Memória:
SÃO LUÍS GONZAGA - Religioso
Prefácio
comum dos santos - Ofício da memória
Cor:
Branco - Ano Litúrgico “A” - São Mateus
Antífona:
Salmo 23,4.3 O homem de coração puro e mãos inocentes é digno de
subir à montanha do Senhor e de permanecer em seu santuário.
Oração
do Dia: Ó
Deus, fonte dos dons celestes, reunistes no jovem Luís Gonzaga a
prática da penitência e a admirável pureza de vida. Concedei-nos,
por seus méritos e preces, imitá-lo na penitência, se não o
seguimos na inocência. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo. Amém!
LEITURAS:
Primeira
Leitura: 2Cr 24,17-25 Mataram Zacarias no pátio do templo do
Senhor.(Cf.Mt 23,35)
Depois
da morte de Joiada, os chefes de Judá vieram prostrar-se diante do
rei Joás, que, atraído por suas lisonjas, se deixou levar por
eles. Os chefes de Judá abandonaram o templo do Senhor, o Deus de
seus pais, e prestaram culto a troncos sagrados e a imagens
esculpidas, atraindo a ira divina sobre Judá e Jerusalém por causa
desse crime. O Senhor mandou-lhes profetas para que se convertessem
a ele. Porém, por mais que estes protestassem, não lhe queriam dar
ouvidos.
Então
o espírito de Deus apoderou-se de Zacarias, filho do sacerdote
Joiada, e ele apresentou-se ao povo e disse: “Assim fala Deus: Por
que transgredis os preceitos do Senhor? Isto não vos será de
nenhum proveito. Porque abandonastes o Senhor, ele também vos
abandonará”. Eles, porém, conspiraram contra Zacarias e
mataram-no a pedradas por ordem do rei, no pátio do templo do
Senhor.
O
rei Joás não se lembrou do bem que Joiada, pai do profeta, lhe
tinha feito, e matou o seu filho. Zacarias, ao morrer, disse: “Que
o Senhor veja e faça justiça!” Ao cabo de um ano, o exército da
Síria marchou contra Joás, invadiu Judá e Jerusalém, massacrou
os chefes do povo, e enviou toda a presa de guerra ao rei de
Damasco. Na verdade, o exército da Síria veio com poucos homens,
mas o Senhor entregou nas mãos deles um exército enorme, porque
Judá tinha abandonado o Senhor, o Deus de seus pais. Assim, os
sírios fizeram justiça contra Joás. Quando eles se retiraram,
deixando-o gravemente enfermo, seus homens conspiraram contra ele,
para vingar o filho do sacerdote Joiada, e mataram-no em seu leito.
Ele morreu e foi sepultado na cidade de Davi, mas não no sepulcro
dos reis. -
Palavra do Senhor.
Comentário: “Comunicaram
a própria mensagem, mas não foram ouvidos” (V. 19).
Multiplicam-se os estudos sobre a comunicação, enquanto a arte e
outras expressões falam de incomunicabilidades, solidão,
hermetismo. A comunicação profética foge certamente à
classificação ordinária, porque é ligada à vida.
A
situação apresentada na leitura de hoje repete-se frequentemente.
Surgem obstáculos que impedem a apresentação da mensagem. Então
a própria existência do anunciador torna-se profecia. É a
comunicação da cruz, em que se paga com a pessoa. Nossos meios de
comunicação de massa nos habituaram a uma restrita aplicação do
vocábulo “profeta”.
Mas
o Concílio nos lembra: “Cristo, o grande profeta... exerce seu
múnus profético não só através da hierarquia, mas ainda por
meio dos leigos, aos quais por isso constituiu suas testemunhas”.
Pesada herança, especialmente nos tempos que corre. Tentamos às
vezes fugir a ela, descarregando a responsabilidade nos chamados
“profissionais” do anúncio: padres, religiosos, catequistas.
Salmo: 88,4-5.
29-30. 31-32. 33-34 (R.29a) Guardarei eternamente para ele a minha
graça!
“Eu
firmei uma Aliança com meu servo, meu eleito, e eu fiz um juramento
a Davi, meu servidor: Para sempre, no teu trono, firmarei tua
linhagem, de geração em geração garantirei o teu reinado!”
Guardarei
eternamente para ele a minha graça e com ele firmarei minha Aliança
indissolúvel. Pelos séculos sem fim conservarei sua descendência,
e o seu trono, tanto tempo quanto os céus, há de durar”.
“Se
seus filhos, porventura, abandonarem minha lei e deixarem de andar
pelos caminhos da Aliança; se, pecando, violarem minhas justas
prescrições e se não obedecerem aos meus santos mandamentos:
Eu
então, castigarei os seus crimes com a vara, com açoites e
flagelos punirei as suas culpas. Mas não hei de retirar-lhes minha
graça e meu favor e nem hei de renegar o juramento que lhes fiz.
Evangelho:
Mt 6,24-34 Não vos preocupeis com o dia de amanhã
Naquele
tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Ninguém pode servir a
dois senhores: pois, ou odiará um e amará o outro, ou será fiel a
um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao
dinheiro. Por isso eu vos digo: não vos preocupeis com a vossa
vida, com o que havereis de comer ou beber; nem com vosso corpo, com
o que havereis de vestir. Afinal a vida não vale mais do que o
alimento, e o corpo, mais do que a roupa?
Olhai
os pássaros dos céus: eles não semeiam, não colhem, nem ajuntam
em armazéns. No entanto, vosso Pai que está nos céus os alimenta.
Vós não valeis mais do que os pássaros? Quem de vós pode
prolongar a duração da própria vida, só pelo fato de se
preocupar com isso? E por que ficais preocupados com a roupa? Olhai
como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam.
Porém, eu vos digo: nem o rei Salomão, em toda a sua glória,
jamais se vestiu como um deles.
Ora,
se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é
queimada no forno, não fará ele muito mais por vós, gente de
pouca fé? Portanto, não vos preocupeis, dizendo: Que vamos comer?
Que vamos beber? Como vamos nos vestir? Os pagãos é que procuram
essas coisas. Vosso Pai, que está nos céus, sabe que precisais de
tudo isso. Pelo contrário, buscai em primeiro lugar o Reino de Deus
e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão dadas por
acréscimo. Portanto, não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois
o dia de amanhã terá suas preocupações! Para cada dia, bastam
seus próprios problemas”. - Palavra da Salvação.
Comentando
o Evangelho (Padre Jaldemir Vitório / Jesuíta): Nada
mais contrário à espiritualidade do Sermão da Montanha do que a
ansiedade por causa da sobrevivência pessoal, em termos de
satisfação das necessidades materiais. A preocupação exagerada
em relação aos bens deste mundo revela que a opção fundamental
do discípulo do Reino está alicerçada na própria segurança e
nos esforços humanos para consegui-la, e não em Deus. Quem orienta
sua vida pela busca do Reino de Deus e sua justiça, não tem por
que deixar-se dominar pela avidez de bens materiais. O olhar do
discípulo centra-se no que é essencial. O resto vem-lhe por
acréscimo.
Numa
sociedade como a nossa, em que somos pressionados a consumir e
acumular para garantir o nosso futuro, e na qual se exalta o valor
do trabalho, da produção e da planificação, é desafiador por em
prática este ensinamento de Jesus. Muitos irão considerá-lo
utópico e impraticável. Outros acharão que seus destinatários
são um pequeno grupo de pessoas especiais, capazes de se manterem
radicalmente livres diante do consumismo moderno. Outros, ainda, o
tomarão como fundamento de uma religião ecológica, baseada num
estilo de vida espontâneo, sem preocupações.
Nada
disto corresponde ao pensamento de Jesus. Seu esforço concentrou-se
em levar os discípulos a terem confiança total em Deus e na sua
providência. Esta será a opção orientadora de suas vidas, eles
saberão como colocá-la em prática.
INTENÇÕES
PARA O MÊS DE JUNHO:
Intenção
Universal: Apoio aos desempregados - Para que
os desempregados consigam o apoio e o trabalho de que necessitam
para viver com dignidade.
Intenção
para a Evangelização: Raízes
cristãs da Europa - Para
que a Europa reencontre as suas raízes cristãs através do
testemunho de fé dos crentes.
TEMPO
LITÚRGICO:
Tempo
Comum: O Tempo Comum começa no dia seguinte à Celebração
da Festa do Batismo do Senhor e se estende até a terça-feira antes
da Quaresma. Recomeça na segunda-feira depois do domingo de
Pentecostes e termina antes das Primeiras Vésperas do 1º Domingo
do Advento NALC 44.
Cor
Litúrgica: VERDE - Simboliza a esperança que todo
cristão deve professar. Usada nas missas do Tempo Comum.
Fique
com Deus e sob a proteção da Sagrada Família
Ricardo
Feitosa e Marta Lúcia
Crendo
e ensinando o que crê e ensina a Santa Igreja Católica
Fonte:
CNBB / Missal Cotidiano