora use as palavras do texto que você leu e meditou atualizando-o para a sua vida e transforme tudo isso em oração.
Eu rezaria este texto assim: “Deus de infinita misericórdia, dou-te graças por me haveres libertado da escravidão do pecado, não por meus méritos, mas pelo dom absoluto de tua bondade. Ajuda-me, em meio a está sociedade de consumo que nos invade e nos convida permanentemente ao egoísmo e à indiferença, a seguir a orientação de teu Espírito, que me leva à doação, à entrega e ao serviço, como o fez teu Filho, até o ponto de dar sua vida na cruz pela libertação da humanidade inteira”. Amém
E você como rezaria este texto? O que você gostaria de dizer a Deus? Louvar? Pedir perdão?
Contemplação. No silêncio e na paz do encontro contigo, Senhor, e com tua Palavra, deixo que meu espírito se una a teu Espírito, para chamar-te Aba e deixar-me invadir por tua presença.
Ação. Que compromisso ou propósito concreto me sugere a leitura orante de Romanos 8,1-17?
Questionário
1) Qual a sua opinião sobre esta aula?
2) O que achou de fazer a Lectio Divina?
Pe. Raimundo Aristide da Silva
http://www.padreray.com.br/inicio/blog/25-.html

"A catequese não prepara simplesmente para este ou aquele sacramento. O sacramento é uma consequência de uma adesão a proposta do Reino, vivida na Igreja (DNC 50)."

Documento Necessário para o Batismo e Crisma

Certidão de Nascimento ou Casamento do Batizando;

Comprovante de Casamento Civil e Religioso dos padrinhos;

Comprovante de Residência,

Cartões de encontro de Batismo dos padrinhos;

Documentos Necessários para Crisma:

RG do Crismando e Padrinho, Declaração de batismo do Crismando, Certidão ou declaração do Crisma do Padrinho, Certidão de Casamento Civil e Religioso do Padrinho/Madrinha e Crismando se casados.

Fonte: Catedral São Dimas

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Reflexão

REFLEXÃO

A porta larga que o mundo oferece para as pessoas é a busca da felicidade a partir do acúmulo de bens e de riquezas. A porta estreita é aquela dos que colocam somente em Deus a causa da própria felicidade e procuram encontrar em Deus o sentido para a sua vida. De fato, muitas pessoas falam de Deus e praticam atos religiosos, porém suas vidas são marcadas pelo interesse material, sendo que até mesmo a religião se torna um meio para o maior crescimento material, seja através da busca da projeção da própria pessoa através da instituição religiosa, seja por meio de orações que são muito mais petições relacionadas com o mundo da matéria do que um encontro pessoal com o Deus vivo e verdadeiro. Passar pela porta estreita significa assumir que Deus é o centro da nossa vida.

reflexão sobre o Dízimo

A espiritualidade do Dízimo

O dízimo carrega uma surpreendente alegria no contribuinte. Aqueles que se devotam a esta causa se sentem mais animados, confortados e motivados para viver a comunhão. O dízimo, certamente, não é uma questão de dinheiro contrariando o que muitos podem pensar. Ele só tem sentido quando nasce de uma proposta para se fazer a experiência de Deus na vida cristã. Somos chamados e convocados a este desafio.

Em caso contrario, ele se torna frio e distante; por vezes indiferente. A espiritualidade reequilibra os desafios que o dízimo carrega em si. "Honra o Senhor com tua riqueza. Com as primícias de teus rendimentos. Os teus celeiros se encherão de trigo. Teus lagares transbordarão de vinho" (Pr 3,9-10). Contribuir quando se tem de sobra, de certa forma, não é muito dispendioso e difícil. Participar da comunhão alinha o desafio do dízimo cristão.

Se desejar ler, aceno: Gn 28, 20-22; Lv 27, 30-32; Nm 18, 25-26 e Ml 3, 6-10.

Fonte : Pe. Jerônimo Gasques

http://www.portalnexo.com.br/Conteudo/?p=conteudo&CodConteudo=12

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