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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

“A não-violência: estilo de uma política para a paz”

Dom Rodolfo Luís Weber
Arcebispo de Passo Fundo

As poucas horas do ano de 2017 registram uma grande quantidade de cenas de violência e um impressionante números de mortos. Chamou-me atenção uma frase que li no final do ano passado: “ainda vamos ter saudades de 2016”. Expressão cheia de ironia, mas que pode se tornar verdadeira se as pessoas e a sociedade se renderem ou se conformarem passivamente à violência ou reproduzirem um estilo de vida violento. 

No dia 1º de janeiro de 1967 o papa Paulo VI publicou uma mensagem de paz, fazendo desta data o Dia Mundial da Paz. Cada ano os papas enviam uma mensagem de paz aos católicos e a todas as pessoas que quiserem se associar a esta causa. A mensagem do papa Francisco deste ano teve como foco: “A não-violência: estilo de uma política para a paz”. O pontífice inicialmente deseja a paz a cada pessoa e, a seguir, propõe a não-violência, inspirada no modo de viver de Jesus Cristo. A presente reflexão intenciona repercutir a mensagem do papa Francisco.
“Não é fácil saber se o mundo de hoje seja mais ou menos violento que o de ontem, nem se os meios modernos de comunicação e a mobilidade que caracteriza a nossa época nos tornem mais conscientes da violência ou mais rendidos a ela”, questiona-se o papa. De fato, vivemos “uma terrível guerra mundial aos pedaços”, como as guerras entre países, terrorismo, criminalidade, ataques imprevisíveis realizados pelas mais diferentes motivações, tráfico humano, violência familiar, devastação ambiental. 
O tempo de Jesus também era de violência. Mas Ele não se rendeu a este estilo de vida e traçou o caminho da não-violência. Pregou o amor que se estende até aos inimigos, não aceitou ser defendido pela espada de Pedro e, por fim, perdoou os que o matavam. 
Também mostrou que o coração humano é conflituoso. “Pois é de dentro do coração humano que saem as más intenções: imoralidade sexual, roubos, homicídios, adultérios, ambições desmedidas, perversidades; fraude, devassidão, inveja, calúnia, orgulho insensatez” (Marcos 7, 21). Reconhecer e assumir que cada um carrega uma dose de violência é necessário para mudar de postura e tornar-se instrumento de paz, como nos lembra São Francisco de Assis: “A paz que anunciais com os lábios, conservai-a ainda mais abundante nos vossos corações”
Pode parecer que “a não-violência signifique rendição, negligência e passividade, mas, na realidade, não é isso”. Temos na história tantos exemplos de líderes, de diferentes áreas, que assumiram esta bandeira alcançando grandes resultados. Convencer-se que a não-violência é mais poderosa que a violência é um desafio cotidiano e permanente.
“Se a origem donde brota a violência é o coração humano, então é fundamental começar por percorrer a senda da não-violência dentro da família”, nos provoca o papa Francisco. No Brasil, temos como fator positivo a lei “Maria da Penha” para proteger as vítimas, mas a necessidade desta lei é uma triste denúncia da violência familiar. Todas as soluções de força, muitas delas com mortes, para resolver os conflitos familiares devem ser superadas “com o diálogo, o respeito, a busca do bem do outro, a misericórdia e o perdão. A partir da família, a alegria do amor propaga-se pelo mundo, irradiando para toda a sociedade”.
A mensagem termina com um apelo papal: “No ano de 2017, comprometamo-nos, através da oração e da ação, a tornar-nos pessoas que baniram dos seus corações palavras e gestos de violência e a construir comunidades não-violentas, que cuidem da casa comum. Nada é impossível, se nos dirigimos a Deus na oração. Todos podem ser artesãos da paz”.

http://www.cnbb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20086:a-nao-violencia-estilo-de-uma-politica-para-a-paz&catid=448&Itemid=204

"A catequese não prepara simplesmente para este ou aquele sacramento. O sacramento é uma consequência de uma adesão a proposta do Reino, vivida na Igreja (DNC 50)."

Documento Necessário para o Batismo e Crisma

Certidão de Nascimento ou Casamento do Batizando;

Comprovante de Casamento Civil e Religioso dos padrinhos;

Comprovante de Residência,

Cartões de encontro de Batismo dos padrinhos;

Documentos Necessários para Crisma:

RG do Crismando e Padrinho, Declaração de batismo do Crismando, Certidão ou declaração do Crisma do Padrinho, Certidão de Casamento Civil e Religioso do Padrinho/Madrinha e Crismando se casados.

Fonte: Catedral São Dimas

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Reflexão

REFLEXÃO

A porta larga que o mundo oferece para as pessoas é a busca da felicidade a partir do acúmulo de bens e de riquezas. A porta estreita é aquela dos que colocam somente em Deus a causa da própria felicidade e procuram encontrar em Deus o sentido para a sua vida. De fato, muitas pessoas falam de Deus e praticam atos religiosos, porém suas vidas são marcadas pelo interesse material, sendo que até mesmo a religião se torna um meio para o maior crescimento material, seja através da busca da projeção da própria pessoa através da instituição religiosa, seja por meio de orações que são muito mais petições relacionadas com o mundo da matéria do que um encontro pessoal com o Deus vivo e verdadeiro. Passar pela porta estreita significa assumir que Deus é o centro da nossa vida.

reflexão sobre o Dízimo

A espiritualidade do Dízimo

O dízimo carrega uma surpreendente alegria no contribuinte. Aqueles que se devotam a esta causa se sentem mais animados, confortados e motivados para viver a comunhão. O dízimo, certamente, não é uma questão de dinheiro contrariando o que muitos podem pensar. Ele só tem sentido quando nasce de uma proposta para se fazer a experiência de Deus na vida cristã. Somos chamados e convocados a este desafio.

Em caso contrario, ele se torna frio e distante; por vezes indiferente. A espiritualidade reequilibra os desafios que o dízimo carrega em si. "Honra o Senhor com tua riqueza. Com as primícias de teus rendimentos. Os teus celeiros se encherão de trigo. Teus lagares transbordarão de vinho" (Pr 3,9-10). Contribuir quando se tem de sobra, de certa forma, não é muito dispendioso e difícil. Participar da comunhão alinha o desafio do dízimo cristão.

Se desejar ler, aceno: Gn 28, 20-22; Lv 27, 30-32; Nm 18, 25-26 e Ml 3, 6-10.

Fonte : Pe. Jerônimo Gasques

http://www.portalnexo.com.br/Conteudo/?p=conteudo&CodConteudo=12

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