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quinta-feira, 3 de maio de 2018

Mas o que é a Lectio Divina ou Leitura Orante da Bíblia?



Esse método, ou jeito de ler a Bíblia, pode ser feito de forma individual ou em grupos, é muito antigo e muito utilizado na Igreja. Parte-se do princípio de que a Bíblia não é um escrito qualquer. A Palavra revelada nas Sagradas Escrituras é uma mensagem que nos foi transmitida por Deus. A Bíblia é como se fosse uma carta de amor que o nosso Bom Deus quis transmitir ao Seu povo amado.

Porém, Deus, para transmitir essa mensagem utilizou-Se de pessoas, comunidades, e estas viviam dentro dos limites e da cultura de uma determinada época. As pessoas e comunidades que acolheram e viveram essa mensagem de Deus eram pessoas como nós: tinham seu trabalho, suas famílias, seus problemas também. Mas eram pessoas que se abriram para ouvir e escutar a voz de Deus. Ou seja, eram pessoas que tinham uma espiritualidade, uma relação amorosa com seu Deus. Faziam e viviam isso por meio da sua oração, isto é, sua ligação afetiva com Deus.
Ler e escutar a mensagem de Deus na Bíblia continuou sendo um ato de fé, uma necessidade para continuar vivendo e fazendo história do povo de Deus. Porém, a história foi mudando, a cultura mudou, os valores foram mudando também. E a Palavra de Deus escrita continuou com o mesmo texto, mas para que ela continuasse sendo “viva e eficaz” (Hb 4,12) e Palavra que “permanece para sempre” (1Pd 1,25) era preciso ler e escutar a Palavra de Deus com os mesmos olhos e sentimentos daquelas pessoas que haviam vivido e acolhido a Bíblia, para que a mensagem de Deus continuasse a produzir vida e esperança no meio do povo e da Igreja.
Lectio Divina ou Leitura Orante da Bíblia é um jeito de ler a Bíblia com espiritualidade, colocando-se diante do Senhor com os mesmos sentimentos daquelas pessoas e comunidades que um dia acolheram a Palavra. Diante das Sagradas Escrituras todos nós somos discípulos e discípulas. A primeira missão do discípulo é escutar (Is 50,4), é “estar com o Senhor” (Mc 3,14) para ouvir o que Ele quer nos falar e ensinar. Quem escuta a voz do Senhor sabe também acolher, contemplar, meditar, refletir, interiorizar a mensagem recebida. E então fazer essa Palavra transformar-se em vida prática, colocando-se a serviço de Deus, da Sua Igreja e dos irmãos.
É importante ver o que nos dizem os bispos: “Entre as muitas formas de se aproximar da Sagrada Escritura existe uma privilegiada à qual todos estamos convidados: a Lectio Divina ou exercício de leitura orante da Sagrada Escritura. Esta leitura orante, bem praticada, conduz ao encontro com Jesus-Mestre, ao conhecimento do mistério de Jesus-Messias, à comunhão com Jesus-Filho de Deus e ao testemunho de Jesus-Senhor do universo. Com seus quatro momentos (leitura, meditação, oração, contemplação), a leitura orante favorece o encontro pessoal com Jesus Cristo semelhante ao modo de tantos personagens do evangelho: Nicodemos e sua ânsia de vida eterna (cf. Jo 3,1-21), a Samaritana e seu desejo de culto verdadeiro (cf. Jo 4,1-12), o cego de nascimento e seu desejo de luz interior (cf. Jo 9), Zaqueu e sua vontade de ser diferente (cf. Lc 19,1-10)… Todos eles, graças a este encontro, foram iluminados e recriados porque se abriram à experiência da misericórdia do Pai que se oferece por sua Palavra de verdade e vida. Não abriram seu coração para algo do Messias, mas ao próprio Messias, caminho de crescimento na ‘maturidade conforme a sua plenitude’ (Ef 4,13), processo de discipulado, de comunhão com os irmãos e de compromisso com a sociedade” (Documento de Aparecida n° 249).
Os passos para praticar a Leitura Orante da Bíblia
É certo que existem muitas maneiras de ler e rezar a Bíblia e acolher a Palavra de Deus em nossa vida. É como a receita de bolo de cenoura, cada cozinheira tem uma, mas os modos de fazer o bolo e o resultado final são sempre bastante parecidos.
Vou indicar a seguir os quatro passos, que são sugeridos para fazer uma boa leitura da Bíblia:
1° passo: Leitura: ler, ler, ler…
– Leitura lenta e atenta da Palavra de Deus.
– Escute e conheça bem o que diz o texto.
2° passo: Meditação: ruminar, mastigar, guardar na memória.
– Meditar é guardar no coração e deixar-se amar.
– O que o texto me diz? Atualize para hoje.
3° passo: Oração: louvar, agradecer, pedir.
– O que o texto me leva a dizer a Deus? Converse com Ele.
– Responda aos apelos de Deus.
4° passo: Contemplação para ação: viver, agir.
– Veja a realidade com os olhos de Deus.
– Mergulhe no mistério de Deus. Saboreie-O.
A leitura da Bíblia é como uma caminhada. É caminhando que se aprende a caminhar e a seguir em frente. Por isso, seguindo os passos acima, a Bíblia começa a entrar em nós. Nós escutamos o Senhor que nos fala, que também caminha conosco e vem ao nosso encontro.
Um fator importante na leitura bíblica é a escolha do texto certo. Como diz uma canção do Pe. Zezinho, “Dai-me a Palavra certa, na hora certa, do jeito certo e pra pessoa certa”. Para saber escolher o texto certo é necessário certo aprendizado, descobrir quais os textos que nós mais gostamos na Bíblia, anotar nela ou ter uma pequena lista com os textos mais bonitos para cada situação da vida. Não é a quantidade de textos lidos que é importante. Nem precisa ler toda a Bíblia do começo ao fim. Basta ler e escolher os textos que mais nos falam, que são mais atuais para a realidade que estamos vivendo.
A seguir apresento alguns pontos que também ajudam a fazer uma boa leitura orante, pessoal e diária da Bíblia:
1.    Iniciar invocando a luz e a presença do Espírito Santo.
2.    Leitura lenta e atenta do texto.
3.    Momento de silêncio interior para lembrar o que foi lido.
4.    Ver bem o sentido de cada frase.
5.    Atualizar e ruminar a Palavra, ligando-a com a vida.
6.    Ampliar a visão, ligando o texto com outras passagens bíblicas.
7.    Ler de novo, rezando o texto e respondendo a Deus.
8.    Formular um compromisso de vida.
9.    Rezar um Salmo apropriado.
10. Escolher uma frase como resumo para memorizar.
São sugestões que nos foram transmitidas por pessoas que já fizeram a experiência, que descobriram que a Palavra de Deus é “viva e eficaz” (Hb 4,12) e que “saborearam a beleza da Palavra de Deus” (Hb 6,5). O importante é lermos e acolhermos a Palavra de Deus em nossa vida e que esta palavra produza frutos bons em nós!
Agir como discípulos da Palavra de Deus
Já apresentamos a Leitura Orante da Bíblia e os passos que devem ser seguidos para fazer uma boa Leitura da Palavra de Deus. Agora vamos concluir o assunto, refletindo sobre esse modo de ler a Bíblia.
É certo que somos chamados a ler a Palavra de Deus. Mas não é qualquer leitura. Dois tipos de leituras bíblicas são considerados perigosos. O primeiro perigo é a leitura “ao pé da letra” dos textos bíblicos. Ler a Bíblia e aceitar tudo que foi escrito sem entender o contexto do texto, sem conhecer a cultura da época, sem atualizar para hoje. É o método fundamentalista e que é condenado pela Igreja, pois “é o suicídio do pensamento”.
Outro jeito errado é o estudo da Bíblia como outro livro qualquer, escrito dois mil anos atrás. Ler a Bíbliasomente com critérios científicos, sem levar em conta a fé e a espiritualidade, é trair a mensagem revelada no texto. Com isso os textos bíblicos perdem a “sua alma”, isto é, a beleza da mensagem que carregam dentro de si.
A Leitura Orante da Bíblia é um método alternativo e que evita os dois erros acima. Lê-la de forma orante é um ato de “escuta” próprio do discípulo que quer ser seguidor do Mestre. Isso já nos vem da tradição do povo de Deus no Antigo Testamento, em que o judeu praticante recita seu credo de cada dia: “Escuta Israel, o Senhor é nosso Deus, o Senhor é um!” (Dt 6,4). É um imperativo, um convite amoroso: “Escuta meu povo!”. Portanto, se somos chamados a escutar é também porque existe alguém que vai falar. É nosso Deus que tem algo importante para nos dizer. Ele tem uma mensagem para nos transmitir. E nós devemos escutar como fez o jovem Samuel: “Fala, Senhor, que o Teu servo escuta!” (1Sm 3,10).
No entanto, não é uma escuta passiva. Não somos somente nós que devemos escutar. Depois que o Senhor fala e nós ouvimos, somos também convidados a responder. Nós também podemos falar e então é Deus que “escuta”. Ele quer ouvir o que nós temos a dizer, o que nós sentimos… O Senhor abre também Seus ouvidos para nossos pedidos, para ouvir nossos clamores, para escutar nossos louvores. É uma sintonia perfeita. Ele nos fala e nós ouvimos. Nós falamos e Ele escuta.
Nesse sentido, Jesus é o Mestre que nos ensina a acolher a Palavra de Deus. Jesus também escutava as Palavras escritas no Antigo Testamento. É só ver como Jesus cita os textos bíblicos, sobretudo dos Salmos e dos Profetas. Ao mesmo tempo Jesus é aquele que dirige palavras ao Pai. Quantas vezes encontramos Jesus subindo as montanhas ou indo ao deserto para se comunicar com o Pai. Jesus reza, pede, louva, agradece, implora… Jesus escuta o que o Pai tem a Lhe dizer. Depois Jesus Se volta ao Pai e Lhe dirige Suas preces e Seus louvores.
Quando nós escutamos a Palavra de Deus a mensagem que ouvimos não desaparece no momento em que fechamos o texto. A Palavra permanece dentro de nós, como dizia o profeta Jeremias: “Quando se apresentavam as Tuas palavras, eu as devorava: Tuas palavras eram para mim contentamento e alegria do meu coração” (Jr 15,16).
A escuta da Palavra de Deus nos leva também a assumir um compromisso com a realidade. Foi isso que fez Moisés quando ouviu o chamado do Senhor e se colocou a serviço para a libertação do povo de Deus, que era escravo no Egito. Assim agiram os Profetas que foram chamados, escutaram o convite do Senhor, denunciaram as injustiças e anunciaram a mensagem de Deus. Temos tantos outros exemplos na Bíblia, sem nos esquecermos de Maria, a mãe de Jesus. Quando ela escutou a palavra vinda de Deus, por meio do Anjo Gabriel, ela humildemente se colocou a serviço respondendo: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a Tua Palavra” (Lc 1,38).
Por Frei Ildo Perondi

Publicado originalmente em 24/08/2016:

"A catequese não prepara simplesmente para este ou aquele sacramento. O sacramento é uma consequência de uma adesão a proposta do Reino, vivida na Igreja (DNC 50)."

Documento Necessário para o Batismo e Crisma

Certidão de Nascimento ou Casamento do Batizando;

Comprovante de Casamento Civil e Religioso dos padrinhos;

Comprovante de Residência,

Cartões de encontro de Batismo dos padrinhos;

Documentos Necessários para Crisma:

RG do Crismando e Padrinho, Declaração de batismo do Crismando, Certidão ou declaração do Crisma do Padrinho, Certidão de Casamento Civil e Religioso do Padrinho/Madrinha e Crismando se casados.

Fonte: Catedral São Dimas

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Reflexão

REFLEXÃO

A porta larga que o mundo oferece para as pessoas é a busca da felicidade a partir do acúmulo de bens e de riquezas. A porta estreita é aquela dos que colocam somente em Deus a causa da própria felicidade e procuram encontrar em Deus o sentido para a sua vida. De fato, muitas pessoas falam de Deus e praticam atos religiosos, porém suas vidas são marcadas pelo interesse material, sendo que até mesmo a religião se torna um meio para o maior crescimento material, seja através da busca da projeção da própria pessoa através da instituição religiosa, seja por meio de orações que são muito mais petições relacionadas com o mundo da matéria do que um encontro pessoal com o Deus vivo e verdadeiro. Passar pela porta estreita significa assumir que Deus é o centro da nossa vida.

reflexão sobre o Dízimo

A espiritualidade do Dízimo

O dízimo carrega uma surpreendente alegria no contribuinte. Aqueles que se devotam a esta causa se sentem mais animados, confortados e motivados para viver a comunhão. O dízimo, certamente, não é uma questão de dinheiro contrariando o que muitos podem pensar. Ele só tem sentido quando nasce de uma proposta para se fazer a experiência de Deus na vida cristã. Somos chamados e convocados a este desafio.

Em caso contrario, ele se torna frio e distante; por vezes indiferente. A espiritualidade reequilibra os desafios que o dízimo carrega em si. "Honra o Senhor com tua riqueza. Com as primícias de teus rendimentos. Os teus celeiros se encherão de trigo. Teus lagares transbordarão de vinho" (Pr 3,9-10). Contribuir quando se tem de sobra, de certa forma, não é muito dispendioso e difícil. Participar da comunhão alinha o desafio do dízimo cristão.

Se desejar ler, aceno: Gn 28, 20-22; Lv 27, 30-32; Nm 18, 25-26 e Ml 3, 6-10.

Fonte : Pe. Jerônimo Gasques

http://www.portalnexo.com.br/Conteudo/?p=conteudo&CodConteudo=12

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