4ª
Semana da Páscoa - 4ª Semana do Saltério
Prefácio
pascal - Ofício do dia
Cor:
Branco - Ano Litúrgico “A” - São Mateus
Antífona:
Apocalipse 5,9-10 - Vós nos resgataste, Senhor, pelo vosso sangue,
de todas as raças, línguas, povos e nações e fizestes de nós um
reino e sacerdotes para o nosso Deus, aleluia!
Oração
do Dia: Deus, a quem devemos a liberdade e a salvação, fazei
que possamos viver por vossa graça e encontrar em vós a felicidade
eterna, pois nos remistes com o sangue do vosso Filho. Que convosco
vive e reina, na unidade do Espírito Santo. Amém!
LEITURAS:
Primeira
Leitura: At 13,26-33 A promessa que Deus fez ele a
cumpriu quando ressuscitou Jesus.
Naqueles
dias, tendo chegado a Antioquia da Pisídia, Paulo disse na sinagoga:
“Irmãos, descendentes de Abraão, e todos vós que temeis a Deus,
a nós foi enviada esta mensagem de salvação. Os habitantes de
Jerusalém e seus chefes não reconheceram a Jesus e, ao condená-lo,
cumpriram as profecias que se leem todos os sábados. Embora não
encontrassem nenhum motivo para a sua condenação, pediram a Pilatos
que fosse morto. Depois de realizarem tudo o que a Escritura diz a
respeito de Jesus, eles o tiraram da cruz e o puseram num túmulo.
Mas Deus o ressuscitou dos mortos e, durante muitos dias, ele foi
visto por aqueles que o acompanharam desde a Galileia até Jerusalém.
Agora eles são testemunhas de Jesus diante do povo. Por isso, nós
vos anunciamos este Evangelho: a promessa que Deus fez aos
antepassados, ele a cumpriu para nós, seus filhos, quando
ressuscitou Jesus, como está escrito no salmo segundo: “Tu és o
meu filho, eu hoje te gerei”. - Palavra do Senhor.
Comentário:
Se Cristo está no centro da história, a Páscoa é o coração do
mistério nosso de Cristo. A ressurreição não é vista como um
fato extraordinário, mas isolado; porém como o desaguar inesperado,
mas previsto, de uma cadeia de acontecimentos (história da
salvação!) cujo primeiro elo é a vocação e a promessa feita a
Abraão, ou antes a criação do primeiro Adão, figura e tipo de
Cristo.
Este,
segundo Adão, tornou-se Páscoa senhor e juiz do universo. Contudo,
como a história passada é toda voltada para a ressurreição, a
história atual e a futura provêm da Páscoa, de que são como a
irradiação e a extensão. Na vida do cristão tudo é mistério
pascal. A Páscoa adquire, assim, uma dimensão cósmica e torna-se o
princípio formal para compreendermos todas as coisas.
Salmo: 2,
6-7. 8-9. 10-11 (R. 7) Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei!
"Fui
eu mesmo que escolhi este meu Rei e em Sião, meu monte santo, o
consagrei!" O decreto do Senhor promulgarei, foi assim que me
falou o Senhor Deus: "Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei!"
Podes
pedir-me, e em resposta eu te darei por tua herança os povos todos e
as nações, e há de ser a terra inteira o teu domínio. Com cetro
férreo haverás de dominá-los, e quebrá-los como um vaso de
argila!
E
agora, poderosos, entendei; soberanos, aprendei esta lição: Com
temor servi a Deus, rendei-lhe glória e prestai-lhe homenagem com
respeito!
Evangelho:
Jo 14,1-6 Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.
Naquele
tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Não se perturbe o vosso
coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também. Na casa de
meu Pai, há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito.
Vou preparar um lugar para vós, e quando eu tiver ido preparar-vos
um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que onde eu estiver
estejais também vós. E para onde eu vou, vós conheceis o
caminho”. Tomé disse a Jesus: “Senhor, nós não sabemos
para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?” Jesus respondeu:
“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão
por mim”. - Palavra da Salvação.
Comentando
o Evangelho (Padre Jaldemir Vitório / Jesuíta):
O
discípulo do Ressuscitado vê-se confrontado com duas situações
que, se mal compreendidas, poderão ser causa de perturbação. Por
um lado, tem diante de si um projeto, cujas exigências e
consequências são preocupantes: pautar a própria vida pelo ideal
do Reino, num mundo hostil e refratário ao amor, tem um preço a ser
pago. Por outro lado, o discípulo pergunta-se pelo fim de tudo isto,
pela meta para onde caminha. O sentido da caminhada e o ânimo com
que ela é feita, dependem de uma certa lucidez. Caso contrário, o
discípulo deixar-se-á vencer pelo desânimo.
Jesus
tomou a iniciativa de tranquilizar os discípulos, apelando para a
fé: "Assim como vocês acreditam em Deus, acreditem também em
mim". Suas palavras elucidavam as dúvidas que povoavam o
coração deles. Acolhidas na fé, essas palavras surtiriam o efeito
tranquilizador desejado.
Para
os discípulos, abriu-se uma perspectiva de comunhão escatológica
com o Pai. Simbolicamente, Jesus referiu-se à casa com muitas
moradas. O vocábulo casa evoca afeto, convivência, intimidade. As
muitas moradas significam a disposição do Pai para acolher a todos,
sem exceção. Quem chegar na casa do Pai, será recebido por ele.
Esse
lugar de acolhida será preparado por Jesus, o qual precederá os
seus discípulos. Com uma tal certeza, pode-se deixar de lado todo
receio. Basta seguir o caminho aberto por Jesus.
INTENÇÕES
PARA O MÊS DE MAIO:
Intenção
Universal: Meios de comunicação - Para que os
meios de comunicação sejam instrumentos ao serviço da verdade e da
paz.
Intenção
para a Evangelização: Maria
guia para a missão - Para
que Maria, Estrela da Evangelização, guie a missão da Igreja no
anúncio de Cristo a todos os povos.
TEMPO
LITÚRGICO:
Tempo
Pascal: Os cinquenta dias entre o Domingo da Ressurreição
e o Domingo de Pentecostes sejam celebrados com alegria e exultação,
como se fossem um só dia de festa, ou melhor, “como um grande
Domingo” (Santo Atanásio; conforme NALC 22).
Os
Domingos deste tempo sejam tidos como Domingos da Páscoa e, depois
do Domingo da Ressurreição, sejam chamados 2º, 3º, 4º, 5º, 6º
e 7º Domingos da Páscoa. Os oito primeiros dias do Tempo Pascal
formam a Oitava da Páscoa e são celebrados como solenidades do
Senhor (NALC 24). O oitavo dia é constituído pelo domingo seguinte
a Páscoa. A oitava da Páscoa tem precedência sobre quaisquer
outras celebrações.
Qualquer
solenidade que coincida com um dos domingos da Páscoa tem sua
celebração antecipada para o sábado; se, porém, ocorrer durante a
oitava da Páscoa, fica transferida para o primeiro dia livre que se
seguir a oitava. As festas celebram-se segundo a data do calendário;
quando ocorrerem em domingo do Tempo Pascal, omitem-se nesse ano.
Diz-se
o Glória durante a Oitava da Páscoa, nas solenidades e festas, já
o Credo só nas solenidades. O Círio Pascal permanece junto ao altar
por todo o Tempo Pascal, isto é, da noite de Páscoa ao Domingo de
Pentecostes, e acende-se em todas as Missas dominicais.
O
Domingo de Pentecostes encerra este tempo sagrado de cinquenta dias
(NALC 23). No Brasil, celebra-se no 7º Domingo da Páscoa e
solenidade da Ascensão do Senhor.
Cor
Litúrgica: BRANCO - Simboliza a alegria cristã e o Cristo
vivo. Usada nas missas de Natal, Páscoa, etc... Nas grandes
solenidades, pode ser substituída pelo amarelo ou, mais
especificamente, o dourado.
Fique
com Deus e sob a proteção da Sagrada Família
Ricardo
Feitosa e Marta Lúcia
www.catolicoscomjesus.com
– catolicoscomjesus@gmail.com
Crendo
e ensinando o que crê e ensina a Santa Igreja Católica
Fonte:
CNBB / Missal Cotidiano