"Seja Bem vindo" - "Este é um espaço a serviço do Reino de Deus. Queremos fazer deste espaço um ponto de encontro com a Fé.” Encontros Catequéticos domingo, as 08h30. “Vida sim, aborto não!” "Este site usa cookies para ajudar a fornecer serviços. Ao usar o site, você concorda com o uso de cookies."

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

CARTA AOS FILIPENSES

20 - CARTA AOS FILIPENSES
"Paulo e Timóteo, servos de Cristo Jesus, a todos os santos que em Cristo Jesus estão em Filipos... Dou graças a meu Deus todas as vezes que me lembro de vós, e sempre em todas as minhas súplicas oro por todos vós com alegria, pela vossa participação no evangelho desde o primeiro dia até agora" (Fl 1,1a.3-5).

Como era costume no tempo de Paulo, a Carta aos Filipenses começa com uma saudação aos membros da comunidade cristã de Filipos, primeira comunidade que ele ajudou a fundar em terras europeias. Além da saudação, Paulo faz questão de dar graças a Deus pela existência da comunidade e por toda a vida que ali desabrochou. Afinal, esse núcleo cristão se comprometeu e testemunhou corajosamente a boa nova de Cristo Jesus e demonstrou, inúmeras vezes, solidariedade a Paulo em momentos difíceis de sua vida missionária (1,7). Por isso, se estabeleceu entre Paulo e a comunidade de Filipos uma relação de ternura: "Deus me é testemunho de que amo a todos com a ternura de Cristo Jesus" (1,8); "Sei que ficarei e continuarei com todos vós, para proveito vosso e para alegria de vossa fé" (1,25). Sem dúvida, a comunidade cristã de Filipos é uma das pupilas dos olhos de Paulo.
Que o estudo e a reflexão dessa carta nos impulsionem a nos comprometer, sempre mais, com a boa nova de Jesus.
Conhecendo um pouco mais sobre Paulo, o autor da Carta aos Filipenses.
É consenso na pesquisa bíblica que o autor da carta aos filipenses é Paulo, um dos personagens mais conhecidos do Novo Testamento.
A partir de algumas informações que aparecem nas cartas paulinas e no livro dos Atos dos Apóstolos, podemos afirmar que Paulo sofreu duas influências em sua educação, decisivas na sua vida e missão:
a) Influência da cultura judaica: na carta aos filipenses, Paulo afirma: "Circuncidado ao oitavo dia, da raça de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu filho de hebreus; quanto à Lei, fariseu" (3,5). Cada uma dessas informações atesta sua origem. Paulo é um judeu desde o seu nascimento: passou pelo rito da circuncisão, sinal da aliança com Deus; pertence a uma importante tribo israelita, que era, também, a do primeiro rei de Israel, Saul, cujo nome Paulo compartilhava. Além disso, ele é hebreu filho de hebreus, o que significa conhecer e falar a língua de seus antepassados. Finalmente, seu ardor religioso levou-o a fazer parte do grupo dos fariseus. Desse grupo guardou, principalmente, a crença no messianismo e na vida futura.
b) Influência da cultura greco-romana: O livro de Atos informa que Paulo é de Tarso, cidade fora da Palestina e um centro da cultura grega. Logo ele aprendeu a língua grega por meio da leitura e da escrita e estudou as obras de importantes autores gregos. Por isso, Paulo demonstrava facilidade em transitar nos centros urbanos e no mundo Greco romano e foi capaz não só de anunciar a boa nova nesses locais, mas também de formar comunidades adaptadas a essa realidade.
Conhecendo o Império Romano
No ano 148 a.C, a Macedônia se torna província romana e o mesmo acontece com todas as cidades pertencentes a essa região, entre elas Filipos. Quando Paulo chega à cidade, em sua segunda viagem missionária, entre os anos 49 e 52 d.C., ela continua sob o domínio romano. Na Carta, encontramos a seguinte informação: "Todos os santos vos saúdam, especialmente os da casa do Imperador" (4,22).
O que significa estar sob o domínio dessa grande potência? De onde vem sua riqueza? Como esse Império se organiza e de que modo domina?
O Império Romano está sustentado por três pilares: a escravidão, a propriedade privada da terra e o comércio.
1) Escravidão - A mão de obra escrava é encontrada em toda e qualquer ocupação ou atividade civil e é utilizada como força de trabalho na produção da vida material, predominantemente nas minas, na agricultura e no serviço doméstico dos grandes senhores. Alo escrava/o não é considerada/o uma pessoa, mas um bem do mesmo nível que uma extensão de terras, uma cabeça de gado ou uma saca de grãos, por exemplo. Além disso, escravas e escravos, consideradas/os como mercadorias, são facilmente transportadas/os de um local para outro, o que aumenta sua importância.
2) Propriedade privada da terra - As vastas extensões de terra pertencem à elite romana e quem as cultiva é a mão de obra escrava. Da concentração de terra e do trabalho escravo a elite extrai o excedente da produção geradora de riqueza. Este excedente a elite utiliza para sustentar uma vida de luxo e pompa nos centros urbanos do Império.
3) Comércio - O Império entra em constantes batalhas. Os territórios conquistados são anexados às terras imperiais e seus habitantes escravizados.
Consequentemente aumenta a produção agrícola, uma vez que há terras e mão de obra abundante.
A produção intensa exige um forte esquema comercial, que é favorecido pelas muitas estradas abertas pelo Império e pelo aumento de segurança nas rotas marítimas. Além disso, a moeda única e um sistema bancário que fornece financiamento de crédito ajudam a garantir o domínio imperial nas regiões conquistadas aumentando, dessa forma, os mercados compradores. Essa "roda viva" sustenta o grande fluxo comercial do Império.
Além desses três fatores, o Império Romano conta com um exército bem equipado e bem remunerado, que garante a sua estabilidade. São funções do exército romano:
• Favorecer as conquistas romanas, obrigando as províncias conquistadas a sustentar a riqueza de Roma;
• Controlar a população livre e a população escrava;
• Estabelecer a "Pax Romana", ou seja, eliminar os muitos focos de resistência e de rebeliões por meio da força, e garantir uma segura arrecadação de tributos.
A cidade de Filipos é colônia do Império Romano. Ela parece uma Roma em miniatura. Uma volta ao passado ajuda a imaginar essa cidade.
Conhecendo a cidade de Filipos
Em torno do ano 360 a.C., Filipe, pai de Alexandre, o Grande, conquista Krenides e dá a ela um novo nome em sua própria homenagem: Filipos. No ano 160 ela é conquistada pelos romanos, mas isso não a torna importante. É no ano 42 a.C. que Filipos entra para a história.
Uma batalha realizada ali, entre as forças republicanas representadas por Brutus e Cassius de um lado, e as forças imperiais, que querem vingar a morte de César, representadas por Otávio e Antônio de outro, imortaliza a cidade. Antônio e Otávio defensores do Império, vencem.
Anos depois, em 31 a.C., Otávio e Antônio deixam de ser aliados e entram em disputa. Otávio sai vencedor na batalha de Actium e, para recompensar seus aliados, eleva Filipos à dignidade de Colônia Julia Augusta Philipensis. Instala na cidade veteranos das legiões romanas (exercito) e, também, agricultores da Itália, dando-lhes grandes extensões de terra. Enquanto colônia, Filipos ganha autonomia diante do governo provincial; tem direito de regulamentar seus próprios assuntos cívicos e de cunhar suas próprias moedas. Além disso, seus habitantes com cidadania romana podem desfrutar dos seguintes privilégios: comprar e vender propriedades;
- isenção de impostos territorial e individual;
- usufruir da proteção da lei romana; não serem presos e nem sofrer açoites (a prisão só em casos extremos, como uma traição, por exemplo);
- direito de apelar ao imperador em caso de julgamento.
Ainda que Filipos seja habitada por um grande número de romanos, em média 35% da população, nela há muitos gregos, sírios, macedônios e descendentes dos antigos moradores trácios e fenícios. Seus habitantes orgulham-se da cidade, de seus laços com Roma, de seguirem os costumes, obedecer às leis romanas e de se vestirem como romanos.
A cidade conta com terras férteis e com uma localização geográfica que contribuem para seu crescimento.
Seu território, regado por diversas fontes, apresenta um solo sempre úmido e fértil, favorável à produção de diversos produtos, como trigo, uva, azeite e frutas. É possível, ainda, criar animais de pequeno porte e retirar madeira de suas florestas para a exportação. Além disso, a proximidade com o porto de Neápolis e com a via Egnátia faz da cidade importante via de acesso, uma vez que essa estrada liga o oriente ao ocidente, favorecendo o fluxo comercial.
A circulação de diferentes pessoas na região e a presença de moradoras/es de diversas origens culturais fazem de Filipos uma cidade que apresenta forte diversidade religiosa. Do povo trácio, os filipenses recebem a prática de ritos de fertilidade, dedicados à deusa Bendis, também conhecida por Ártemis, pelos gregos. Marte é venerado como deus, tanto da agricultura como da guerra, sob o nome trácio de Mindrito, além de Silvano, um deus italiano dos campos e florestas.
Outras divindades importadas do oriente também são cultuadas: Ísis, principal protetora da cidade; Serápis, Asclépio, Mên e a grande deusa-mãe Cibele. O "Deus Altíssimo" mencionado em At 16,17 parece estar relacionado a Sabázio, identificado como Javé no judaísmo helenizado.
Algo novo surge no chão da cidade de Filipos: uma comunidade cristã viva, sensível e que participa ativamente no trabalho de expansão da boa nova. Conhecendo a comunidade cristã de Filipos
O livro de Atos nos fornece informações sobre a comunidade cristã de Filipos: Paulo sai de Trôade acompa- nhado por Silas e Timóteo, atravessa o mar Egeu, passa pela ilha da Samotrácia e chega ao porto de Neápolis. Do porto seguem pela via Egnátia até chegar a Filipos (At 16,11-12). A caminhada é de mais ou menos dezesseis quilômetros.
Após alguns dias, os três ficam sabendo que um grupo de pessoas costumava rezar fora da cidade, às margens de um rio. Eles se dirigem para o local, onde encontram algumas mulheres que costumam se encontrar para fazer suas orações. É dia de sábado (At 16,13). Os missionários começaram a lhes falar. Entre elas se encontra Lídia, original da cidade de Tiatira, na Ásia Menor. Seu nome pode indicar que se trata de uma liberta, ou seja, uma escrava que comprou sua liberdade. Lídia é negociante de púrpura e "adoradora de Deus" (At 16,14). Tal expressão é usada, normalmente, para pessoas simpatizantes do judaísmo e observante de suas práticas religiosas. Essa mulher acolhe o evangelho, recebe o batismo com os de sua casa e oferece lugar para os missionários se hospedarem em sua casa (At 16,15).
Pouco sabemos da composição da comunidade de Filipos. Na própria carta, Paulo cita os nomes de Epafrodito, Evódia, Síntique, Sízigo, todos nomes de origem grega, indicando que a comunidade compunha-se de vários membros vindos da cultura grega e apenas o nome de Clemente, indicando um membro de origem romana. Estudiosos afirmam que 35% da comunidade compunha-se de romanos.
Como características dessa comunidade cristã, podemos destacar a solidariedade e a generosidade.
Por diversas vezes Paulo pôde contar com sua ajuda: "Vós mesmos bem sabeis, filipenses, que no início da pregação do Evangelho, quando parti da Macedônia, nenhuma Igreja teve contato comigo em relação de dar e receber, senão vós somente" (4,15); "E, quando entre vós sofri necessidades, a ninguém fui pesado, pois os irmãos vindos da Macedônia supriram minha penúria" (2Cor 11,9). Também na coleta para os cristãos de Jerusalém os filipenses contribuíram prontamente (2Cor 8,1-2).
Na comunidade cristã de Filipos encontramos mulheres que desempenham papel de liderança. Dos quatro nomes citados na carta, dois são de mulheres que, segundo Paulo, trabalham arduamente a seu lado na proclamação do evangelho (4,3). Pela carta, percebemos, ainda, o quanto a comunidade é afetuosa. Paulo, por diversas vezes, demonstra carinho e afeto por seus membros e é correspondido na mesma altura. Ao se dirigir à comunidade ele não se denomina apóstolo, mas servo de Jesus Cristo. Isso parece demonstrar que Paulo não precisa convencê-la de sua autoridade apostólica como em outras situações (Rm 1,1; 1 Cor 1,1; 2Cor 1,1; GI 1,1). A confiança e o respeito mútuos superam a necessidade de títulos.
Contudo, a comunidade cristã de Filipos não é perfeita. Nela parece haver diferenças sociais. Entre seus membros encontramos pessoas que possuem cidadania romana e pessoas que não a possuem; pessoas pobres; pessoas escravas. Tais divisões provocam conflitos e geram egoísmo, presunção, busca dos próprios interesses (2,3-4); murmuração, resmungos (2,14) e disputas (4,2). Paulo, porém, se dirige a todos os membros com afeto e os convida à harmonia e aos cuidado mútuos.
Conhecendo a Carta aos Filipenses
De acordo com pesquisas recentes, Paulo estava preso em Éfeso, entre os anos 52 e 54 d.C., quando escreveu partes da Carta. Um olhar mais atento ao lê-la nos leva a perceber rupturas na sua estrutura. Por exemplo, nos capítulos 1,1 até 3,1 a, o texto apresenta uma continuidade de estilo e de conteúdo parecendo que tudo foi escrito num mesmo período. O tom desses capítulos é suave, alegre, afetivo.
No entanto, no capítulo 3,lb-21 acontece uma diferença em relação ao que foi escrito anteriormente; o assunto muda e não há conexão com o que fora escrito. O tom da carta passa a ser agressivo, e Paulo alerta a comunidade contra possíveis adversários. A ruptura é perceptível em 4,10-20. Nesses versículos
Paulo agradece por um donativo recebido e não fica claro por que o apóstolo espera o fim da carta para agradecer, uma vez que seus sentimentos de gratidão são tão fortes no texto. Esses dez versículos parecem fazer parte de um bilhete escrito às pressas, logo após o recebimento do donativo feito pelos filipenses.
Tais constatações nos levam a supor que os redatores finais da carta juntaram as correspondências de Paulo para os cristãos de Filipos, colocaram uma só saudação, uniram as conclusões e saudações finais de forma que o texto aparecesse como uma única carta. Nesse subsídio, adotaremos a hipótese das três cartas, com a seguinte divisão:
1) Carta A: 1,1-2; 4,10-20 - seria a carta mais antiga. Paulo está preso e a comunidade de Filipos envia-lhe ajuda pessoal e financeira. Naquele período como hoje, os prisioneiros eram abandonados pelas pessoas mais próximas e passavam necessidades. Paulo, que não tem costume de aceitar ajuda econômica das comunidades, abre uma exceção por se tratar da comunidade de Filipos. Logo após a chegada de Epafrodito trazendo ajuda, Paulo teria escrito esse bilhete de agradecimento.
2) Carta B: 1,1-3,la; 4,2-9.21-23 - carta posterior à carta A. Paulo ainda está preso. O conteúdo desses capítulos é a perseguição que ele sofre pela boa nova Jesus e a divisão que existe na comunidade. O conhecido "hino cristológico" está nessa segunda carta (2,6-11).
3) Carta C: 3,1b-4,1 - última carta. Nesses versículos vemos uma mudança de tema e uma alteração no tom adotado. Paulo não fala mais como alguém que está na prisão, mas como alguém que adverte a comunidade contra possíveis adversários.
Provavelmente são missionários judeu-cristãos que anunciam um Jesus de milagres e triunfos diferente de Paulo, que coloca como centro de sua pregação Cristo crucificado. Paulo é duro com esses adversários (3,18). A mensagem é a mesma da carta B: Não há outro Cristo a não ser o Jesus crucificado. O tom violento nos lembra a Segunda Carta aos Coríntios. Os adversários parecem ser os mesmos.
Aprendendo com Paulo e a Carta aos Filipenses
• A carta mostra como a missão evangelizadora é tarefa comunitária. Por isso, são muitas as pessoas envolvidas: Paulo, Timóteo, Silas, Epafrodito, Lídia, Sízigo, Clemente, Evódia, Síntique, os cristãos da casa do Imperador, os epíscopos (vigilantes) e diáconos (servos).
• A carta mostra a importância da presença e da participação das mulheres na Igreja de Filipos.
Na casa de uma delas a Igreja se reúne. Outras duas, Evódia e Síntique, são lembradas como tendo lutado muito pelo Evangelho.
• Em Filipenses transparece a importância da manifestação de sentimentos no trabalho evangelizador. O afeto e carinho que Paulo nutre pela comunidade são visíveis no texto (1,7; 2,12; 4,1; 1,8).
• A importância da oração e da mística no trabalho pastoral e na vida missionária aparece na carta.
• Filipenses guarda um importante hino cristológico. Ele é a síntese do Evangelho que Paulo anuncia: Cristo Jesus crucificado e ressuscitado
(2,6-11).
• Paulo se apresenta como alguém que toma posição diante de uma situação que ele julga prejudicar o anúncio da boa nova (3,2-3.18).
• A Carta convida a um alegre testemunho de vida a partir da esperança na parusia - vinda do Senhor.
A comunidade já vive a presença do Senhor por experimentar a paz, fruto do amor solidário entre irmãs e irmãos, conforme o evangelho de Cristo crucificado/ressuscitado (4,2-9).
• A comunidade de Filipos ensina que a boa nova de Jesus exige a prática da solidariedade e da partilha dos bens (4,10-20).
Este subsídio apresenta sete roteiros para encontros que ajudam a entender a Primeira Carta de Paulo aos Filipenses, de forma que ela possa iluminar a caminhada de nossas comunidades, hoje. O livro está dividido da seguinte forma:
Primeiro encontro: FI 1,3-11. Paulo estabelece com a comunidade cristã de Filipos um relacionamento de afeto, de amor e de carinho. O estreitamento dos laços fraternos entre os membros da comunidade é fonte de evangelização.
Como fazer Lectio Divina com a Carta aos Filipenses
"Humilhação e exaltação" FILlPENSES 2,5-11
Paulo fez desta Epístola um texto breve, cativante e repleto de seus sentimentos mais profundos para com uma comunidade muito amada. Até mesmo os dissabores causados pelos judaizantes trouxeram um bem: fazer vir à luz um impactante hino a Cristo (2.1-11), carregado de esperança para os cristãos de cada época da história. A carta do amigo acossado pelos apuros desnuda um coração agradecido, o qual tem saudades de uma comunidade capaz de vencer as ameaças circundantes. Paulo, fascinado pelo ressuscitado, deseja contagiar seus queridos filipenses com tal experiência; deste modo, convoca os que oram com esta carta: "Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar que Cristo Jesus tinha...”
Exercício de Lectio Divina para a Carta aos Filipenses
Leitura (Lectio)
Filipos foi a primeira cidade "europeia" na qual Paulo fundou uma comunidade cristã durante sua segunda viagem missionária, por volta do ano 49 d.C. e com efeito, Lucas descreve com esmero a chegada de Paulo, Silas e Timóteo à cidade de Filipos, onde se detiveram alguns dias e semearam a semente do evangelho (At 16,8-40). Também no decorrer da terceira viagem missionária, Paulo quis visitar a comunidade de Filipos, segundo seu próprio testemunho e o de Lucas (1Cor 16,5; 2Cor 2,13; 7.5; At 19,21; 20.1-6). Acontece que em Filipos se formou uma igreja cordial e generosa, com a qual Paulo manteve estreitos vínculos de amizade e comunhão (FI 1,8; 4,1), a ponto de ser a única comunidade da qual o apóstolo, contrariamente a seus princípios, aceitou ajuda econômica (FI 4,14-16).
Paulo encontra-se no cárcere, com o risco, inclusive, de ser condenado à morte (FI 1,19-23); ao inteirar-se do fato, os filipenses decidem enviar-lhes algumas ajudas por meio de Epafrodito.
Paulo, por sua vez, escreve-lhes para agradecer-lhes e para reforçar os estreitos vínculos de afeto recíproco. Aproveita a ocasião para enforná-los sobre como vão as coisas em relação ao anúncio das Boas-Novas cristãs, para colocá-los em guarda contra possíveis perigos e para animá-los a continuar trabalhando com entusiasmo pela causa do evangelho. Embora seja verdade que em Filipos as coisas caminhassem bastante bem, tampouco faltavam incompreensões (FI 4,2-3); ademais, constatava-se a presença de pregadores de corte "judaizante", que estavam ameaçando seriamente a ação evangelizadora do apóstolo (FI 3.2). São estas as circunstâncias nas quais surge e se deve entender a mensagem da Carta aos Filipenses.
O hino de Filipenses 2,6-11 é um tesouro da fé cristã, onde se rende honra de Jesus Cristo, que se humilhou, fazendo-se homem (encarnação) e sofrendo a ignominiosa morte na cruz, para, a seguir, ressuscitar e ser exaltado e glorificado como Senhor do universo. Deste modo, Paulo apresenta Cristo humilde, que faz uma opção fundamental pela obediência ao Pai e pelo serviço aos irmãos, para que os cristãos tenham "o mesmo modo de pensar que Cristo Jesus tinha" (2,5); isto é, sejam também eles humildes e serviçais, dispostos a realizar o projeto de Deus e a solidarizar-se com os irmãos para construir a unidade e a comunhão da Igreja.
O primeiro dos movimentos que descreve o hino a propósito do mistério de Cristo, ou seja, sua humilhação, expressa sua radical solidariedade com a humanidade, especialmente com todas aquelas pessoas que sofrem marginalização, abandono e exclusão: "ele abriu mão de tudo o que era seu e tomou a natureza de servo". No segundo movimento, ou seja, o da exaltação, o sujeito das ações é Deus Pai, que outorga a Jesus Cristo o senhorio universal. Quando se reconhece e se adora a majestade de Cristo, está-se dando glória a Deus Pai; deste modo, fica claro que todos os esforços para libertar e promover a vida dos excluídos, dos marginalizados, dos escravizados na sociedade é também modo excelente de glorificar a Deus.
Meditação (Medição)
São Paulo convida a ter os mesmos sentimentos que teve Jesus Cristo e, a seguir, oferece o hino de sua humilhação e exaltação.
Procuro também ter os mesmos sentimentos do Senhor?
Demonstrando sua absoluta liberdade interior, Jesus não se apegou avidamente a todas as suas prerrogativas e motivos de glória. .
Sou capaz de desprender-me de todas as realidades que possam representar motivo de orgulho para mim: riquezas, cargos de poder, títulos, vantagens, seguranças, etc?
Que tipo de sentimentos tenho em relação a mim mesmo, às demais pessoas, às coisas criadas?
Aprendi a despojar-me de tudo e ser livre, para deixar-me encher de Deus?
O aniquilamento de Cristo Jesus era manifestação clara de solidariedade com os mais pobres do mundo, com aqueles que não têm privilégios e são escravizados.
Em que ponto se encontra minha solidariedade com os necessitados e excluídos, com os marginalizados e desprezados da sociedade?
Mantenho-me indiferente diante do sofrimento dos irmãos que foram despojados e ultrajados pelos poderosos deste mundo, e cujos direitos foram transgredidos?
Sei perceber a presença de Cristo, que continua padecendo a humilhação e a morte em cada irmão que sofre?
Deus exaltou seu Filho, ressuscitando-o e colocando-o no lugar mais elevado que pode existir; concedeu-lhe o título de Senhor do universo e da história, para que todos os que o adoram, rendam também glória ao Pai do céu.
Reconheço na ressurreição e na exaltação de Cristo o caminho e a meta final de nossa existência cristã?
De que maneira estou colaborando para que se rendam honra e glória a Deus na promoção e na libertação dos irmãos socialmente excluídos, humilhados e pisoteados em sua dignidade e em seus direitos?
O que faço concretamente pela promoção humana e pela libertação cristã de nossos povos?
Oração (Oratio)
Deus Pai, Todo-Poderoso, aceitaste o gesto de humilhação de teu Filho, e o ressuscitaste, exaltando-o como Senhor do céu e da terra, para constituí-lo salvador e libertador da humanidade inteira; agradeço por prova tão ímpar de teu amor e de tua bondade para conosco...
Pai bondoso, peço-te a graça de associar-me ao mistério de teu Filho: que eu também saiba despojar-me de minhas seguranças para obedecer-te em liberdade de espírito e em solidariedade com meus irmãos mais pobres e necessitados...
Ajuda-me, Senhor, para que a glorificação de teu Filho marque a trilha de meu próprio caminho e de meu destino eterno. Que eu possa participar de seu triunfo sobre o pecado e sobre a morte, depois de ter partilhado com Ele sua renúncia e tomado parte no mistério ele sua paixão redentora...
Contemplação (Contemplatio)
Medito por alguns momentos o imenso amor de Cristo, que quis rebaixar-se até a morte pela minha salvação, e que, ao ser glorificado por Deus, abriu-me o caminho e indicou-me a meta de meu destino final, junto ao Pai do céu.
Ação (Actio)
Que compromisso concreto em benefício de meus irmãos mais pobres e abandonados da sociedade me sugere a solidariedade radical de Cristo?
Pe. Raimundo Aristide da Silva

http://www.padreray.com.br/inicio/blog/24-20-Carta-aos-Filipenses.html

"A catequese não prepara simplesmente para este ou aquele sacramento. O sacramento é uma consequência de uma adesão a proposta do Reino, vivida na Igreja (DNC 50)."

Documento Necessário para o Batismo e Crisma

Certidão de Nascimento ou Casamento do Batizando;

Comprovante de Casamento Civil e Religioso dos padrinhos;

Comprovante de Residência,

Cartões de encontro de Batismo dos padrinhos;

Documentos Necessários para Crisma:

RG do Crismando e Padrinho, Declaração de batismo do Crismando, Certidão ou declaração do Crisma do Padrinho, Certidão de Casamento Civil e Religioso do Padrinho/Madrinha e Crismando se casados.

Fonte: Catedral São Dimas

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Reflexão

REFLEXÃO

A porta larga que o mundo oferece para as pessoas é a busca da felicidade a partir do acúmulo de bens e de riquezas. A porta estreita é aquela dos que colocam somente em Deus a causa da própria felicidade e procuram encontrar em Deus o sentido para a sua vida. De fato, muitas pessoas falam de Deus e praticam atos religiosos, porém suas vidas são marcadas pelo interesse material, sendo que até mesmo a religião se torna um meio para o maior crescimento material, seja através da busca da projeção da própria pessoa através da instituição religiosa, seja por meio de orações que são muito mais petições relacionadas com o mundo da matéria do que um encontro pessoal com o Deus vivo e verdadeiro. Passar pela porta estreita significa assumir que Deus é o centro da nossa vida.

reflexão sobre o Dízimo

A espiritualidade do Dízimo

O dízimo carrega uma surpreendente alegria no contribuinte. Aqueles que se devotam a esta causa se sentem mais animados, confortados e motivados para viver a comunhão. O dízimo, certamente, não é uma questão de dinheiro contrariando o que muitos podem pensar. Ele só tem sentido quando nasce de uma proposta para se fazer a experiência de Deus na vida cristã. Somos chamados e convocados a este desafio.

Em caso contrario, ele se torna frio e distante; por vezes indiferente. A espiritualidade reequilibra os desafios que o dízimo carrega em si. "Honra o Senhor com tua riqueza. Com as primícias de teus rendimentos. Os teus celeiros se encherão de trigo. Teus lagares transbordarão de vinho" (Pr 3,9-10). Contribuir quando se tem de sobra, de certa forma, não é muito dispendioso e difícil. Participar da comunhão alinha o desafio do dízimo cristão.

Se desejar ler, aceno: Gn 28, 20-22; Lv 27, 30-32; Nm 18, 25-26 e Ml 3, 6-10.

Fonte : Pe. Jerônimo Gasques

http://www.portalnexo.com.br/Conteudo/?p=conteudo&CodConteudo=12

Programe-se

Catequese com Adultos/ Paróquia NSª do Rosário - todo domingo das 08h30 as 10h00 / "Vida Sim, Aborto não!"

" Encontros Catequéticos domingo, as 08h30."

*Catequese com Adultos/ Paróquia Nossa Senhora do Rosário - Vila Tesouro - São José dos Campos - SP. * "Vida sim, aborto não!

Este blog pode possuir foto (imagem) retirada da internet caso seja o autor, por favor, entre em contato para citarmos o credito.