Está chegando mais um Natal de alegria
e de esperança para o mundo, porque ele tem como objetivo a presença de Deus em
nosso meio. É o divino que se torna humano, fazendo com que o humano seja mais
divino. Esta é a real novidade própria deste momento natalino, porque daí nasce
a “vida”, que traz vida para todas as pessoas de boa vontade no caminho do bem.
Deus, na sua infinita bondade, partilha
conosco a sua própria vida, como alimento de nossa sobrevivência ou de
subsistência. Ele é o Criador e preservador de tudo que criou. Essa tarefa é
colocada em nossas mãos, mas, em muitos casos, agimos como destruidores e
ameaçadores da vida com atitudes desonestas.
O Natal dos cristãos deve ser o anúncio
da identidade do Messias, daquele que proclama a justiça e o amor como
itinerário da vida em Deus. Na verdade, Jesus nasce para anunciar um mundo
novo, um reino de amor e proclamar a felicidade, que está dentro de nós mesmos.
Podemos dizer que isto é a essência do ser humano.
Pensar no Natal é entusiasmar e
apaixonar-se por Jesus Cristo, fazendo as coisas corretas, superando todas as
atitudes de maldade que impedem a realização da felicidade. Para isto é
necessário “fazer ao outro aquilo que fazemos a nós mesmos” e entender que Deus
está dentro e presente em cada pessoa humana.
A alegria interior deve se manifestar
externamente pela nossa voz e por nossos sinais, revelando a chegada do tempo
da salvação. Isto significa eliminar da sociedade, e de nós mesmos, os atos de
corrupção e desmandos. Acontece um novo estado de coisas em virtude da
intervenção de Deus, ocasionando esperança.
A hora é de recobrar o ânimo, de
revigorar as forças, tendo como garantia de tudo, a presença forte e renovadora
de Deus. Por isto é necessário alegrar-se sempre com gestos de bondade, sabendo
do valor de eternidade presente em cada atitude responsável que realizamos. É a
alegria e a esperança que causam verdadeira paz.
Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba.
Postado por Bíblia e Catequese