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terça-feira, 25 de agosto de 2015

A paixão cega

Dom Aldo Di Cillo Pagotto

A paixão cega

Dom Aldo PagottoArcebispo Metropolitano da Paraíba

A história registra o surgimento, o desaparecimento e o ressurgimento de grupos fanáticos, depois de terem realizado inúmeros males. Alguns membros desses grupos são idealistas, radicais, intransigentes, autoritários. Outros são interesseiros, nitidamente oportunistas, pois só querem dinheiro. Outros sentem necessidade de serem dominados, obcecados, fixados numa ideia estática, irredutível. Ideologias nascem, desaparecem, ressurgem em roupagens de conveniência do momento.

Entre uma ideologia e a loucura, um fio de cabelo dividido por uma navalha divide-as. A diferença é mínima, pois os antigos manicômios abrigavam mentes fixadas em desejos projetados e nunca satisfeitos. Napoleões compartilhavam sua sina com reis e rainhas, videntes do futuro e profetas do apocalipse. A mistificação é um mecanismo de fuga. Quem sofre de carência crônica, quem teve por muito tempo um desejo reprimido e não canalizado de forma adequada, experimenta frustrações. O acúmulo explode em reações inimagináveis, incontroláveis. A pessoa destempera-se de vez...
Pessoas impulsionadas por paixões não resolvidas geralmente se agridem e se deixam destruir por dentro. Essa atitude gera vários tipos de somatizações. A compensação para o desconforto leva a pessoa a disferir golpes agressivos contra si e contra os outros também. Sentimentos confusos de culpa não resolvida levam à revolta, ao pessimismo, ao murmúrio. Nessa guerra deletéria todos saem perdendo. Para romper esse ciclo de desafeto é preciso enfrentá-lo e o desmontar cuidadosamente, fazendo opção pela vida, não pela destruição de alguém. A sina das pessoas esquizofrênicas faz com que elas usem o esquema da provocação. Estas sentem necessidade de agredir. Alimentam-se continuamente de confusão. Necessitam sentirem-se vítimas, provocadas, perseguidas. Na tentativa de legitimar o uso da força, denotam mágoas, inventam palavras e gestos inconvenientes. A força do amor não correspondido gera o ódio que supera a razão e o bom senso. Atitudes passionais provocam alucinações na mente.
Paixão não é amor, mas reação emotiva, primária, instintiva. É preciso canalizar sua força arrasadora. Perceba e evite em você e ao seu redor dar trela à fixação nervosa na busca de culpados e de se vingar a qualquer custo. Paixões desordenadas e não canalizadas desequilibram a pessoa por dentro. Evite se candidatar ao destempero. Paixão que não é orientada de forma adequada é capaz de levar uma pessoa a matar ou morrer. Não poucos apaixonados preferem morrer a buscar novos caminhos possíveis. Enquanto o amor liberta, a paixão cega.

http://www.cnbb.org.br/outros/dom-aldo-di-cillo-pagotto/17195-a-paixao-cega

"A catequese não prepara simplesmente para este ou aquele sacramento. O sacramento é uma consequência de uma adesão a proposta do Reino, vivida na Igreja (DNC 50)."

Documento Necessário para o Batismo e Crisma

Certidão de Nascimento ou Casamento do Batizando;

Comprovante de Casamento Civil e Religioso dos padrinhos;

Comprovante de Residência,

Cartões de encontro de Batismo dos padrinhos;

Documentos Necessários para Crisma:

RG do Crismando e Padrinho, Declaração de batismo do Crismando, Certidão ou declaração do Crisma do Padrinho, Certidão de Casamento Civil e Religioso do Padrinho/Madrinha e Crismando se casados.

Fonte: Catedral São Dimas

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Reflexão

REFLEXÃO

A porta larga que o mundo oferece para as pessoas é a busca da felicidade a partir do acúmulo de bens e de riquezas. A porta estreita é aquela dos que colocam somente em Deus a causa da própria felicidade e procuram encontrar em Deus o sentido para a sua vida. De fato, muitas pessoas falam de Deus e praticam atos religiosos, porém suas vidas são marcadas pelo interesse material, sendo que até mesmo a religião se torna um meio para o maior crescimento material, seja através da busca da projeção da própria pessoa através da instituição religiosa, seja por meio de orações que são muito mais petições relacionadas com o mundo da matéria do que um encontro pessoal com o Deus vivo e verdadeiro. Passar pela porta estreita significa assumir que Deus é o centro da nossa vida.

reflexão sobre o Dízimo

A espiritualidade do Dízimo

O dízimo carrega uma surpreendente alegria no contribuinte. Aqueles que se devotam a esta causa se sentem mais animados, confortados e motivados para viver a comunhão. O dízimo, certamente, não é uma questão de dinheiro contrariando o que muitos podem pensar. Ele só tem sentido quando nasce de uma proposta para se fazer a experiência de Deus na vida cristã. Somos chamados e convocados a este desafio.

Em caso contrario, ele se torna frio e distante; por vezes indiferente. A espiritualidade reequilibra os desafios que o dízimo carrega em si. "Honra o Senhor com tua riqueza. Com as primícias de teus rendimentos. Os teus celeiros se encherão de trigo. Teus lagares transbordarão de vinho" (Pr 3,9-10). Contribuir quando se tem de sobra, de certa forma, não é muito dispendioso e difícil. Participar da comunhão alinha o desafio do dízimo cristão.

Se desejar ler, aceno: Gn 28, 20-22; Lv 27, 30-32; Nm 18, 25-26 e Ml 3, 6-10.

Fonte : Pe. Jerônimo Gasques

http://www.portalnexo.com.br/Conteudo/?p=conteudo&CodConteudo=12

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