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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

O dízimo em vista da evangelização

Dom Adelar Baruffi
Bispo de Cruz Alta


O recente Documento “O dízimo na comunidade de fé: orientações e propostas”, (CNBB, Doc. 106) ajuda-nos a corrigir erros e aponta o seu verdadeiro sentido. “Por meio do dízimo, que é uma contribuição motivada pela fé, os fiéis vivenciam a comunhão, a participação e a corresponsabilidade na evangelização” (Doc. 106, n. 5). A missão da Igreja é o anúncio da Boa Nova de Jesus Cristo. Para isto ela existe e se organiza em comunidades. Pressupõe cristãos evangelizados, que se sintam comprometidos com a comunidade na transmissão e amadurecimento da fé dos batizados. 

Por isso, em primeiro lugar, o dízimo é uma questão de fé e não uma forma de captação de recursos para as pastorais e a manutenção das estruturas eclesiais. Ele está relacionado com a experiência de Deus e com o amor fraterno. “A decisão de contribuir com o dízimo nasce de um coração agradecido por ter encontrado o Deus da vida e experimentado a beleza de sua presença amorosa no dia a dia.” (Doc. 106, n.12). Reconhecemos que tudo vem dele e, por gratidão, o melhor devemos dar a Ele (cf. 1Sm 2,29). Ao contribuir, de maneira espontânea, “segundo tiver decidido em seu coração” (2Cor 9,7), o cristão confia-se inteiramente a Deus, manifestando que sua segurança está n´Ele depositada. Um exemplo bíblico é o da viúva pobre que doa duas moedas, que era tudo o que tinha (Mc 12,41-44). Ela manifesta total desapego e, ao mesmo tempo, total confiança e segurança em Deus.  Ainda enquanto ligado à fé, ele expressa o vínculo do fiel, sua pertença e ativa participação na vida da comunidade, da Igreja. Porque somos Igreja, somos responsáveis pela sua missão, a evangelização. 
Dízimo é sinônimo de gratuidade. Tudo em Deus é gratuito. Ele não tem nada a negociar, para comprar ou vender. É errada a compreensão do dízimo como pressuposto para ter direitos em troca: para poder realizar catequese, para poder realizar a celebração do matrimônio ou até para receber graças especiais. Não faz sentido, por exemplo, contribuir com o dízimo unicamente para poder um dia ser sepultado no cemitério.Quem contribui com o dízimo não pede nada em troca, pois já se sente agraciado por Deus por tantas bênçãos dele recebidas. As graças que recebemos sempre partem da bondade e misericórdia de Deus, nunca são um direito adquirido por um valor a Ele ofertado. Disso tudo que falamos, compreendemos que o dízimo não é uma taxa ou um pagamento de um imposto. Tem a ver com a maturidade de nossa fé, com o vínculo com a comunidade e com a missão de toda a Igreja. Há, também, quem faz da contribuição do dízimo a única forma de participação comunitária. Com sua contribuição,julga-se isento do comprometimento com a caminhada pastoral da comunidade. A corresponsabilidade dos leigos, religiosos e ministros ordenados perpassa todos os âmbitos da ação evangelizadora, nos diferentes serviços e ministérios. Por isso, é lógico que a contribuição do dízimo seja feita na comunidade de fé em que a pessoa participa. Por ser dizimista sabe-se ainda mais ligado a Jesus Cristo e com a missão da Igreja.
À medida que o dízimo for consciente, fruto de uma decisão de fé madura, não será mais necessário buscar recursos por meio de festas ou com a comercialização de bebidas alcoólicas, que, muitas vezes, são um contratestemunho.As festas terão seu verdadeiro significado como a oportunidade da comunidade se encontrar, rezar e festejar, sem a preocupação de obter recursos para investimentos materiais. Compreenderemos, aos poucos, que o melhor investimento que uma comunidade pode fazer é na formação cristã de seus membros e na ajuda aos necessitados. 

http://www.cnbb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20284:o-dizimo-em-vista-da-evangelizacao&catid=432&Itemid=204

"A catequese não prepara simplesmente para este ou aquele sacramento. O sacramento é uma consequência de uma adesão a proposta do Reino, vivida na Igreja (DNC 50)."

Documento Necessário para o Batismo e Crisma

Certidão de Nascimento ou Casamento do Batizando;

Comprovante de Casamento Civil e Religioso dos padrinhos;

Comprovante de Residência,

Cartões de encontro de Batismo dos padrinhos;

Documentos Necessários para Crisma:

RG do Crismando e Padrinho, Declaração de batismo do Crismando, Certidão ou declaração do Crisma do Padrinho, Certidão de Casamento Civil e Religioso do Padrinho/Madrinha e Crismando se casados.

Fonte: Catedral São Dimas

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Reflexão

REFLEXÃO

A porta larga que o mundo oferece para as pessoas é a busca da felicidade a partir do acúmulo de bens e de riquezas. A porta estreita é aquela dos que colocam somente em Deus a causa da própria felicidade e procuram encontrar em Deus o sentido para a sua vida. De fato, muitas pessoas falam de Deus e praticam atos religiosos, porém suas vidas são marcadas pelo interesse material, sendo que até mesmo a religião se torna um meio para o maior crescimento material, seja através da busca da projeção da própria pessoa através da instituição religiosa, seja por meio de orações que são muito mais petições relacionadas com o mundo da matéria do que um encontro pessoal com o Deus vivo e verdadeiro. Passar pela porta estreita significa assumir que Deus é o centro da nossa vida.

reflexão sobre o Dízimo

A espiritualidade do Dízimo

O dízimo carrega uma surpreendente alegria no contribuinte. Aqueles que se devotam a esta causa se sentem mais animados, confortados e motivados para viver a comunhão. O dízimo, certamente, não é uma questão de dinheiro contrariando o que muitos podem pensar. Ele só tem sentido quando nasce de uma proposta para se fazer a experiência de Deus na vida cristã. Somos chamados e convocados a este desafio.

Em caso contrario, ele se torna frio e distante; por vezes indiferente. A espiritualidade reequilibra os desafios que o dízimo carrega em si. "Honra o Senhor com tua riqueza. Com as primícias de teus rendimentos. Os teus celeiros se encherão de trigo. Teus lagares transbordarão de vinho" (Pr 3,9-10). Contribuir quando se tem de sobra, de certa forma, não é muito dispendioso e difícil. Participar da comunhão alinha o desafio do dízimo cristão.

Se desejar ler, aceno: Gn 28, 20-22; Lv 27, 30-32; Nm 18, 25-26 e Ml 3, 6-10.

Fonte : Pe. Jerônimo Gasques

http://www.portalnexo.com.br/Conteudo/?p=conteudo&CodConteudo=12

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