4ª
Semana da Páscoa - 4ª Semana do Saltério
Prefácio
pascal - Ofício do dia
Cor:
Branco - Ano Litúrgico “A” - São Mateus
Antífona:
Povo resgatado por Deus, proclamai suas maravilhas; ele vos chamou
das trevas à luz admirável, aleluia!
Oração
do Dia: Deus eterno e todo-poderoso, fazei-nos viver sempre mais
o mistério pascal para que, renovados pelo santo batismo, possamos,
por vossa graça, produzir muitos frutos e chegar às alegrias da
vida eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade
do Espírito Santo. Amém!
LEITURAS:
Primeira
Leitura: At 13,44-52 Vamos dirigir-nos aos pagãos
No
sábado seguinte, quase toda a cidade se reuniu para ouvir a palavra
de Deus. Ao verem aquela multidão, os judeus ficaram cheios de
inveja e, com blasfêmias, opunham-se ao que Paulo dizia.
Então,
com muita coragem, Paulo e Barnabé declararam: “Era preciso
anunciar a palavra de Deus primeiro a vós. Mas, como a rejeitais e
vos considerais indignos da vida eterna, sabei que nos vamos dirigir
aos pagãos. Porque esta é a ordem que o Senhor nos deu: ‘Eu te
coloquei como luz para as nações, para que leves a salvação até
os confins da terra’”.
Os
pagãos ficaram muito contentes, quando ouviram isso, e glorificaram
a Palavra do Senhor. Todos os que eram destinados à vida eterna,
abraçaram a fé. Desse modo, a palavra do Senhor espalhava-se por
toda a região. Mas os judeus instigaram as mulheres ricas e
religiosas, assim como os homens influentes da cidade, provocaram uma
perseguição contra Paulo e Barnabé e expulsaram-nos do seu
território. Então os apóstolos sacudiram contra eles a poeira dos
pés, e foram para a cidade de Icônio. 52Os discípulos, porém,
ficaram cheios de alegria e do Espírito Santo. -
Palavra do Senhor.
Comentando
a Liturgia: A cena de Paulo
abandonando a sinagoga para se voltar aos pagãos, após haver
tentado em vão “evangelizar” seus antigos irmãos de raça e
religião, é tantas vezes repetida nos Atos que faz supor que Lucas
tenha introduzido nela uma precisa intenção teológica, sublinhando
o caráter universal característico do seu evangelho.
Esta
ideia domina toda a segunda parte dos Atos e coincide com o
aparecimento de Paulo, o apóstolo dos pagãos. E proclamada e posta
como sinete na conclusão dos Atos: "Sabei, pois, que esta
salvação de Deus foi enviada às nações. E elas a escutarão!".
Deus
não repele Israel, não se desmente, permanece fiel às suas
promessas. Israel falhou na sua missão e vocação. Suscitado por
Deus para ser guarda das promessas e instrumento da difusão da
salvação, transforma-se em obstáculo que impede o crescimento e a
multiplicação da palavra de Deus.
Salmo: 97(98),
1. 2-3ab. 3cd-4 (R.3cd) Os confins do universo contemplaram a
salvação do nosso Deus.
Cantai
ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o
seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória.
O
Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça;
recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel.
Os
confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai
o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!
Evangelho:
Jo 14,7-14 Quem me viu, viu o Pai.
Naquele
tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Se vós me conhecêsseis,
conheceríeis também o meu Pai. E desde agora o conheceis e o
vistes”. Disse Filipe: “Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos
basta!”
Jesus
respondeu: “Há tanto tempo estou convosco, e não me conheces
Filipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes: ‘Mostra-nos o
Pai”? Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As
palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo, mas é o Pai
que, permanecendo em mim, realiza as suas obras. Acreditai-me: eu
estou no Pai e o Pai está em mim. Acreditai, ao menos, por causa
destas mesmas obras.
Em
verdade, em verdade vos digo, quem acredita em mim fará as obras que
eu faço, e fará ainda maiores do que estas. Pois eu vou para o Pai,
e o que pedirdes em meu nome, eu o realizarei, a fim de que o Pai
seja glorificado no Filho. Se pedirdes algo em meu nome, eu o
farei. - Palavra da Salvação.
Comentando
o Evangelho (Padre Jaldemir Vitório / Jesuíta):
Não
se pode de compreender a existência de Jesus, prescindindo de sua
íntima comunhão com o Pai. Suas palavras e seus gestos foram sempre
referidos ao Pai. A consciência de ser o Filho enviado estava sempre
presente em tudo quanto fazia. E mais: tinha consciência de estar
chegando a hora de voltar para junto do Pai.
Sendo
assim, o Filho divino pode ser considerado como a transparência do
Pai. Quem o conhece, conhece o Pai. Quem o vê, vê também o Pai.
Ouvi-lo, significa ouvir o Pai. Contemplar seus milagres, corresponde
a contemplar o Pai manifestando seu amor pela humanidade. É, pois,
inútil pretender ter acesso a Deus, prescindindo de Jesus.
Evidentemente,
o Pai não é Jesus. E Jesus não é o Pai. As palavras de Jesus não
dão margem para equívocos. Seria falsa qualquer identificação, e
não corresponderia ao pensamento de Jesus. A comunhão entre ambos
não redunda da fusão de um no outro.
Apesar
disto, Jesus não titubeou em fazer esta afirmação ousada: "Quem
me vê, vê o Pai". Da contemplação da vida de Jesus, é
possível chegar a compreender quais são as pautas da ação de
Deus, ou seja, a maneira como ele se relaciona com os seres humanos,
e o que espera deles.
Portanto,
não é preciso ir longe para encontrar Deus. Jesus é o caminho pelo
qual chegamos até o Pai.
INTENÇÕES
PARA O MÊS DE MAIO:
Intenção
Universal: Meios de comunicação - Para que os
meios de comunicação sejam instrumentos ao serviço da verdade e da
paz.
Intenção
para a Evangelização: Maria
guia para a missão - Para
que Maria, Estrela da Evangelização, guie a missão da Igreja no
anúncio de Cristo a todos os povos.
TEMPO
LITÚRGICO:
Tempo
Pascal: Os cinquenta dias entre o Domingo da Ressurreição
e o Domingo de Pentecostes sejam celebrados com alegria e exultação,
como se fossem um só dia de festa, ou melhor, “como um grande
Domingo” (Santo Atanásio; conforme NALC 22).
Os
Domingos deste tempo sejam tidos como Domingos da Páscoa e, depois
do Domingo da Ressurreição, sejam chamados 2º, 3º, 4º, 5º, 6º
e 7º Domingos da Páscoa. Os oito primeiros dias do Tempo Pascal
formam a Oitava da Páscoa e são celebrados como solenidades do
Senhor (NALC 24). O oitavo dia é constituído pelo domingo seguinte
a Páscoa. A oitava da Páscoa tem precedência sobre quaisquer
outras celebrações.
Qualquer
solenidade que coincida com um dos domingos da Páscoa tem sua
celebração antecipada para o sábado; se, porém, ocorrer durante a
oitava da Páscoa, fica transferida para o primeiro dia livre que se
seguir a oitava. As festas celebram-se segundo a data do calendário;
quando ocorrerem em domingo do Tempo Pascal, omitem-se nesse ano.
Diz-se
o Glória durante a Oitava da Páscoa, nas solenidades e festas, já
o Credo só nas solenidades. O Círio Pascal permanece junto ao altar
por todo o Tempo Pascal, isto é, da noite de Páscoa ao Domingo de
Pentecostes, e acende-se em todas as Missas dominicais.
O
Domingo de Pentecostes encerra este tempo sagrado de cinquenta dias
(NALC 23). No Brasil, celebra-se no 7º Domingo da Páscoa e
solenidade da Ascensão do Senhor.
Cor
Litúrgica: BRANCO - Simboliza a alegria cristã e o Cristo
vivo. Usada nas missas de Natal, Páscoa, etc... Nas grandes
solenidades, pode ser substituída pelo amarelo ou, mais
especificamente, o dourado.
Fique
com Deus e sob a proteção da Sagrada Família
Ricardo
Feitosa e Marta Lúcia
www.catolicoscomjesus.com
– catolicoscomjesus@gmail.com
Crendo
e ensinando o que crê e ensina a Santa Igreja Católica
Fonte:
CNBB / Missal Cotidiano