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terça-feira, 28 de março de 2017

Carne fraca, espírito forte

Dom Reginaldo Andrietta
Bispo de Jales


No Brasil dos dias atuais, a expressão “carne fraca” está sendo utilizada na Operação da Polícia Federal em combate à falsa qualidade de alguns produtos comercializados por frigoríficos de renome nacional e internacional, acobertados por agentes públicos. Evidentemente, essa operação faz sentido. Por que, no entanto, tornou-se pública imediatamente após as grandes manifestações nacionais contra os projetos de Reforma da Previdência e Trabalhista?

O amplo debate sobre essas reformas ficou, de repente, obscurecido. O calor da discussão sobre as mesmas esfriou-se. A grande mídia conseguiu substituir a pauta das reformas, que estava se popularizando e tomando grandes proporções, pela temática da “carne podre”. Enquanto o legislativo federal está em processo de discussão e votação dessas reformas, a mídia burguesa tenta desviar a atenção da sociedade brasileira para a Operação Carne Fraca.
Nesse contexto, vale a pena relacionar o nome dessa operação à fraqueza da carne mencionada por Jesus. Ele, na eminência de ser preso, condenado e morto, vendo seus discípulos adormecidos, lhes diz: “Vigiem e orem para não caírem em tentação, porque o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26,41). Certamente, Jesus se refere à fragilidade humana, experimentada pelos discípulos e por Ele também, na missão confiada por Deus Pai, em confronto com detentores do poder.
Os soberanos judeus, aliados ao Império Romano, após tentarem, sem sucesso, desmoralizar o projeto de Jesus e reprimir suas ações em favor do povo pobre e oprimido, decidem eliminá-lo. Em torno de Jesus surge um grande movimento popular, marcado ainda por incoerências. Muitos o seguem, pensando que Ele irá instaurar um novo governo. O projeto dele, no entanto, é mais profundo, coloca em questão o sistema de vida em sociedade, no seu todo.
Ao pedir a seus discípulos que vigiem e orem porque a “carne é fraca”, Jesus mostra a fragilidade das pessoas e do movimento criado em torno dele. Por isso, exorta os “adormecidos” a acreditarem na força que vem de Deus, colocando-se em sintonia com Ele, função esta da oração. Da sinergia coletiva dos discípulos com Deus, emerge um poder que nenhum outro pode suplantar. Jesus revela que o povo, impregnado do Espírito de Deus, tem condições de vencer as investidas do poder. 
Hoje, os cidadãos comuns, pressionados por políticas econômicas que arrocham salários, geram desempregos e suprimem direitos, estão perplexos frente à situação do país. O novo governo, de legitimidade duvidosa, prometia uma retomada do crescimento econômico. Nota-se, no entanto, uma tendência ao agravamento dos problemas. Os empregos prometidos estão sendo ainda mais reduzidos, e os impostos, já altos, estão sendo aumentados.
A perplexidade de nosso povo se funda na confiança defraudada. Os cidadãos se sentem e se tornam, realmente traídos, porque a solução de seus problemas, confiada a seus representantes, têm resultado em fracasso. Por que? Ao transferirem a outrem a responsabilidade de gestão social, sem direcionamento e controle social, renunciam ser sujeitos e protagonistas. A incoerência é de todos que assim atuam. Deste modo, a carne revela-se, realmente, fraca.
Criemos, então, uma nova consciência, divinamente inspirada, que emerge do amplo debate sobre tudo que envolve nossa vida social, sem perder o foco no que é relevante. Debatamos, portando, a respeito de tudo, inclusive sobre a Operação Carne Fraca. No entanto, estejamos agora, focados em manifestarmo-nos frente aos trágicos projetos de Reforma da Previdência e Trabalhista, reagindo coletivamente com sabedoria divina, ou seja, “Espírito Forte”.

http://www.cnbb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20524:carne-fraca-espirito-forte&catid=449&Itemid=204

"A catequese não prepara simplesmente para este ou aquele sacramento. O sacramento é uma consequência de uma adesão a proposta do Reino, vivida na Igreja (DNC 50)."

Documento Necessário para o Batismo e Crisma

Certidão de Nascimento ou Casamento do Batizando;

Comprovante de Casamento Civil e Religioso dos padrinhos;

Comprovante de Residência,

Cartões de encontro de Batismo dos padrinhos;

Documentos Necessários para Crisma:

RG do Crismando e Padrinho, Declaração de batismo do Crismando, Certidão ou declaração do Crisma do Padrinho, Certidão de Casamento Civil e Religioso do Padrinho/Madrinha e Crismando se casados.

Fonte: Catedral São Dimas

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Reflexão

REFLEXÃO

A porta larga que o mundo oferece para as pessoas é a busca da felicidade a partir do acúmulo de bens e de riquezas. A porta estreita é aquela dos que colocam somente em Deus a causa da própria felicidade e procuram encontrar em Deus o sentido para a sua vida. De fato, muitas pessoas falam de Deus e praticam atos religiosos, porém suas vidas são marcadas pelo interesse material, sendo que até mesmo a religião se torna um meio para o maior crescimento material, seja através da busca da projeção da própria pessoa através da instituição religiosa, seja por meio de orações que são muito mais petições relacionadas com o mundo da matéria do que um encontro pessoal com o Deus vivo e verdadeiro. Passar pela porta estreita significa assumir que Deus é o centro da nossa vida.

reflexão sobre o Dízimo

A espiritualidade do Dízimo

O dízimo carrega uma surpreendente alegria no contribuinte. Aqueles que se devotam a esta causa se sentem mais animados, confortados e motivados para viver a comunhão. O dízimo, certamente, não é uma questão de dinheiro contrariando o que muitos podem pensar. Ele só tem sentido quando nasce de uma proposta para se fazer a experiência de Deus na vida cristã. Somos chamados e convocados a este desafio.

Em caso contrario, ele se torna frio e distante; por vezes indiferente. A espiritualidade reequilibra os desafios que o dízimo carrega em si. "Honra o Senhor com tua riqueza. Com as primícias de teus rendimentos. Os teus celeiros se encherão de trigo. Teus lagares transbordarão de vinho" (Pr 3,9-10). Contribuir quando se tem de sobra, de certa forma, não é muito dispendioso e difícil. Participar da comunhão alinha o desafio do dízimo cristão.

Se desejar ler, aceno: Gn 28, 20-22; Lv 27, 30-32; Nm 18, 25-26 e Ml 3, 6-10.

Fonte : Pe. Jerônimo Gasques

http://www.portalnexo.com.br/Conteudo/?p=conteudo&CodConteudo=12

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