"Seja Bem vindo" - "Este é um espaço a serviço do Reino de Deus. Queremos fazer deste espaço um ponto de encontro com a Fé.” Encontros Catequéticos domingo, as 08h30. “Vida sim, aborto não!” "Este site usa cookies para ajudar a fornecer serviços. Ao usar o site, você concorda com o uso de cookies."

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Homilia do 23º DOMINGO DO TEMPO COMUM

DIOCESE DE LIMEIRA
10 de setembro de 2017



Terás ganho o teu irmão!”


Leituras: Livro do Profeta Ezequiel 33, 7-9; Salmo 94 (95), 1-2,6-7,8-9; Carta de São Paulo aos Romanos 13, 8-10; e Mateus 18, 15-20 (entre irmãos).

COR LITÚRGICA: VERDE

Animador: Nesta páscoa semanal de Jesus, aprendemos que ser discípulo Dele significa sair da individualidade e ir ao encontro do irmão, inclusive daquele que pecou contra nós. Quem segue Jesus promove a reconciliação. Com amor há reconciliação, há comunhão e temos a certeza que Deus está aí.


1. Situando-nos brevemente
No seguimento do mês dedicado a Bíblia, a Palavra deste domingo vai centrar-se sobre o valor da justiça no julgamento dos que erram. Embora na história da Igreja, muitos enganos humanos foram, motivo de injustiça, levando até os sofrimentos atrozes a muitos irmãos na fé, a proposta de Cristo se apresenta como diálogo e busca do irmão que errou até sua reintegração comunitária.

A Boa-Nova de Jesus Cristo nos acompanha na caminhada. No Evangelho encontramos Jesus, o mestre da justiça, oferecendo ensinamentos e práticas geradores de novas relações e inspiradores de novas posturas na construção da sociedade justa e fraterna. A sua Palavra nos educa para o diálogo e a correção fraterna: “única dívida que devemos ter uns com os outros”. As etapas do itinerário apontadas pelo evangelista Mateus indicam o esforço que o Senhor solicita à sua comunidade para acompanhar quem erra, a fim de que não se perca.

Vem-nos em mente neste Ano Mariano, a primeira comunidade dos fiéis, a Mãe do Salvador e nossa mãe, Maria. “Mãe que sustenta a fé de seus filhos, (...) mostrando-lhes o caminho da verdade” (SANTA SÉ, op. Cit., n.35). “A Mãe de Jesus aparece como (...) modelo da Igreja de oração em primeiro lugar, pois Deus nos apresentou na Virgem Maria, ‘um admirável exemplo ... de oração, desde a Igreja primitiva ‘, ‘a Mãe de Jesus orando em união com os apóstolos’ (At 1,14), e aquela ‘que orando esperou a vinda de Cristo, com preces insistentes invoca o Paráclito prometido’” (Ibidem, n.17).

2. Recordando a Palavra
O Evangelho mostra como os seguidores de Jesus devem viver a justiça do Reino dentro da comunidade, na fidelidade a seu projeto.

Como agir com alguém da comunidade que saiu da caminhada e é infiel à sua condição de seguidor de Jesus? Ou cometeu falta grave contra seu irmão? Em primeiro lugar, não é fazer disso um escândalo ou partilhar nas redes sociais. Mas a primeira atitude é acolher e perdoar, diga-se de passagem, algo muito difícil para a maioria das pessoas. E depois ir à procura de quem errou na qualidade de quem já perdoou, a fim de mostrar ao outro o erro e convidá-lo a se reintegrar na comunidade. “Se ele lhe der ouvidos, você ganhou o seu irmão”. Obviamente, ganhou o irmão para a comunidade. Mas se não ouvir você? Então, busque todos os outros recursos possíveis, pois a justiça do Reino não se cansa, como o pastor que busca a ovelha perdida. E o compromisso mesmo é fazer tudo para que o irmão não se perca. Antes de condenar ou excluir alguém, é necessário compreender o que é a justiça do Reino. As orientações de Jesus não são normas rígidas, mas um jeito de agir tendo como referência a profundidade da justiça do Reino (BORTOLINI, op. cit., p.218).

A missão de ligar e desligar é confiada à comunidade. Pedro, na verdade, é figura representativa de toda a comunidade dos seguidores que é chamada a exercer mais a misericórdia do que a aplicação do rigor da lei (Ibidem, p. 219).

Na Leitura do profeta Ezequiel, nos encontramos com o desafio da missão do profeta, chamado a ser sentinela na casa de Israel. Sentinela é aquele que vigia a cidade ou a casa para alertar as pessoas sobre os possíveis perigos e assaltos. No caso do Profeta, que se encontra exilado com o seu povo na Babilônia, a missão é outra. Deus o nomeia sua sentinela. Ele deve avisar os perversos a respeito de sua conduta, para que não se percam. Deus cobrará dele esse serviço. A responsabilidade do profeta é grande. Porém, em sua bondade, Deus até atrasará a execução da sentença para dar tempo à mudança de vida do pecador. Então, o profeta “como boca de Deus”, alerta e previne em nome do Senhor para que se fortaleça a luta pela justiça e de denuncie os responsáveis pela injustiça.

Para salvar a vida do povo, o profeta não tem escolha. É chamado a denunciar. “Se você prevenir o injusto para que ele mude de comportamento, e ele não mudar, ele morrerá por causa de sua culpa, mas você terá salva a sua própria vida”. A labuta pela causa da justiça é uma questão de vida ou de morte (Ibidem, p. 12).

O Salmo Responsorial (94/95): Num clima de festa e alegria, é feito um convite solene ao louvor e ao reconhecimento agradecido porque Deus é o Senhor sobre todos os deuses, o rochedo de salvação e o pastor do seu povo. “Ele é o nosso Deus (...), e nós somos o seu povo” canta a aliança e a parceria entre Deus e a sua gente. O Salmo ainda traz um protesto. Somos denunciados porque nós, seu povo, seu rebanho, suas ovelhas, fechamos nosso coração e provocamos a Deus, apesar de termos visto suas obras. Esse Salmo nos exorta a ouvir hoje a voz do nosso Deus.

Na Carta aos Romanos, Paulo nos diz que quem ama o próximo está cumprindo a lei. O amor é o cumprimento máximo de toda a lei da comunidade cristã. Onde existe amor não pode existir mal. “Não fiqueis devendo nada a ninguém, a não ser o amor mútuo”.

3. Atualizando a Palavra
Quem ofendeu um membro da comunidade rompeu com a comunidade toda. O Evangelho nos convida a fazer de tudo, apelar a toda a criatividade para que reine entre nós o jeito de ser de Jesus. Mas, “se ele não te ouvir”, convide uma ou duas pessoas para ajudar o diálogo. Se mesmo assim não houver reconciliação, só depois de muitas tentativas é que se recorre à comunidade, que age em nome de Jesus, ajudando nos conflitos e nas necessidades dos irmãos. Parece até que estamos pressionando o irmão, mas como se trata da justiça do Reino, precisamos fazer de tudo para que o irmão não se perca, não saia da caminhada da comunidade, do seguimento fiel a Jesus e volte-se para as exigências evangélicas. E se nada der resultado satisfatório? Só aí a comunidade tomará conhecimento do erra e será chamada a tomar uma decisão: “Se ele não vos der ouvidos, dize-o à Igreja”.

Antes de denunciar, difamar ou excluir, é necessário acolher, perdoar, aconselhar e colocar em contato com o bem, inserir na comunidade fraterna e fazer tudo para que as pessoas não se afastem do bem e da prática da justiça.

A experiência ou a prática comunitária de vida não pode construir-se senão na lógica do diálogo e do perdão. Não é exagero afirmar que o perdão e o coração da vida em comunidade.

No texto do profeta Ezequiel somos convidados a ser sentinelas do bem e da justiça na noite das injustiças que existem e que ceifam a vida de milhões. Garantir e cultivar a justiça é um compromisso inerente que temos com o Deus da vida e da liberdade. Até que ponto a profecia de Ezequiel não deveria ser acordada hoje na missão da Igreja, promotora da vida e solidária com os excluídos?

O Salmo nos pergunta se não abandonamos a aliança, não esquecemos o nosso Deus e nos instalamos numa religião fácil, sem compromisso com a criação e os mandamentos de Deus?

Na Carta aos Romanos, Paulo nos dá a entender que há uma única maneira de amar a Deus que é amando o próximo, cada pessoa, do jeito que ela é, ninguém escolhe o próximo para amá-lo. Ele simplesmente se apresenta como dom de Deus e também como desafio à nossa capacidade de amar. Temos muita consciência que somos devedores diante de Deus de uma dívida impagável, a nãos ser que sejamos capazes de gestos gratuitos como os de Jesus, que se entregou radicalmente por amor.

Com “as atitudes de alteridade e gratuidade, expressões do Amor, os discípulos missionários promovem justiça, paz, reconciliação e fraternidade. Desse modo, oferecem à sociedade atual o testemunho do perdão e da reconciliação. (...) A Reconciliação supera toda divisão que nos afasta de Deus e nos separa uns dos outros” (CNBB. Diretrizes Gerais da Ação Evangelização da Igreja no Brasil 2015-2019. Documento da CNBB 102, 2ª ed. Brasília: Edições CNBB, 2016, n. 2016, n.12).

4. Ligando a Palavra com ação litúrgica
Quando nos reunimos para celebrar, constituímos o Corpo de Cristo. O espaço celebrativo, ao abrigar este Corpo vivo do Senhor, que é a comunidade de irmãos reunida em seu nome, torna-se sacrário vivo. Cada membro, com sua realidade pessoal e única, acolhido como parte viva desse corpo, manifesta a presença do Ressuscitado e deve ser considerado seu verdadeiro símbolo. E mais: “Somos ‘chamados a contemplar, nos rostos sofredores de nossos irmãos, o rosto de Cristo, que nos chama a servi-lo’” (CELAM. Documento de Aparecida (DAp.). 5.ed. Brasília: Edições CNBB, São Paulo: Edições Paulinas/Paulus Editora, 2008, n.393).

Participando da Mesa Eucarística, somos estreitamente irmanados e fortificados no amor solidário, sempre aberto à reconciliação, como rezaremos hoje na oração sobre as oferendas: “Fazei que nossa participação na Eucaristia reforce entre nós aos laços da amizade”.

O abraço fraterno nos ritos de comunhão, mais do que simples saudação ou um gesto expressando cordialidade entre amigos e conhecidos, sinaliza e nos prepara para receber, na comunhão, o que realmente somos: o corpo eclesial de Cristo, como já no IV século dizia Santo Agostinho.

A Palavra hoje evidencia a comunhão e o amor fraterno na comunidade eclesial e também na oração, na correção amorosa, na mútua amizade. Nisso realizamos a união com Cristo para sempre, como rezamos na oração final deste dia, e nos tornamos comunidade cristã, sacramento de salvação para o mundo.

Oração da Assembleia
Presidente: Seguindo o ensinamento de Jesus, de nos unir para suplicar ao Pai, elevemos nossas preces intercedendo pelas necessidades do povo e pelas nossas necessidades particulares.
1. Senhor, que a Igreja não desanime de ensinar e transmitir ao seu povo a tua Palavra. Peçamos:
Todos: Acolhei nossos pedidos, Senhor!
2. Senhor, que os governantes busquem ações, para que nossa sociedade seja mais justa e fraterna. Peçamos:
3. Senhor, que aqueles e aquelas que sofrem possam buscar em sua Palavra o conforto necessário para que tenham uma vida mais plena. Peçamos:
4. Senhor, que nossa comunidade saiba acolher a todos de acordo com seus ensinamentos. Peçamos:
(Outras intenções)
Presidente: Senhor, abri nossos olhos e ouvidos para que estejamos sempre de coração aberto, para sermos capazes de ver e ouvir as obras que realizais em nosso favor. Por Cristo, nosso Senhor.
Todos: Amém.

III. LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS:
Presidente: Ó Deus, fonte da paz e da verdadeira piedade, concedei-nos por esta oferenda render-vos a devida homenagem, e fazei que nossa participação na Eucaristia reforce entre nós os laços da amizade. Por Cristo, nosso Senhor.
Todos: Amém.

ORAÇÃO APÓS A COMUNHÃO:
Presidente: Ó Deus, que nutris e fortificais vossos fiéis com o alimento da vossa palavra e do vosso pão, concedei-nos, por estes dons do vosso Filho, viver com ele para sempre. Por Cristo, nosso Senhor.
Todos: Amém.

RITO FINAL


BÊNÇÃO E DESPEDIDA:
Presid.: O Senhor esteja convosco.
T.: Ele está no meio de nós.
Presid.: Que o Senhor os abençoe e os dê forças na correção fraterna. Por Cristo nosso Senhor.
T.: Amém.
Presid.: Abençoe-vos o Deus todo-poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo.
T.: Amém.
Presid.: Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.
T.: Graças a Deus.

ATIVIDADES DO BISPO DIOCESANO
Dia 08 de setembro – sexta-feira
Assunto: Missa – Setenário Nossa Senhora das Dores – Nova Odesa – 18h00 – Padre Ocimar

Dia 09 de setembro – sábado
Assunto: Missa –Operários da Messe – Americana – 20h00 - Rua: Cabo Osvaldo de Moraes, 190 – Jardim Conserva – César Quirino 99742-7107

Dia 10 de setembro – domingo
Assunto: Crisma – Jesus Cristo Bom Pastor – Padre Júlio – 18h00 – limeira

Dia 12 de setembro – terça-feira
Assunto: Reunião do Conselho Episcopal – 08h30min

Dia 14 de setembro – quinta-feira
Assunto: Coletiva 10 anos de episcopado – 14h30 - Cúria Diocesana de Limeira.

Dia 15 de setembro – sexta-feira
Assunto: Missa da Padroeira Diocesana – Catedral – 10h00 Limeira.

Dia 16 de setembro – sábado

Assunto: Missa e almoço – padroeira e 10 anos de episcopado de Dom Vilson – Catedral e CDL – Limeira - 10h00 e após a missa o almoço no CDL.

"A catequese não prepara simplesmente para este ou aquele sacramento. O sacramento é uma consequência de uma adesão a proposta do Reino, vivida na Igreja (DNC 50)."

Documento Necessário para o Batismo e Crisma

Certidão de Nascimento ou Casamento do Batizando;

Comprovante de Casamento Civil e Religioso dos padrinhos;

Comprovante de Residência,

Cartões de encontro de Batismo dos padrinhos;

Documentos Necessários para Crisma:

RG do Crismando e Padrinho, Declaração de batismo do Crismando, Certidão ou declaração do Crisma do Padrinho, Certidão de Casamento Civil e Religioso do Padrinho/Madrinha e Crismando se casados.

Fonte: Catedral São Dimas

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Reflexão

REFLEXÃO

A porta larga que o mundo oferece para as pessoas é a busca da felicidade a partir do acúmulo de bens e de riquezas. A porta estreita é aquela dos que colocam somente em Deus a causa da própria felicidade e procuram encontrar em Deus o sentido para a sua vida. De fato, muitas pessoas falam de Deus e praticam atos religiosos, porém suas vidas são marcadas pelo interesse material, sendo que até mesmo a religião se torna um meio para o maior crescimento material, seja através da busca da projeção da própria pessoa através da instituição religiosa, seja por meio de orações que são muito mais petições relacionadas com o mundo da matéria do que um encontro pessoal com o Deus vivo e verdadeiro. Passar pela porta estreita significa assumir que Deus é o centro da nossa vida.

reflexão sobre o Dízimo

A espiritualidade do Dízimo

O dízimo carrega uma surpreendente alegria no contribuinte. Aqueles que se devotam a esta causa se sentem mais animados, confortados e motivados para viver a comunhão. O dízimo, certamente, não é uma questão de dinheiro contrariando o que muitos podem pensar. Ele só tem sentido quando nasce de uma proposta para se fazer a experiência de Deus na vida cristã. Somos chamados e convocados a este desafio.

Em caso contrario, ele se torna frio e distante; por vezes indiferente. A espiritualidade reequilibra os desafios que o dízimo carrega em si. "Honra o Senhor com tua riqueza. Com as primícias de teus rendimentos. Os teus celeiros se encherão de trigo. Teus lagares transbordarão de vinho" (Pr 3,9-10). Contribuir quando se tem de sobra, de certa forma, não é muito dispendioso e difícil. Participar da comunhão alinha o desafio do dízimo cristão.

Se desejar ler, aceno: Gn 28, 20-22; Lv 27, 30-32; Nm 18, 25-26 e Ml 3, 6-10.

Fonte : Pe. Jerônimo Gasques

http://www.portalnexo.com.br/Conteudo/?p=conteudo&CodConteudo=12

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