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sexta-feira, 10 de março de 2017

Homilia do 2º DOMINGO DA QUARESMA 12 DE MARÇO DE 2017

Dom Vilson Dias de Oliveira
Bispo Diocesano  de Limeira 


“Jesus é o Filho Amado de Deus!”

Leituras: Gênesis 12, 1-4a; Salmo 32,4-5.18-19.20 e 22 (R. Cf. 22); Segunda Carta de São Paulo a Timóteo 1, 8b-10; e Mateus 17, 1-9.

COR LITÚRGICA: ROXA
Animador: Nesta páscoa semanal, Jesus nos chama a subir a montanha. É um convite para que deixemos nossa vida do dia-a-dia para nos aproximar de Deus. Ele, com sua Palavra, nos dá a oportunidade constante de reforçar nossa fé e segui-Lo. Queremos olhar para a nossa natureza e vê-la como nossa casa, um local criado por Deus para ser o nosso berço, o nosso lar.


1. Situando-nos
Neste segundo domingo da Quaresma, somos convidados a subir a montanha com Jesus e três dos seus discípulos para contemplarmos o mistério da glória de sua transfiguração. Por instantes, a eles é relevado que Jesus glorificado é o Salvador esperado e que transformará nossa condição humana em realidade glorificada.

A visão da transfiguração de Cristo, através da voz que vem do alto, nos revela: “Este é o meu Filho amado, que muito me agrada. Escutem o que Ele diz”. É a sua acolhida e escuta que nos dará forças no discernimento das ações que edificam o mundo segundo o projeto do Pai. A Palavra de Deus, nesse dia, nos desvela o grandioso plano salvador de Deus.

A Palavra de Deus deste domingo, nos oferece uma mensagem convergente, que abre para os olhos da nossa fé o sentido profundo do caminho quaresmal e da grande celebração da Páscoa, que já deixa vislumbrar de longe. A Páscoa é o evento central da história de amor em que Deus transfigura e renova a existência e toda pessoa. Jesus passando através da paixão, morte e ressurreição, primeiro cumpre em si mesmo esta “transfiguração radical”.
Cada ano e cada dia, o cristão é chamado a interiorizar o caminho de transfiguração de si mesmo junto com Jesus, até deixar-se conformar plenamente a Ele. Pois Jesus nos revela, mediante a transfiguração, a plena realização daquilo que o Pai planejou para o ser humano. Escutar o Filho amado é, na Quaresma, criar espaço para que o clamor de tantos seres humanos e da obra da criação, seja atendido. Na celebração comunitária prestemos atenção ao convite: “Escutem o que meu Filho amado diz, e aprendamos a nos solidarizar com os sofredores, a fim de que a Boa-Nova do Reino fermente um novo céu e uma nova terra.

2. Recordando a Palavra
As três leituras destacam que a iniciativa no processo de transfiguração e de renovação é fruto da livre e gratuita escolha e do chamado de Deus. Não é resultado dos nossos esforços. Somos filhos e filhas da graça do Pai!

Deus, por livre escolha de amor, chama Abraão e lhe pede para abandonar sua família e sua terra. Revela-lhe que será abençoado e fecundo, sinal de esperança para todos os povos. Abraão acolhe o chamado de Deus. Inicia a caminhada na fé que o faz “pai de todos os que acreditam no Senhor e se entregam a Ele” (Cf. Rm 4,11). Abrão, passando do abandono das suas raízes vitais para a fecundidade que vem de Deus, vive primeiro a “páscoa” de morte de si mesmo e de adesão a Deus. Experiência que cada um de nós, na Quaresma, é chamado a viver para aderir a Cristo (Gn 12, 1-4).

O Salmo responsorial (Sl 32), destaca a confiança que, como Abraão, somos chamados a pôr na fidelidade de Deus. Nele estão nossa força e nossa paz. “No Senhor nós esperamos confiantes porque ele é nosso auxílio e proteção! Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos!”.

Paulo lembra a Timóteo (2Tm 1, 8b-10), que Deus nos chamou à salvação e à santidade não por nossos méritos, mas por sua livre e gratuita escolha, manifestada em Cristo. É Deus que, na sua liberdade e condescendência, escolhe e chama as pessoas para fazê-las seus parceiros na aventura da história. É ele que inicia e permanece o primeiro protagonista do caminho de renovação pascal em que o cristão entrou, por graça, através do Batismo.

No Evangelho (Mt 17, 1-9), Jesus, por livre escolha de amor, chama os apóstolos Pedro, Tiago e João. Sobe com eles a uma alta montanha, para que se tornem testemunhas da sua realidade de messias sofredor e glorioso, que haverá de transformar o mundo através do amor crucificado. Jesus antecipa, assim, diante dos discípulos, antecipa sua Páscoa. Eles são introduzidos no mistério de Jesus, e são iniciados no caminho que não será diferente da sorte do mestre.

Mateus ressalta que Jesus atua como “novo Moisés”. Moisés guiou o povo de Israel rumo à terra prometida e mediou a Aliança entre Deus e o povo. Jesus guia o novo povo de Deus, peregrino na história, para uma relação com Deus mais autêntica na fidelidade e na liberdade, estabelecendo no sacrifício de si mesmo a Aliança nova e definitiva.

A presença, ao lado de Jesus, de Moisés e de Elias, o legislador e o primeiro dos profetas de Israel, está a indicar que o Antigo Testamento agora encontra seu cumprimento em Jesus morto e ressuscitado.

A voz do Pai proclama Jesus “O Filho amado no qual eu pus todo o meu agrado”. A ele é preciso “escutar” (Mt 17,5) e seguir. A voz do Pai confirma a proclamação da condição divina de Jesus feita no batismo no Jordão (cf. Mt 3,17), e antecipa a glorificação de Jesus através da cruz na ressurreição e sua vinda gloriosa no fim dos tempos. Jesus é o primeiro a percorrer o caminho que todos os discípulos são chamados a percorrer. A narração de sua transfiguração nos faz vislumbrar a meta para a qual nos está conduzindo o caminho da Quaresma.

3. Atualizando a Palavra
O evento da transfiguração se encontra no centro da vicissitude humana e messiânica de Jesus, quase síntese do dinamismo de seu mistério pascal. Define a sua identidade de filho amado do Pai e de Messias sofredor, solidário com a condição humana, que derrama a vida nova na ressurreição. Desta maneira, indica e abre também para nós o caminho a seguir. Ao discípulo não é dado um caminho diferente daquele do mestre, seja no desafio da fé, seja na partilha da glória.

A Igreja se põe diante de Jesus transfigurado na atitude de adoração e de temor, como os três discípulos, e nos convida a permanecer nesta mesma atitude desde o início do caminho quaresmal, que nos conduzirá a entrar mais profundamente, junto com o próprio Jesus, na graça da nossa transfiguração pascal.
Este processo de transfiguração nos acompanhará até a morte, alimentado pela dupla mesa da Palavra e da Eucaristia, pela oração confiante, pela purificação de nosso coração, pela esperança suscitada pelo Espírito Santo.

São Leão Magno observa que a principal finalidade da transfiguração era afastar dos discípulos o escândalo da cruz: “Segundo um desígnio não menos previdente, dava-se um fundamento sólido à esperança da santa Igreja, de modo que todo o corpo de Cristo pudesse conhecer a transfiguração com que ele também seria enriquecido, e os seus membros pudessem contar com a promessa da participação naquela glória que primeiro resplandecera na cabeça” (Sermão 51, 3; LH, 2º Domingo da Quaresma).

O convite de Jesus aos discípulos a levantarem-se, a tomarem novamente o caminho da vida sem medo – embora não consigam ainda entender – embora não consiga ainda entender – e a guardarem, em silêncio no próprio coração a excepcional experiência, sublinha a fragilidade humana escolhida por Deus como hábito cotidiano para si e pelos seus.

É a exigência do silêncio adorante diante do mistério de Deus, que penetra nossas vidas, e nos doa uma capacitação de ver, de julgar e de escolher, diferente da mentalidade comum. O que nos é doado por graça é inexprimível, fruto de sabedoria divina e loucura para o mundo. “O Reino de Deus não vem ostensivamente. Nem se poderá dizer: ‘Está aqui’ ou ‘Está ali’, porque o Reino de Deus está entre vós” (Lc 17, 20-21).

Pelo contrário, ao viver na mentalidade da imagem e da aparência, muitas vezes temos urgência para que o que apenas iniciamos a descobrir ou a operar pela graça de Deus, alcance logo seu cumprimento. Temos pressa de fazer que “todo mundo veja” o que estamos fazendo. Essa inquietação é verdadeiro desejo de crescer no Senhor e autêntico zelo apostólico? Deixemos a Palavra de Jesus e esta pergunta descerem a nossa consciência!

Os tempos de Deus não são os tempos dos homens. A inquietação dos homens para esclarecer o que acontece, dominar, possuir, acaba por empurrá-lo a queimar etapas, a acelerar os tempos. As irrupções de Deus na vida de Abraão, de Moisés, de Elias, de Jesus, de Maria, surpreendem com suas novidades, abrem gestações que amadurecem segundo os tempos e passagens escolhidos pelo próprio Deus, até chegar à plena entrega na liberdade do amor.

4. Ligando a Palavra com ação litúrgica
A antífona de entrada da missa exprime esta tensão que marca o coração de cada pessoa, consciente ou inconscientemente à procura do sentido profundo da vida, através da fé ou através de outras formas de busca espiritual. “Meu coração se lembra de ti: ‘Buscai minha face!’ Tua face, Senhor, eu busco. Não me escondas teu rosto!” (Sl 2/267, 8-9). Esta antífona dá o tom profundo da celebração do domingo e de toda a Quaresma. O canto de entrada de hoje deve valorizar esta tensão interior que caracteriza a liturgia e o caminho espiritual cristão.

Igual anseio constitui a alma central da invocação da Igreja, na Oração do dia: “Ó Deus, que nos mandastes ouvir o vosso Filho amado, alimentai nosso espírito com a vossa palavra, para que, purificado o olhar de nossa fé, nos alegremos com a visão da vossa glória” (Missal Romano. Oração do dia do Segundo Domingo da Quaresma, p. 118).

A atitude de escuta é constitutiva da vida do cristão, enquanto “discípulos de Jesus”, Palavra vivente que o Pai nos convida a escutar e seguir: “Este é o meu Filho, o Eleito. Escutai-o!”. O cuidado de aplicar-se com abertura de coração e perseverança, deve ser elemento ainda mais fundamental no tempo da Quaresma. Este anseio assinala a proximidade de Deus a seu povo peregrino na fé, antecipa, profeticamente, sua sorte final de plena participação na glória eterna do Senhor.

A celebração eucarística é encontro de irmãos que caminham pela fé, a exemplo de Abraão, para a posse das promessas de Deus. Essas promessas cumpriram-se em Jesus, Messias, Servo, Profeta e Filho amado do Pai.

Com o apóstolo, cantemos nossa esperança: “Todos nós, porém, com o rosto descoberto, refletimos a glória do Senhor e, segundo esta imagem, somos transformados, de glória em glória, pelo Espírito do Senhor” (2Cor 3,18).

Oração dos fiéis:
Presidente: Senhor, com tua ajuda podemos transfigurar este mundo, ajudando a combater o mal que traz a morte a tantas pessoas e à natureza. Rezemos a Oração da CF 2017.
(Repartidos entre lado 1 e lado 2)

1. Deus, nosso Pai e Senhor, nós vos louvamos e bendizemos, por vossa infinita bondade.
2. Criastes o universo com sabedoria e o entregastes em nossas frágeis mãos para que dele cuidemos com carinho e amor.

1. Ajudai-nos a ser responsáveis e zelosos pela Casa Comum.
2. Cresça, em nosso imenso Brasil, desejo e o empenho de cuidar mais e mais da vida das pessoas, e da beleza e riqueza da criação, alimentando o sonho do novo céu e da nova terra que prometestes.
Amém.

III. LITURGIA EUCARÍSTICA
ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS:
Presidente: Ó Deus, que estas oferendas lavem os nossos pecados e nos santifiquem inteiramente para celebrarmos a Páscoa. Por Cristo, nosso Senhor.
Todos: Amém.

ORAÇÃO APÓS A COMUNHÃO:
Presidente: Nós comungamos, Senhor Deus, no mistério da vossa glória, e nos empenhamos em render-vos graças, porque nos concedeis, ainda na terra, participar das coisas do céu. Por Cristo, nosso Senhor.
Todos: Amém.

ATIVIDADES DO BISPO DIOCESANO
Dia 10 de março – sexta-feira: Reunião – Pastoral da Comunicação (PASCOM) – Sul 1 – 09h00, na residência episcopal em Limeira, encerrando com almoço; Missa – posse Padre Felipe – Santa Isabel de Portugal – 20h00.

Dia 11 de março – sábado: Missa – Encontro de leigos – Sul 1 – na Casa de Encontro Emaús, Araras, SP, às 20h00.

Dia 12 de março – domingo: Missa – posse Padre Antônio Carlos Almeida, na Paróquia Santa Ana, Limeira, SP, às 10h00; Almoço – 12h00 - Aniversário do Padre Felipe – Santa Isabel de Portugal; Crisma – Sagado Coração de Jesus, Padre Marcos Theodoro, Conchal, SP, às 19h00.

Dia 13 de março – segunda-feira: Aniversário de eleição do Papa Francisco: rezemos pelo Santo Padre o Papa.

Dia 14 de março – terça-feira: Descalvado – assinatura de Escritura no Cartório local (Pe. Élcio Medeiros).

Dia 17 de março – sexta-feira: Atendimento na Residência Episcopal às 09h00; entrega da colaboração da CF/2016 às 11h00; Missa e novena de São José em Perus, São Paulo, com Padre Cilto, às 20h00.

Dia 18 de março – sábado: Missa de criação da Quase-Paróquia São José, e posse de seu primeiro Administrador Paroquial: Pe. Júnior dos Santos, em Conchal, SP, às 19h30.

Dia 19 de março – domingo: Missa de criação da Quase-Paróquia São José, e posse de seu primeiro Administrador Paroquial: Pe. Evandro Lopes, em Americana, SP, às 09h00; e Missa e posse de Pároco do Pe. Diego Miquelotto – Paróquia Menino Jesus, Limeira, SP, 19h00.

BÊNÇÃO E DESPEDIDA:
Presidente: O Senhor esteja convosco.
Todos: Ele está no meio de nós.

Presidente: Deus, Pai de misericórdia, conceda a todos vocês como concedeu ao filho pródigo, a alegria do retorno a casa.
Todos: Amém.

Presidente: O Senhor Jesus Cristo, modelo de oração e de vida, os guie nesta caminhada quaresmal a uma verdadeira conversão.
Todos: Amém.

Presidente: O Espírito de sabedoria e fortaleza os sustente na luta contra o mal para poderem com Cristo celebrar a vitória da Páscoa.
Todos: Amém.


Presidente: (Dá a bênção e despede a assembleia). 

"A catequese não prepara simplesmente para este ou aquele sacramento. O sacramento é uma consequência de uma adesão a proposta do Reino, vivida na Igreja (DNC 50)."

Documento Necessário para o Batismo e Crisma

Certidão de Nascimento ou Casamento do Batizando;

Comprovante de Casamento Civil e Religioso dos padrinhos;

Comprovante de Residência,

Cartões de encontro de Batismo dos padrinhos;

Documentos Necessários para Crisma:

RG do Crismando e Padrinho, Declaração de batismo do Crismando, Certidão ou declaração do Crisma do Padrinho, Certidão de Casamento Civil e Religioso do Padrinho/Madrinha e Crismando se casados.

Fonte: Catedral São Dimas

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Reflexão

REFLEXÃO

A porta larga que o mundo oferece para as pessoas é a busca da felicidade a partir do acúmulo de bens e de riquezas. A porta estreita é aquela dos que colocam somente em Deus a causa da própria felicidade e procuram encontrar em Deus o sentido para a sua vida. De fato, muitas pessoas falam de Deus e praticam atos religiosos, porém suas vidas são marcadas pelo interesse material, sendo que até mesmo a religião se torna um meio para o maior crescimento material, seja através da busca da projeção da própria pessoa através da instituição religiosa, seja por meio de orações que são muito mais petições relacionadas com o mundo da matéria do que um encontro pessoal com o Deus vivo e verdadeiro. Passar pela porta estreita significa assumir que Deus é o centro da nossa vida.

reflexão sobre o Dízimo

A espiritualidade do Dízimo

O dízimo carrega uma surpreendente alegria no contribuinte. Aqueles que se devotam a esta causa se sentem mais animados, confortados e motivados para viver a comunhão. O dízimo, certamente, não é uma questão de dinheiro contrariando o que muitos podem pensar. Ele só tem sentido quando nasce de uma proposta para se fazer a experiência de Deus na vida cristã. Somos chamados e convocados a este desafio.

Em caso contrario, ele se torna frio e distante; por vezes indiferente. A espiritualidade reequilibra os desafios que o dízimo carrega em si. "Honra o Senhor com tua riqueza. Com as primícias de teus rendimentos. Os teus celeiros se encherão de trigo. Teus lagares transbordarão de vinho" (Pr 3,9-10). Contribuir quando se tem de sobra, de certa forma, não é muito dispendioso e difícil. Participar da comunhão alinha o desafio do dízimo cristão.

Se desejar ler, aceno: Gn 28, 20-22; Lv 27, 30-32; Nm 18, 25-26 e Ml 3, 6-10.

Fonte : Pe. Jerônimo Gasques

http://www.portalnexo.com.br/Conteudo/?p=conteudo&CodConteudo=12

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