7ª
Semana da Páscoa - 4ª Semana do Saltério
Prefácio
Próprio - Ofício da Solenidade
Glória
- Sequencia - Creio
Cor:
Vermelho - Ano Litúrgico “A” - São Mateus
Antífona:
Sabedoria 1,7 O Espírito do Senhor encheu o universo; ele mantém
unidas todas as coisas e conhece todas as línguas, aleluia!
Oração
do Dia: Ó Deus, que pelo mistério da festa de hoje, santificais
a vossa Igreja inteira, em todos os povos e nações, derramai por
toda extensão do mundo os dons do Espírito Santo e realizai agora,
no coração dos fieis, as maravilhas que operastes no início da
pregação do evangelho. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo. Amém!
LEITURAS:
Primeira
Leitura: At 2,1-11 Todos ficaram cheios do Espírito
Santo e começaram a falar.
Quando
chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no
mesmo lugar. De repente, veio do céu um barulho como se fosse uma
forte ventania, que encheu a casa onde eles se encontravam. Então
apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre
cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a
falar em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava.
Moravam
em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações do mundo. Quando
ouviram o barulho, juntou-se a multidão, e todos ficaram confusos,
pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua.
Cheios
de espanto e admiração, diziam: “Esses homens que estão falando
não são todos galileus? Como é que nós os escutamos na nossa
própria língua? Nós, que somos partos, medos e elamitas,
habitantes da Mesopotâmia, da Judéia e da Capadócia, do Ponto e da
Ásia, da Frígia e da Panfília, do Egito e da parte da Líbia
próxima de Cirene, também romanos que aqui residem; judeus e
prosélitos, cretenses e árabes, todos nós os escutamos anunciarem
as maravilhas de Deus em nossa própria língua!” -
Palavra do Senhor.
Salmo: 103,
1ab.24ac.29bc-30 31.34 (R.30) Enviai o vosso Espírito Senhor e
da terra toda a face renovai.
Bendize,
ó minha alma, ao Senhor! Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande!
Quão numerosas, ó Senhor, são vossas obras! Encheu-se a terra com
as vossas criaturas!
Se
tirais o seu respiro, elas perecem e voltam para o pó de onde
vieram. Enviais o vosso espírito e renascem e da terra toda a face
renovais.
Que
a glória do Senhor perdure sempre, e alegre-se o Senhor em suas
obras! Hoje seja-lhe agradável o meu canto, pois o Senhor é a minha
grande alegria
Segunda
Leitura: 1Cor 12,3b-7.12-13 Fomos batizados num único
Espírito para formarmos um único corpo.
Irmãos:
Ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor, a não ser no Espírito
Santo. Há diversidade de dons, mas um mesmo é o Espírito. Há
diversidade de ministérios, mas um mesmo é o Senhor. Há diferentes
atividades, mas um mesmo Deus que realiza todas as coisas em todos.
A
cada um é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum.
Como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os
membros do corpo, embora sejam muitos, formam um só corpo, assim
também acontece com Cristo.
De
fato, todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos
batizados num único Espírito, para formarmos um único corpo, e
todos nós bebemos de um único Espírito. - Palavra do
Senhor.
Sequência
Espírito
de Deus, enviai dos céus um raio de luz! Vinde, Pai dos pobres, daí
aos corações vossos sete dons. Consolo que acalma, hóspede da
alma, doce alívio, vinde! No labor descanso, na aflição remanso,
no calor aragem. Enchei, luz bendita, chama que crepita, o íntimo de
nós! Sem luz que acode, nada o homem pode, nenhum bem há nele. Ao
sujo lavai, ao seco regai, curai o doente. Dobrai o que é duro,
guiai no escuro, o frio aquecei. Daí à vossa Igreja, que espera e
deseja, vossos sete dons. Daí em prêmio ao forte uma santa morte,
alegria eterna. Amém.
Evangelho:
Jo 20,19-23 Assim como o Pai me enviou também eu vos
envio: Recebei o Espírito Santo.
Ao
anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por
medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se
encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz
esteja convosco”. Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o
lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor.
Novamente,
Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também
eu vos envio”. E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e
disse: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados,
eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes
serão retidos”. - Palavra da Salvação.
Comentando
o Evangelho (Padre Jaldemir Vitório / Jesuíta):
O
dom do Espírito Santo foi um elemento fundamental na experiência
missionária dos primeiros cristãos. Com a ascensão do Senhor, eles
se viram às voltas com uma tarefa descomunal: levar a mensagem do
Evangelho a todo o mundo. A missão exigiria deles inculturar a
mensagem, fazendo o Evangelho ser entendido por pessoas das mais
variadas culturas. Deveriam ser capazes de enfrentar dificuldades,
perseguições e, até mesmo a morte, por causa do nome de Jesus.
Muitos problemas proviriam dos judeus, pois a ruptura com eles seria
inevitável, dada a intransigência da liderança judaica para com a
comunidade cristã que tomaria um rumo considerado inaceitável. Sem
dúvida, não faltariam problemas dentro da própria comunidade,
causados por partidarismos, falsas doutrinas e atitudes incompatíveis
com a opção pelo Reino.
Os
discípulos eram demasiado fracos para, por si mesmos, levar a cabo
uma empresa tão grande. Jesus, porém, concedeu-lhes o auxílio
necessário ao comunicar-lhes o Espírito Santo. Fortalecidos pelo
Espírito, eles não se intimidaram, antes, cumpriram, com denodo, o
ministério da evangelização.
O
dom de Pentecostes renova-se, cada dia, na vida da Igreja. O
Espírito, ontem como hoje, não permite que os cristãos cruzem os
braços diante do mundo a ser evangelizado.
INTENÇÕES
PARA O MÊS DE JUNHO:
Intenção
Universal: Apoio aos desempregados - Para que os
desempregados consigam o apoio e o trabalho de que necessitam para
viver com dignidade.
Intenção
para a Evangelização: Raízes
cristãs da Europa - Para
que a Europa reencontre as suas raízes cristãs através do
testemunho de fé dos crentes.
TEMPO
LITÚRGICO:
Tempo
Pascal: Os cinquenta dias entre o Domingo da Ressurreição
e o Domingo de Pentecostes sejam celebrados com alegria e exultação,
como se fossem um só dia de festa, ou melhor, “como um grande
Domingo” (Santo Atanásio; conforme NALC 22).
Os
Domingos deste tempo sejam tidos como Domingos da Páscoa e, depois
do Domingo da Ressurreição, sejam chamados 2º, 3º, 4º, 5º, 6º
e 7º Domingos da Páscoa. Os oito primeiros dias do Tempo Pascal
formam a Oitava da Páscoa e são celebrados como solenidades do
Senhor (NALC 24). O oitavo dia é constituído pelo domingo seguinte
a Páscoa. A oitava da Páscoa tem precedência sobre quaisquer
outras celebrações.
Qualquer
solenidade que coincida com um dos domingos da Páscoa tem sua
celebração antecipada para o sábado; se, porém, ocorrer durante a
oitava da Páscoa, fica transferida para o primeiro dia livre que se
seguir a oitava. As festas celebram-se segundo a data do calendário;
quando ocorrerem em domingo do Tempo Pascal, omitem-se nesse ano.
Diz-se
o Glória durante a Oitava da Páscoa, nas solenidades e festas, já
o Credo só nas solenidades. O Círio Pascal permanece junto ao altar
por todo o Tempo Pascal, isto é, da noite de Páscoa ao Domingo de
Pentecostes, e acende-se em todas as Missas dominicais.
O
Domingo de Pentecostes encerra este tempo sagrado de cinquenta dias
(NALC 23). No Brasil, celebra-se no 7º Domingo da Páscoa e
solenidade da Ascensão do Senhor.
Cor
Litúrgica: BRANCO - Simboliza a alegria cristã e o Cristo
vivo. Usada nas missas de Natal, Páscoa, etc... Nas grandes
solenidades, pode ser substituída pelo amarelo ou, mais
especificamente, o dourado.
Fonte:
CNBB / Missal Cotidiano
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Ricardo
Feitosa e Marta Lúcia