Prefácio
da Quaresma - Ofício do dia do Tempo da Quaresma
Cor:
Roxo - Ano Litúrgico “A” - São Mateus
Antífona:
Salmo 68,14 A vós, Senhor, minha oração dirijo, no tempo em que
me ouvis; respondei-me, ó Deus, com a largueza de vossa
misericórdia e com a verdade de vossa salvação.
Oração
do Dia: Ó Deus, que recompensais os méritos dos justos e
perdoais aos pecadores que fazem penitência, sede misericordioso
para convosco: fazei que a confissão de nossas culpas alcance o
vosso perdão. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na
unidade do Espírito Santo. Amém!
LEITURAS:
Primeira
Leitura: Is 49,8-15 Preservei-te para seres elo de
aliança entre os povos e para restaurar a terra.
Isto
diz o Senhor: “Eu atendo teus pedidos com favores e te ajudo na
obra de salvação; preservei-te para seres elo de aliança entre os
povos, para restaurar a terra, para distribuir a herança dispersa;
para dizer aos que estão presos: ‘Saí!’ e aos que estão nas
trevas: ‘Mostrai-vos’. E todos se alimentam pelas estradas e até
nas colinas estéreis se abastecem; não sentem fome nem sede, não
os castiga nem o calor nem o sol, porque o seu protetor toma conta
deles e os conduz às fontes d’água.
Farei
de todos os montes uma estrada e os meus caminhos serão nivelados.
Eis que estão vindo de longe, uns chegam do Norte e do lado do mar,
e outros, da terra de Sinim”. Louvai, ó céus, alegra-te, terra;
montanhas, fazei ressoar o louvor, porque o Senhor consola o seu
povo e se compadece dos pobres.
Disse
Sião: “O Senhor abandonou-me, o Senhor esqueceu-se de mim!”
Acaso pode a mulher esquecer-se do filho pequeno, a ponto de não
ter pena do fruto de seu ventre? Se ela se esquecer, eu, porém não
me esquecerei de ti. -
Palavra do Senhor.
Comentando
a Liturgia: Há um tempo particular; no qual Deus decide
intervir. Esta intervenção, apesar das aparências, não estará
na ordem da providência normal, pela qual Deus dá o sustento a
todos os que o pedem e enche de bênçãos todo ser vivo.
O
profeta apresenta Javé não como o criador onipotente, o soberano
absoluto do mundo, a realizar sua vontade como se se tratasse de um
fato inelutável, mas como um namorado que tem as mãos tatuadas com
a imagem da pessoa amada, a fim de tê-la sempre presente e a traz
deveras dentro de si, com amor superior ao próprio amor materno.
Salmo: 144(145),
8-9. 13cd-14. 17-18 (R. 8a) Misericórdia e piedade é o
Senhor.
Misericórdia
e piedade é o Senhor, ele é amor, é paciência, é compaixão. O
Senhor é muito bom para com todos, sua ternura abraça toda
criatura.
O
Senhor é amor fiel em sua palavra, é santidade em toda obra que
ele faz. Ele sustenta todo aquele que vacila e levanta todo aquele
que tombou.
É
justo o Senhor em seus caminhos, é santo em toda obra que ele faz.
Ele está perto da pessoa que o invoca, de todo aquele que o invoca
lealmente.
Evangelho:
Jo 5,17-30 Assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes
dá a vida, o Filho também dá a vida a quem ele quer.
Naquele
tempo, Jesus respondeu aos judeus: “Meu Pai trabalha sempre,
portanto também eu trabalho”. Então, os judeus ainda mais
procuravam matá-lo, porque, além de violar o sábado, chamava Deus
o seu Pai, fazendo-se, assim, igual a Deus.
Tomando
a palavra, Jesus disse aos judeus: “Em verdade, em verdade vos
digo, o Filho não pode fazer nada por si mesmo; ele faz apenas o
que vê o Pai fazer. O que o Pai faz, o Filho o faz também. O Pai
ama o Filho e lhe mostra tudo o que ele mesmo faz. E lhe mostrará
obras maiores ainda, de modo que ficareis admirados. Assim como o
Pai ressuscita os mortos e lhes dá a vida, o Filho também dá a
vida a quem ele quer. De fato, o Pai não julga ninguém, mas ele
deu ao Filho o poder de julgar, para que todos honrem o Filho, assim
como honram o Pai. Quem não honra o Filho, também não honra o Pai
que o enviou.
Em
verdade, em verdade, eu vos digo, quem ouve a minha palavra e crê
naquele que me enviou, possui a vida eterna. Não será condenado,
pois já passou da morte para a vida. Em verdade, em verdade, eu vos
digo: está chegando a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão
a voz do Filho de Deus e os que a ouvirem viverão. Porque, assim
como o Pai possui a vida em si mesmo, do mesmo modo concedeu ao
Filho possuir a vida em si mesmo. Além disso, deu-lhe o poder de
julgar, pois ele é o Filho do Homem.
Não
fiqueis admirados com isso, porque vai chegar a hora em que todos os
que estão nos túmulos ouvirão a voz do Filho e sairão: aqueles
que fizeram o bem, ressuscitarão para a vida; e aqueles que
praticaram o mal, para a condenação. Eu não posso fazer nada por
mim mesmo. Eu julgo conforme o que escuto, e meu julgamento é
justo, porque não procuro fazer a minha vontade, mas a vontade
daquele que me enviou. - Palavra da Salvação.
Comentando
o Evangelho (Padre Jaldemir Vitório / Jesuíta): O ódio
crescente contra Jesus e a decisão de matá-lo tinha uma razão bem
clara: sua pretensão de fazer-se igual a Deus. Isto se deduzia da
liberdade com que trabalhava em dia de sábado. Segundo a teologia
da época, só Deus trabalha em dia de sábado para garantir a
subsistência da criação e da vida sobre a face da Terra. Os
sinais realizados por Jesus, em dia de sábado, tinham
características semelhantes, pois estavam estreitamente
relacionados com a recuperação da vida.
Nos
seus ensinamentos, Jesus jamais chamou-se de "Deus". De
fato, sempre falou do Pai, a cuja vontade estava submetido, do qual
viera e para o qual voltaria, que o enviou com a missão de
restaurar a existência humana corrompida pelo pecado. Sua palavra
era perpassada pela consciência de ser Filho. Nunca pretendeu
usurpar o lugar do Pai; antes, soube colocar-se no seu devido lugar
até o último momento, quando exclamou: "Pai, em tuas mãos
entrego o meu espírito!".
Jesus,
porém, tinha consciência de ser o caminho de encontro com o Pai.
Quem acolhesse suas palavras, estaria acolhendo as palavras do Pai.
Crer nele comportava crer no Pai. Honrá-lo corresponderia a honrar
o Pai. Pelo contrário, rejeitá-lo significava rejeitar o Pai.
A
teologia rígida dos adversários de Jesus não podia suportar
tamanha ousadia. A decisão de matá-lo foi o expediente extremo
para eliminar uma pessoa incômoda.
INTENÇÕES
PARA O MÊS DE ABRIL:
Intenção
Universal: Ecologia e justiça - Para que os
governantes promovam o respeito pela criação e uma justa
distribuição dos bens e dos recursos naturais.
Intenção
para a Evangelização: Esperança
para quem sofre - Para
que o Senhor Ressuscitado encha de esperança o coração daqueles
que experimentam a dor e a doença.
TEMPO
LITÚRGICO:
Tempo
da Quaresma (CNBB-DL/2011): Vai da quarta-feira de Cinzas
até a missa da Ceia do Senhor, exclusive. É o tempo para preparar
a celebração da Páscoa. “Tanto na liturgia quanto na catequese
litúrgica esclareça-se melhor a dupla índole do tempo quaresmal
que, principalmente pela lembrança ou preparação do Batismo e
pela penitência, fazendo os fiéis ouvirem com mais frequência a
Palavra de Deus e entregarem-se à oração, os dispõe à
celebração do mistério pascal” (SC 109).
-
Durante este tempo, é proibido ornar o altar com flores, o toque de
instrumentos musicais só é permitido para sustentar o canto.
Excetuam-se o Domingo Laetare (4º Domingo da Quaresma), bem como as
solenidades e festas.
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A cor do tempo é roxa. No Domingo Laetare, pode-se usar
cor-de-rosa. (IGMR nº308f)
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Em todas as Missas e Ofícios (onde se encontrar), omite-se o
Aleluia.
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Nas solenidades e festas somente, como ainda em celebrações
especiais, diz-se o Te Deum e o Glória.
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As memórias obrigatórias que ocorrem neste dia podem ser
celebradas como memórias facultativas. Não são permitidas missas
votivas (devoção particular).
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Na celebração do Matrimônio, seja dentro ou fora da Missa,
deve-se sempre dar a bênção nupcial; mas admoestem-se os esposos
que se abstenham de demasia pompa.
Cor
Litúrgica: ROXO - Simboliza a preparação, penitência ou
conversão. Usada nas missas da Quaresma e do Advento.
Fonte:
CNBB / Missal Cotidiano