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terça-feira, 5 de dezembro de 2017

VALE A PENA OS CATEQUISTAS CONHECEREM O CATECUMENATO

VALE A PENA OS CATEQUISTAS CONHECEREM O CATECUMENATO [1]
Domingos Ormonde

O catecumenato é um modelo de catequese que interessa a todos os catequistas. Importa saber o que é propriamente um catecumenato, pois é comum chamar assim qualquer tipo de preparação de jovens e adultos para os sacramentos de iniciação (batismo, crisma e eucaristia). O catecumenato foi criado e desenvolvido ao longo de anos pelas comunidades cristãs dos primeiros séculos e restaurado a pedido do Concílio Vaticano 2°. Muito mais do que simples preparação, catecumenato é um modo especial e significativo de fazer iniciação cristã. As orientações e os ritos do catecumenato estão no "Ritual da iniciação cristã de adultos", também chamado RICA[2].

O que é iniciação cristã
O Catecismo da Igreja Católica (CIC) faz uma boa apresentação da iniciação cristã. Diz que
desde o tempo dos apóstolos os adultos tornam-se cristãos através de um itinerário e por um processo que passa por várias etapas. Tal itinerário pode ser percorrido com rapidez e lentamente, mas sempre comporta alguns elementos essenciais: "o anúncio da palavra, o acolhimento do evangelho acarretando uma conversão, a profissão de fé, o batismo, a efusão do Espírito Santo, o acesso à comunhão eucarística" (CIC, n. 1229). Assim acontece "a primeira participação sacramental na morte e ressurreição de Cristo" (RICA, n. 8). A pessoa é inserida na vida de Cristo e da Igreja.
Logo nos primeiros séculos a iniciação dos adultos se desenvolveu e ganhou uma seqüência de ritos preparatórios que marcam a caminhada na fé e desembocam na celebração dos sacramentos da iniciação cristã, o catecumenato. Mais tarde, quando se tornou comum o batismo das crianças, o catecumenato começou a ser pensado como pós-batismal. O batismo das crianças, por sua própria natureza, exige um catecumenato não apenas para a instrução, mas para o desabrochar da graça batismal junto com o crescimento da pessoa (CIC, 1230-1232).

O que é catecumenato
A iniciação cristã dos adultos começa com a entrada deles no catecumenato e tem seu ponto culminante com a celebração dos sacramentos de iniciação preferencialmente em uma única celebração. Vejamos uma pequena parte do itinerário proposto pelo RICA.
Os simpatizantes da pessoa de Jesus e da Igreja são acolhidos, acompanhados, recebem o anúncio do mistério de Cristo e são auxiliados pessoalmente. Quando demonstram um início de fé, mudança de vida, oração pessoal, ligação com membros da igreja e sentimento cristão é feita a "Celebração da entrada no catecumenato". Nela fazem sua primeira adesão a Cristo e se tornam catecúmenos pela cruz marcada sobre todo o corpo e pelo ingresso na igreja. Celebram a palavra de Deus junto com a comunidade, como se fosse a primeira vez, e cada um recebe uma bíblia como sinal do tempo novo inaugurado, tempo de escuta do Senhor. Com essa celebração a pessoa começa pela fé a participar mistério da morte e ressurreição. Começa o tempo de catecumenato, depois sucedido pelo tempo da iluminação. A iniciação cristã atinge o seu ponto culminante em uma única celebração dos sacramentos de iniciação, cujo prolongamento é o tempo da mistagogia.
A breve descrição da entrada no catecumenato e seus antecedentes dá uma ideia da riqueza do catecumenato. Para exemplificar melhor podemos lembrar os quatro "meios" básicos indicados pelo RICA para realizar o "tempo de catecumenato". Interessa perceber como no catecumenato a formação acontece inseparavelmente unida com a prática da vida cristã (cf. n. 19).

Articulação catequese e liturgia
Como primeiro meio do catecumenato é apontado pelo RICA a catequese no sentido de instrução. 
A novidade é que deve ser "distribuída por etapas" além de integralmente transmitida. Também deve ser "relacionada com o ano litúrgico e apoiada nas celebrações da palavra". O ritual lembra que não basta as pessoas conhecerem os dogmas e preceitos. É preciso vivenciar o mistério da salvação do qual desejam participar plenamente, o que é facilitado pela vinculação dos conteúdos com o ano litúrgico e com uma maior valorização das celebrações da palavra. Estas parecem ter no catecumenato proposto pelo RICA mais destaque que os encontros catequéticos. Elas ajudam a assimilar os conteúdos da catequese (por exemplo o perdão, a solidariedade...), ensinam prazerosamente "as formas e os caminhos da oração", aproximam dos "símbolos, ações e tempos do mistério litúrgico" e introduzem "gradativamente no culto de toda a comunidade" (cf. n. 106).

Vida cristã e acompanhamento pessoal
Um segundo meio do catecumenato é a própria prática da vida cristã. Durante o tempo do
catecumenato, como diz o ritual, as pessoas "acostumam-se a orar mais facilmente, a dar testemunho da fé, guardar em tudo a esperança de Cristo, seguir na vida as inspirações de Deus e praticar a caridade com o próximo até a renúncia de si mesmos". A formação é compreendida como um "itinerário espiritual" de passagem "do velho homem para o novo que tem sua perfeição em Cristo", "uma progressiva mudança de mentalidade e costumes, com suas conseqüências sociais". O motivo é porque já participam pela fé do mistério da morte e ressurreição. E como isso é incentivado para não virar apenas uma intenção? Pelo exemplo e acompanhamento pessoal de alguns membros da comunidade, sobretudo os "introdutores" indica o ritual.

Vida litúrgica e testemunho pessoal
O terceiro meio de formação na fé, privilegiado pelo catecumenato, é a própria participação
litúrgica. Os ritos catecumenais são uma ajuda da mãe Igreja na caminhada. Através deles Deus age gradativamente purificando e protegendo os catecúmenos. Além disso, devem ser realizadas celebrações da palavra especiais para eles, como também devem ser estimulados a participar da vida litúrgica da comunidade. Neste sentido, os catequistas do catecumenato não são apenas instrutores, mas também ministros da oração (em favor do grupo e de cada um individualmente) e ministros da celebração da palavra de Deus.
O catecumenato inclui finalmente em sua formação, segundo o RICA, um quarto meio, o aprender "a cooperar ativamente para a evangelização e edificação da Igreja". E isso se faz pelo "testemunho da vida e a profissão de fé", algo fundamental também no momento cultural que estamos vivendo.

A quem interessa o catecumenato
Os catequistas de iniciação não podem deixar de conhecer o catecumenato e o RICA. O RICA será um manual de pastoral e de liturgia na realização do catecumenato batismal, e com as devidas adaptações, o pós-batismal. Aqui estão incluídos os que se dedicam ao prosseguimento da iniciação cristã inaugurada no batismo (preparação para a primeira comunhão e para a crisma).
Mas não é só para esses catequistas que o catecumenato tem interesse prático. Todos os que se dedicam à catequese nas suas diferentes formas, e de modo particular à catequese de jovens e adultos, tem muito a aprender com o catecumenato.
No Diretório Geral para a Catequese (DGC) [3] o catecumenato é considerado "modelo inspirador" ou "fonte da catequese pós-batismal". Toda iniciativa catequética deve ter os sacramentos de iniciação como referência fundamental, incentivar a indispensável maternidade espiritual da comunidade cristã, deve ter suas raízes na vigília pascal e em sua espiritualidade batismal e possibilitar a inculturação da fé. Além disso o DGC diz que o catecumenato oferece uma dinâmica especial à catequese porque é um "processo formativo e verdadeira escola de fé" com as seguintes características: intensidade e integridade da formação; caráter gradual, com etapas definidas; vinculação com ritos, símbolos e sinais, especialmente bíblicos e litúrgicos; constante referência à comunidade cristã... (cf. n. 90 e 91).

O que é mesmo o RICA
O coração do RICA é o catecumenato. Encontramos nele quase tudo que diz respeito ao catecumenato, a saber: a teologia da iniciação cristã; o processo do catecumenato composto por diferentes tempos de informação e amadurecimento, de preferência culminando no ciclo pascal do ano; o sentido de cada tempo com seus objetivos, meios, duração, ritos e símbolos; as celebrações que marcam a passagem de um tempo para outro (chamadas "etapas") e suas exigências; o roteiro e os conteúdos dos ritos principais; e finalmente a proposta de celebração unitária dos sacramentos de iniciação preferencialmente na noite pascal. O que não encontramos no RICA são orientações detalhadas sobre os conteúdos da catequese de cada tempo do catecumenato nem detalhes pastorais para sua implantação e implementação.
A porta de entrada nesse ritual é simples. Ele tem duas introduções importantes: "A iniciação cristã: observações preliminares gerais" e a "Introdução ao Rito da iniciação cristã de adultos". Para quem quer entender o catecumenato é indispensável a leitura desse último texto e também do primeiro capítulo do ritual, "Ritos do catecumenato em torno de suas etapas". Quem trabalha com adultos convém ler também o capítulo 4, "Preparação para a confirmação e a eucaristia de adultos que, batizados na infância, não receberam a devida catequese" e convém saber que existe, como apêndice desse ritual, o "Rito de admissão na plena comunhão da Igreja Católica das pessoas já batizadas validamente". Quem é catequista de crianças e adolescentes, por sua vez, deve ler o capítulo 5, "Rito de iniciação de crianças em idade de catequese".

Por que catecumenato nas comunidades
Apesar da riqueza do catecumenato e da contribuição do RICA, podemos nos perguntar se é preciso mesmo ter catecumenato nas comunidades. De pronto devemos dizer que toda comunidade deve ter um serviço permanente de acolhimento e acompanhamento dos adultos (e jovens) que se sentem chamados a um passo novo na vida de fé.
É verdade que são pouquíssimos os que não foram batizados na infância, mas esse número tende a crescer, ao menos nos centros urbanos. A maior parte das pessoas não foi crismada e nem participa da comunhão eucarística. Há também pessoas iniciadas sacramentalmente que não chegaram a fazer a experiência da salvação de modo subjetivo e eclesial. Como responder satisfatoriamente aos diferentes estágios de iniciação? Não se trata apenas de "colocar em dia a situação sacramental" das pessoas (uma espécie de "desobriga" moderna). O grande desafio é a comunidade cristã proporcionar um caminho fecundo de iniciação cristã que corresponda à busca espiritual das pessoas[4].
O catecumenato nas comunidades tende a ser único, ao mesmo tempo batismal e pós-batismal, reunindo não batizados e batizados. Para alguns será um catecumenato de iniciação, para outros de prosseguimento da iniciação e para outros ainda de "reiniciação" cristã. É real a possibilidade de cooperação entre as comunidades na pastoral da iniciação, seja no meio urbano, seja no meio rural. Como dissemos há pouco, não pode deixar de haver acolhimento e acompanhamento dos interessados em cada comunidade, o pré-catecumenato, mesmo que haja um catecumenato comum das comunidades vizinhas. Comunidade e acompanhamento pessoal são as bases de tudo.
Mais ainda: catecumenato aprende-se a fazer fazendo, pouco a pouco, sem desejar algo completo logo no começo. No Brasil e em outros países do mundo as comunidades católicas estão (re)aprendendo a fazer iniciação cristã e catecumenato[5].

[1] Texto preparado para a 2ª Semana Brasileira de Catequese, com o tema "Com adultos, catequese adulta", também publicado de forma reduzida na Revista de liturgia, São Paulo, n. 168, nov./dez 2001.
[2] Neste mês está sendo lançada uma nova e há muito esperada edição brasileira do RICA.
[3] Ao invés da sigla RICA no DGC aparece a sigla OICA, correspondente ao título do mesmo ritual em latim.
[4] Dos textos em português, o autor que melhor trabalha o tema da iniciação cristã é o espanhol Dionisio BOROBIO, tanto na perspectiva teológica quanto pastoral. Dele é o conceito de "iniciação total" e é quem melhor trabalha a crisma como momento iniciático na adolescência. Vale destacar os que se encontram em três livros: A celebração na igreja, v. 2, Sâo Paulo: Loyola,
1993; Pastoral dos sacramentos, Petrópolis: Vozes, 2000; Sacramentos e família, Lisboa: São Paulo, 1994.
[5] Na Revista de liturgia, São Paulo, estamos publicando desde o n. 163 (jan./fev. 2001), a cada dois meses, um pequeno artigo sobre como colocar em prática o catecumenato nas comunidades.

Fonte:
tema recebido por e-mail.
http://santamargaridamaria.com.br/imagens/ValeapenaconheceroCatecumenato.pdf

"A catequese não prepara simplesmente para este ou aquele sacramento. O sacramento é uma consequência de uma adesão a proposta do Reino, vivida na Igreja (DNC 50)."

Documento Necessário para o Batismo e Crisma

Certidão de Nascimento ou Casamento do Batizando;

Comprovante de Casamento Civil e Religioso dos padrinhos;

Comprovante de Residência,

Cartões de encontro de Batismo dos padrinhos;

Documentos Necessários para Crisma:

RG do Crismando e Padrinho, Declaração de batismo do Crismando, Certidão ou declaração do Crisma do Padrinho, Certidão de Casamento Civil e Religioso do Padrinho/Madrinha e Crismando se casados.

Fonte: Catedral São Dimas

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Reflexão

REFLEXÃO

A porta larga que o mundo oferece para as pessoas é a busca da felicidade a partir do acúmulo de bens e de riquezas. A porta estreita é aquela dos que colocam somente em Deus a causa da própria felicidade e procuram encontrar em Deus o sentido para a sua vida. De fato, muitas pessoas falam de Deus e praticam atos religiosos, porém suas vidas são marcadas pelo interesse material, sendo que até mesmo a religião se torna um meio para o maior crescimento material, seja através da busca da projeção da própria pessoa através da instituição religiosa, seja por meio de orações que são muito mais petições relacionadas com o mundo da matéria do que um encontro pessoal com o Deus vivo e verdadeiro. Passar pela porta estreita significa assumir que Deus é o centro da nossa vida.

reflexão sobre o Dízimo

A espiritualidade do Dízimo

O dízimo carrega uma surpreendente alegria no contribuinte. Aqueles que se devotam a esta causa se sentem mais animados, confortados e motivados para viver a comunhão. O dízimo, certamente, não é uma questão de dinheiro contrariando o que muitos podem pensar. Ele só tem sentido quando nasce de uma proposta para se fazer a experiência de Deus na vida cristã. Somos chamados e convocados a este desafio.

Em caso contrario, ele se torna frio e distante; por vezes indiferente. A espiritualidade reequilibra os desafios que o dízimo carrega em si. "Honra o Senhor com tua riqueza. Com as primícias de teus rendimentos. Os teus celeiros se encherão de trigo. Teus lagares transbordarão de vinho" (Pr 3,9-10). Contribuir quando se tem de sobra, de certa forma, não é muito dispendioso e difícil. Participar da comunhão alinha o desafio do dízimo cristão.

Se desejar ler, aceno: Gn 28, 20-22; Lv 27, 30-32; Nm 18, 25-26 e Ml 3, 6-10.

Fonte : Pe. Jerônimo Gasques

http://www.portalnexo.com.br/Conteudo/?p=conteudo&CodConteudo=12

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