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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Homilia do 3º DOMINGO DO ADVENTO - 11 de dezembro de 2016

Dom Vilson Dias de Oliveira, DC
Bispo Diocesano de Limeira, SP


“O que vemos e ouvimos em Jesus prova que Ele é o Messias!”

Leituras: Isaías 35, 1-6a.10; Salmo 145 (146), 7.8-9a.9bc-10; Tiago 5, 7-10; e Mateus 11, 2-11.

COR LITÚRGICA: ROXO OU RÓSEO.
Animador: No terceiro Domingo do Advento celebramos a alegria da proximidade do Senhor. É o chamado “Domingo da alegria”. O Advento, tempo de espera pela chegada do Senhor, vai crescendo na alegria e na ansiedade ante o Deus que se aproxima. É um tempo privilegiado, é preparação de festa, alegria profunda e discreta, crescente e consistente. Não é alegria passageira, não é surpresa repentina. Esta é a terceira semana de um tempo construído e vivido na expectativa de um grande encontro, nosso encontro com o próprio Deus, que se faz humano e habita entre nós.

1. Situando-nos brevemente
Iniciamos a terceira semana do Advento, preparando-nos para a celebração do Senhor que vem. O tempo do Advento é um tempo em que o Senhor vem e nos alerta para a verdade de sua vinda no meio de nós.

A terceira vela que acendemos na coroa de Advento nos faz sentir que já fizemos um bom caminho de preparação para celebrarmos a vinda daquele que é o segredo da melhor qualidade de vida para os povos. Aproxima-se a festa da vinda do Salvador. Por isso, este domingo é o domingo chamado “da alegria”, pelo prazer que sentimos pela proximidade da sua vinda.

Vimos no domingo passado a figura de João Batista exercendo um ministério profético no deserto de nossa história. Vimos o profeta chamando-nos à conversa, isto é, a uma mudança de vida, porque o Reino dos céus está próximo. O jeito de ser e agir de Deus em prol dos fracos e oprimidos está aí como uma realidade, um exemplo a ser seguido, e dela não tem como fugir.

Os moradores de Jerusalém, de toda a Judeia e dos entornos do rio Jordão – sobretudo o povo pobre, oprimido e sem amparo, que esperava ansiosamente por uma saída libertadora – vinham ao encontro de João, confessavam-se pecadores e eram batizados.

2. Recordando a Palavra
O Evangelho de hoje nos apresenta o profeta João Batista na prisão, literalmente na cadeia. Motivo: havia jogado na cara dos poderosos políticos e religiosos corruptos todo o mal que praticavam contra milhares de pessoas simplesmente abandonadas. Resultado: prisão para ele, talvez até por “desacato” às “autoridades” constituídas!

João tinha ouvido falar “das obras de Jesus” (Mt 11,2). Mas ainda pairava em sua cabeça alguma dúvida sobre quem seria esse Jesus. Será que é mesmo o esperado desde tempos remotos? Será ele “o que deve vir”, o Messias, o salvador tão aguardado, que leva a lei e os profetas à plenitude? E João manda discípulos seus perguntarem a Jesus: “És tu, aquele que há de vir, ou devemos esperar um outro?” (v.3).

Em resposta, Jesus apenas lembra o que todos estão ouvindo e vendo: “os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados” (v.5). Em outras palavras: confere perfeitamente com o que fora anunciado pelos antigos profetas, a saber, que no futuro tudo iria dar certo. Logo, a evidência das obras de Jesus, de recuperação da qualidade de vida do povo, o comprovam: ele é de fato o Messias esperado, a personificação atual do próprio Deus que vem para salvar.

Pobre entre os pobres, com ele chegou ao mundo o Reino de Deus. E feliz quem não se escandaliza por causa dele (v.6). Jesus reconhece e elogia o estilo despojado de viver de Joao Batista, bem como a sua profética missão de mensageiro do Reino que vem chegando.

No entanto, quem se faz menor com os menores no Reino dos Céus, esse é ainda maior que João Batista. E quem é esse menor? Jesus mesmo e toda pessoa que não se escandaliza dele, mas entra no seu jogo de solidariedade com os pequenos. São felizes. Por quê? Porque acolhem o próprio jeito de Deus viver e agir, que Jesus personifica.

Ouvimos, há pouco, o profeta Isaías, em tempo de profunda crise e depressão, a expressar sonhos de salvação futura: a volta dos excluídos, a cura dos enfermos, a natureza toda em festa. “A vinda salvadora de Deus transforma o deserto em paraíso, cura os enfermos, vence a maldição do pecado de Adão (Gn 3). Liberdade, alegria, felicidade: a gente gostaria de vê-la antes de acreditar que existem, mas Deus dá um novo modo de ver, ouvir e falar ( cf. Is 35,5-6; cf. Evangelho). Recebemos nova capacidade para acatar a verdade e a realidade de Deus” (J.Konings. Op. , p.41-42).

A vinda de Jesus é a prova de que Deus é fiel para sempre e exerce a justiça e prol dos fracos. Por isso, cantamos hoje o Salmo 145, cujo refrão ressoa assim: “Vinde, Senhor, para salvar o vosso povo!”

E, na Carta de São Tiago, Deus nos encoraja hoje no sentido de aguardar sem desistência a vinda do Senhor (Tg 5, 7-10). Ter a teimosa paciência do agricultor, a boa convivência uns com os outros, a firmeza dos profetas. Em uma palavra, movidos de profunda esperança no Deus que salva, com espirito de pobre, isto é, desapegados, entremos no jogo do justo juiz que “está às portas”.

3. Atualizando a Palavra
A Palavra de Deus, neste terceiro domingo do Advento, no fundo, suscita em nós uma profunda esperança. Esperança que nos enche de alegria. Alegria que nos dá firmeza em nossa caminhada de fé cristã. E tudo nos convocando à celebração e vivência desta fé no nosso dia a dia, dentro do mundo complexo em que vivemos.

Nosso irmão biblista e teólogo, o jesuíta Pe. Johan Konings, sintetiza tudo com as seguintes palavras: “A esperança suscita em nós alegria confiante: Deus deu início à realização de seu projeto. Quando se olha com objetividade o que a Palavra de Cristo já realizou no mundo, apesar das constantes recaídas de uma humanidade inconstante, reconhecemos que ela foi eficaz. Devemos também olhar para os sinais que se realizam hoje: a transformação impulsionadora pelo Evangelho de Cristo se reflete na nova consciência do povo, que assume sua própria história na construção de uma sociedade mais fraterna.

A esperança fundamenta uma fraqueza permanente, confiante de que Deus erradicará o mal que ainda persiste.

A esperança exterioriza-se na celebração, expressão comunitária de nossa alegria e confiança.

A esperança do cristão é Jesus. Ele é aquele que havia de vir. Não precisamos ir atrás de outros messias, oferecidos pelo mundo do consumo, por promessas politicas ambíguas e assim por diante. Consumo e política são propostas humanas, e podemos servir-nos delas conforme convém, com liberdade. Mas o Messias vem de Deus; ele merece nossa adesão, nele podemos acreditar. Chama-se Jesus (cf. Mt 11,6)!

Esperamos que o amor e a justiça que Cristo veio trazer ao mundo, e nos quais somos chamados a participar ativamente, realizem o plano de Deus para a humanidade, desde já e para sempre, ‘assim na terra como no céu’” (Ibidem, p. 43).

4. Ligando a Palavra com ação litúrgica
Este domingo tem sido chamado tradicionalmente de domingo “Gaudete”, isto é, domingo do “Alegrai-vos”. O nome vem da Antífona de Entrada, tirada de Filipenses 4,4.5: “alegrai-vos sempre no Senhor. De novo eu vos digo: alegrai-vos! O Senhor está perto”.

Por isso, com razão rezamos logo no início desta nossa celebração: “Ó Deus de bondade, que vedes o vosso povo esperando fervoroso o Natal do Senhor, concedei que cheguemos às alergias da Salvação e celebrá-las sempre com intenso júbilo na solene liturgia” (Oração do dia).

Chegaremos a tais alegrias à medida que nos purificarmos de muitos padrões e que, perigosamente, levam a nos escandalizarmos de Jesus, isto é, nos levam a temer entrar no jeito de Deus ser e agir personificado no jeito de ser e agir do Jesus solidário com os pequenos. Por isso, com razão, depois de participarmos da Ceia do Senhor que se faz pobre, Corpo entregue e Sangue dele derramado para todos nós, o sacerdote suplica em nome de todos: “Imploramos, ó Pai, vossa clemência, para que estes sacramentos nos purifiquem dos pecados e nos preparem para as festas que se aproximam” (Oração depois da comunhão).

Oração dos fiéis:
Presidente: Na alegria da proximidade do Natal, elevemos a Deus nossas preces com a confiança de filhos e filhas.
1. Vem Senhor, e tornai a Igreja sempre mais santa e comprometida com o Reino de teu Filho Jesus. Peçamos:
Todos: (Cantado) Ó vem, Senhor, não tardes mais, vem saciar nossa sede de paz!
2. Vem Senhor, e tornai o coração dos nossos governantes mais generosos com aqueles e aquelas que estão à margem da sociedade. Peçamos:
3. Vem Senhor, e tornai forte os corações e a vida dos nossos irmãos e irmãs sofredores. Peçamos:
5. Vem Senhor, e tornai nossa comunidade mais corajosa, para manifestar a força de teu amor e de tua misericórdia. Peçamos:
(Outras intenções)
Presidente: Ó Deus, que possamos viver a alegria da glória de teu Filho e a restauração de toda humanidade, ouvi a prece que fazemos. Por Cristo, nosso Senhor.
Todos: Amém.

Oração da Campanha da Evangelização
Todos: Pai Santo, quisestes que a vossa Igreja/ fosse no mundo fonte de salvação/ para todas as nações,/ a fim de que a obra do Cristo que vem/ continue até o fim dos tempos.
Aumentai em nós o ardor da evangelização, / derramando o Espírito prometido,/ e fazei brotar em nossos corações/ a resposta da fé./ Por Cristo, nosso Senhor./ Amém.
Todos: Amém.

III. LITURGIA EUCARÍSTICA

ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS:
Presidente: Possamos, ó Pai, oferecer-vos sem cessar estes dons da vossa devoção, para que, ao celebrarmos o sacramento que nos destes, se realizem em nós as maravilhas da salvação. Por Cristo, nosso Senhor.
Todos: Amém.

ORAÇÃO APÓS A COMUNHÃO:
Presidente: Imploramos, ó Pai, vossa clemência para que estes sacramentos nos purifiquem dos pecados e nos preparem para as festas que se aproximam. Por Cristo, nosso Senhor.
Todos: Amém.

ATIVIDADES DA SEMANA
Dia 10 de dezembro – sábado: Missa – formatura Teologia e Catequese – 09h30min na Catedral; Crisma – Santa Rita de Cássia – Leme – presidida pelo Padre João Luiz – 19h00; e Instalação da Paróquia Santo Expedito – Limeira – Padre Donizete

Dia 11 de dezembro – domingo: Crisma – Nossa Senhora Desatadora de Nós – presidida pelo Padre Ciro – 09h00 – Americana, SP; Instalação da Paróquia São Judas Tadeu - Descalvado – Padre Alex Turek; Crisma – Nossa Senhora Aparecida – Porto Ferreira – 18h00 – Padre Ricardo Petry.

Dia 13 de dezembro – terça-feira: Consulta nutricionista – 17h00; Crisma – na comunidade Bom Jesus da Paróquia São Benedito – 19h30mim – Limeira – presidida pelo Padre Alexander; Instalação da Paróquia Santa Luzia – Cordeirópolis – 19h30min.

Dia 14 de dezembro – quarta-feira: atendimento na residência episcopal – 10h00; Assinatura Digital na ACIL – 15h

Dia 15 de dezembro – quinta-feira: Reunião Geral do Clero – CDL a partir das 08h30 com café.

Dia 16 de dezembro – sexta-feira: Atendimento na residência episcopal – 09h00; Missa – Comunidade Recanto do Belém – Americana – 19h30min.

BÊNÇÃO E DESPEDIDA:
Presid.: O Senhor esteja convosco. Todos: Ele está no meio de nós.

Presid.: Que o Deus onipotente e misericordioso vos ilumine com o advento do seu Filho, em cuja vinda credes e cuja volta esperais, derrame sobre vós as suas bênçãos. Todos: Amém.

Presid.: Que durante esta vida Ele vos torne firmes na fé, alegres na esperança, solícitos na caridade. Todos: Amém.

Presid.: Alegrando-vos agora pela vinda do Salvador feito homem sejais recompensados com a vida eterna, quando vier de novo em sua glória. Todos: Amém.


Presid.: (Dá a bênção e despede a todos).

"A catequese não prepara simplesmente para este ou aquele sacramento. O sacramento é uma consequência de uma adesão a proposta do Reino, vivida na Igreja (DNC 50)."

Documento Necessário para o Batismo e Crisma

Certidão de Nascimento ou Casamento do Batizando;

Comprovante de Casamento Civil e Religioso dos padrinhos;

Comprovante de Residência,

Cartões de encontro de Batismo dos padrinhos;

Documentos Necessários para Crisma:

RG do Crismando e Padrinho, Declaração de batismo do Crismando, Certidão ou declaração do Crisma do Padrinho, Certidão de Casamento Civil e Religioso do Padrinho/Madrinha e Crismando se casados.

Fonte: Catedral São Dimas

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Reflexão

REFLEXÃO

A porta larga que o mundo oferece para as pessoas é a busca da felicidade a partir do acúmulo de bens e de riquezas. A porta estreita é aquela dos que colocam somente em Deus a causa da própria felicidade e procuram encontrar em Deus o sentido para a sua vida. De fato, muitas pessoas falam de Deus e praticam atos religiosos, porém suas vidas são marcadas pelo interesse material, sendo que até mesmo a religião se torna um meio para o maior crescimento material, seja através da busca da projeção da própria pessoa através da instituição religiosa, seja por meio de orações que são muito mais petições relacionadas com o mundo da matéria do que um encontro pessoal com o Deus vivo e verdadeiro. Passar pela porta estreita significa assumir que Deus é o centro da nossa vida.

reflexão sobre o Dízimo

A espiritualidade do Dízimo

O dízimo carrega uma surpreendente alegria no contribuinte. Aqueles que se devotam a esta causa se sentem mais animados, confortados e motivados para viver a comunhão. O dízimo, certamente, não é uma questão de dinheiro contrariando o que muitos podem pensar. Ele só tem sentido quando nasce de uma proposta para se fazer a experiência de Deus na vida cristã. Somos chamados e convocados a este desafio.

Em caso contrario, ele se torna frio e distante; por vezes indiferente. A espiritualidade reequilibra os desafios que o dízimo carrega em si. "Honra o Senhor com tua riqueza. Com as primícias de teus rendimentos. Os teus celeiros se encherão de trigo. Teus lagares transbordarão de vinho" (Pr 3,9-10). Contribuir quando se tem de sobra, de certa forma, não é muito dispendioso e difícil. Participar da comunhão alinha o desafio do dízimo cristão.

Se desejar ler, aceno: Gn 28, 20-22; Lv 27, 30-32; Nm 18, 25-26 e Ml 3, 6-10.

Fonte : Pe. Jerônimo Gasques

http://www.portalnexo.com.br/Conteudo/?p=conteudo&CodConteudo=12

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