Prefácio
próprio - Ofício do dia
Cor:
Verde - Ano Litúrgico “A” - São Mateus
Antífona:
Salmo 26,7.9 Ouvi, Senhor, a voz do meu apelo: tende compaixão de
mim e atendei-me; vós sois meu protetor: não me deixeis; não me
abandoneis, ó Deus, meu salvador!
Oração
do Dia: Ó Deus, força daqueles que esperam em vós, sede
favorável ao nosso apelo e, como nada podemos em nossa fraqueza,
dai-nos sempre o socorro da vossa graça, para que possamos querer e
agir conforme vossa vontade, seguindo os vossos mandamentos. Por
nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito
Santo. Amém!
LEITURAS:
Primeira
Leitura: 2Rs 11,1-4.9-18.20 Ungiram Joás e aclamaram: 'Viva o rei!
Naqueles
dias, quando Atália, mãe de Ocozias, soube que o filho estava
morto, pôs-se a exterminar toda a família real. Mas Josaba, filha
do rei Jorão e irmã de Ocozias, raptou o filho dele, Joás, do
meio dos filhos do rei, que iriam ser massacrados, e colocou-o, com
sua ama, no quarto de dormir. Assim, escondeu-o de Atália e ele não
foi morto. E ele ficou seis anos com ela, escondido no templo do
Senhor, enquanto Atália reinava no país.
No
sétimo ano, Joiada mandou chamar os centuriões dos quereteus
e da escolta, e introduziu-os consigo no templo do Senhor. Fez com
eles um contrato, mandou que prestassem juramento no templo do
Senhor e mostrou-lhes o filho do rei. Os centuriões fizeram tudo o
que o sacerdote Joiada lhes tinha ordenado. Cada um reuniu seus
homens, tanto os que entravam de serviço no sábado, como os que
saíam. Vieram para junto do sacerdote Joiada, e este entregou aos
centuriões as lanças e os escudos de Davi, que estavam no templo
do Senhor. Em seguida, os homens da escolta, de armas na mão,
tomaram posição a partir do lado direito do templo até o
esquerdo, entre o altar e o templo, em torno do rei. Então Joiada
apresentou o filho do rei, cingiu-o com o diadema e entregou-lhe o
documento da Aliança. E proclamaram-no rei, deram-lhe a unção e,
batendo palmas, aclamaram: “Viva o rei!”
Ouvindo
os gritos do povo, Atália veio em direção da multidão no templo
do Senhor. Quando viu o rei de pé sobre o estrado, segundo o
costume, os chefes e os trombeteiros do rei junto dele, e todo o
povo do país exultando de alegria e tocando as trombetas, Atália
rasgou suas vestes e bradou: “Traição! Traição!” Então o
sacerdote Joiada ordenou aos centuriões que comandavam a tropa:
“Levai-a para fora do recinto do templo e, se alguém a seguir,
seja morto à espada”. Pois o sacerdote havia dito: “Não seja
morta dentro do templo do Senhor”.
Agarraram-na
e levaram-na aos empurrões pelo caminho da porta dos Cavalos até o
palácio, e ali foi morta. Em seguida, Joiada fez uma aliança entre
o Senhor, o rei e o povo, pela qual este se comprometia a ser o povo
do Senhor. Fez também uma aliança entre o rei e o povo. Todo o
povo do país dirigiu-se depois ao Templo de Baal e demoliu-o.
Destruíram totalmente os altares e as imagens e mataram Matã,
sacerdote de Baal, diante dos altares. E o sacerdote Joiada pôs
guardas na casa do Senhor. Todo o povo do país o festejou e a
cidade manteve-se calma. - Palavra do Senhor.
Comentário: “O
povo resolveu ser o povo do Senhor” (V.17). Enésima renovação
de uma aliança jamais desmentida por Deus, porém frequentemente em
crise no povo. É uma das longas séries de fatos que denotam uma
fidelidade ainda vinculada à essência de estruturas adversas.
Fidelidade vacilante, que entra em crise todas as vezes que uma
moda, uma lei, uma afirmação não conforme à mentalidade
religiosa entra em jogo, fazendo cair assim uma proteção externa.
O momento da verdade coincide com o desaparecimento de toda falsa
segurança.
Salmo: 131,11.
12. 13-14. 17-18 (R.13) O Senhor preferiu Jerusalém por sua morada
O
Senhor fez a Davi um juramento, uma promessa que jamais renegará:
“Um herdeiro que é fruto do teu ventre colocarei sobre o trono em
teu lugar!
Se
teus filhos conservarem minha Aliança e os preceitos que lhes dei a
conhecer, os filhos deles igualmente hão de sentar-se eternamente
sobre o trono que te dei!”
Pois
o Senhor quis para si Jerusalém e a desejou para que fosse sua
morada: “Eis o lugar do meu repouso para sempre, eu fico aqui:
este é o lugar que preferi!”
“De
Davi farei brotar um forte Herdeiro, acenderei ao meu Ungido uma
lâmpada. Cobrirei de confusão seus inimigos, mas sobre ele
brilhará minha coroa!”
Evangelho:
Mt 6,19-23 Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu
coração
Naquele
tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Não junteis tesouros aqui
na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e os ladrões
assaltam e roubam. Ao contrário, juntai para vós tesouros no céu,
onde nem a traça e a ferrugem destroem, nem os ladrões assaltam e
roubam. Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu
coração.
O
olho é a lâmpada do corpo. Se o teu olho é sadio, todo o teu
corpo ficará iluminado. Se o teu olho está doente, todo o teu
corpo ficará na escuridão. Ora, se a luz que existe em ti é
escuridão, como será grande a escuridão. - Palavra da
Salvação.
Comentando
o Evangelho (Padre Jaldemir Vitório / Jesuíta): A
parábola do tesouro imperecível está calcada numa ideia corrente
no judaísmo, segundo a qual existe um tesouro celeste, não sujeito
à corrupção. Imaginava-se que as boas obras acumulavam crédito,
a ser resgatado no dia do juízo final. Por isso, no AT, o velho
Tobias aconselhou seu filho a dar esmolas, segundo suas posses. Na
abundância, deveria ser generoso com os pobres. Na carência,
deveria partilhar do seu pouco. A motivação dada era a seguinte:
"Assim acumulas em teu favor um precioso tesouro para o dia da
necessidade".
O
discípulo do Reino ajunta um tesouro no céu, mediante suas boas
obras. No contexto do Sermão da Montanha, estas correspondem ao
conjunto de atitudes e comportamentos compatíveis com os
ensinamentos precedentes - Bem-aventuranças e Antíteses -, e com o
que seguirá. O discípulo encontra, neste Sermão, as pautas de
ação correspondentes à vontade do Pai, para as quais está
reservada a devida recompensa.
Deixar-se
guiar por outros parâmetros é pura insensatez. Seria semelhante a
ajuntar tesouros efêmeros, fáceis de serem destruídos e roubados.
O
mais sensato é optar pelos ensinamentos de Jesus e deixar-se guiar
por eles, pois são portadores de recompensa e podem garantir a vida
eterna, junto do Pai. Fora das palavras de Jesus, só existe
frustração.
INTENÇÕES
PARA O MÊS DE JUNHO:
Intenção
Universal: Apoio aos desempregados - Para que
os desempregados consigam o apoio e o trabalho de que necessitam
para viver com dignidade.
Intenção
para a Evangelização: Raízes
cristãs da Europa - Para
que a Europa reencontre as suas raízes cristãs através do
testemunho de fé dos crentes.
TEMPO
LITÚRGICO:
Tempo
Comum: O Tempo Comum começa no dia seguinte à Celebração
da Festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça-feira antes
da Quaresma. Recomeça na segunda-feira depois do domingo de
Pentecostes e termina antes das Primeiras Vésperas do 1º Domingo
do Advento NALC 44.
Cor
Litúrgica: VERDE - Simboliza a esperança que todo
cristão deve professar. Usada nas missas do Tempo Comum.
Fique
com Deus e sob a proteção da Sagrada Família
Ricardo
Feitosa e Marta Lúcia
Crendo
e ensinando o que crê e ensina a Santa Igreja Católica
Fonte:
CNBB / Missal Cotidiano