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segunda-feira, 6 de março de 2017

Abismo da consciência

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte


O “abismo da consciência” é o núcleo determinante da conduta humana. É o lugar mais importante da configuração da personalidade e da definição do caráter, onde se encontra a “central de comando”, que pode orientar uma conduta digna. Por isso, requer permanentes investimentos e cuidados, fundamentais para que o ser humano não seja instrumento de psicopatias, dubiedades e descompassos - males que atrapalham a regência adequada das relações sociais e políticas. 

Cada indivíduo é responsável por sua “central de comandos”, mas conta também com os tecidos institucionais e a rede de relações sociais para alcançar o equilíbrio necessário à convivência, ao respeito, ao compromisso com a justiça e com o bem comum. Ainda assim, é oportuno destacar a dimensão do “abismo da consciência” e sua relevância. Sua materialidade e formalidade ético-moral são tão amplas que permitem fazer uma correlação com o número de sinapses cerebrais – semelhante ao de uma galáxia. Essa complexidade e centralidade torna possível reconhecer uma necessidade: o “abismo da consciência” carece de uma luz que não lhe é própria, vem da Luz maior. Sem a Luz maior, o “abismo da consciência” perde seu rumo, encobre-se de escuridão. E as escolhas tornam-se comprometidas, os discernimentos não são orientados pelo amor e honestidade. A presidência da conduta pessoal passa a ser regida por parâmetros desastrosos. 
Por isso, há urgência em deixar que a Luz maior encontre o “abismo da consciência”. Abrir mão dessa Luz e pretender reger-se por conta própria é arriscado. Isso fica comprovado quando são observados os descompassos que afligem a humanidade, em razão de escolhas obscuras, mesquinhas, e da indiferença que ameaça a paz mundial. Os fundamentos da consciência, assimilados sempre nos processos educativos, familiares, culturais e religiosos, precisam ser tocados pela Luz maior. Para isso as pessoas precisam vivenciar, no cotidiano, a espiritualidade que reúne o conjunto das experiências pessoais e comunitárias, sociais e políticas, tocadas pela presença de Deus. A espiritualidade ultrapassa, assim, o aspecto devocional e as práticas simplesmente piedosas. É um diálogo permanente e indispensável com Deus, porque só Deus alcança as profundezas do “abismo da consciência” de todos. 
A indiferença e a ausência de esforço para essa imprescindível busca por Deus são incapacitantes. Deixam as pessoas sem condições para reger a própria consciência. A dimensão abissal da consciência precisa ser preenchida com valores e referências capazes de manter as atitudes individuais nos parâmetros éticos. E o “abismo da consciência” não é simplesmente controlável por mecanismos sociais. Esses mecanismos têm força reguladora indispensável, mas o alcance é limitado. O necessário equilíbrio humano requer mais que a dimensão organizacional e sistêmica da configuração social, política, cultural e religiosa de um povo ou nação. Mesmo porque está em permanente ebulição a vida de grupos diversos, segmentos políticos e culturais, povos e etnias. Rumos inadequados são dados a processos, escolhas equivocadas enrijecem e enfraquecem as instituições. Há pouca versatilidade para oferecer respostas aos problemas contemporâneos e priorizam-se as ações que buscam apenas as benesses, a satisfação da mesquinhez de grupos familiares, políticos, religiosos e tantos outros. Resultado da desarticulação do “abismo da consciência”, que traz consequência avassaladora para a conduta humana. Sinais de que a luz própria da razão, que é indispensável, ao mesmo tempo é insuficiente para garantir atos e escolhas corretos. Essencial é o investimento nas dimensões humana e espiritual capazes de fazer brilhar, no “abismo da consciência”, a Luz maior. 
Esse é um passo decisivo para evitar que se repitam as muitas irracionalidades que ameaçam a vida: as guerras, as catástrofes causadas pela ganância que dizimam o meio ambiente, além das disputas ferrenhas e manipulações que ocorrem nas instituições e refletem escolhas fundamentadas na mediocridade. É preciso evitar que a sociedade continue a sofrer com as graves perdas, que atingem, de modo ainda mais forte, a vida dos pobres. Nesse sentido, vale seguir o exemplo de Santo Agostinho, apresentado na sua famosa e monumental obra Confissões, do século V. Nesse livro estão reunidos exercícios oportunos para este tempo da Quaresma, um investimento, pessoal e comunitário, na qualificação dos “abismos da consciência”.  
O convite é para a oração e o diálogo com Deus, de modo semelhante ao que fez Santo Agostinho.  Que cada pessoa possa se dirigir à Luz maior, Deus, com as palavras e a oração desse Santo: “Que eu te conheça, ó conhecedor meu! Que eu também te conheça como sou conhecido! Tu, ó força de minha alma, entra dentro dela, ajusta-a a ti, para a teres e possuíres sem mancha nem ruga. Essa é a minha esperança e por isso falo. Nessa esperança, alegro-me quando sensatamente me alegro. Tudo o mais nessa vida tanto menos merece ser chorado quanto mais é chorado, e tanto mais seria de chorar quanto menos é chorado. Eis que amas a verdade, pois quem o faz, chega-se à luz. Quero fazê-lo no meu coração, diante de ti, em confissão, com minha pena, diante de muitas testemunhas. A ti, Senhor, a cujos olhos está a nu o abismo da consciência humana, que haveria de oculto em mim, mesmo que não quisesse confessá-lo a ti? Eu te esconderia a mim mesmo, e nunca a mim diante de ti.”  Este é o caminho, o mais eficaz para iluminar com a Luz maior, que é Deus, o “abismo” da própria consciência.


http://www.cnbb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=20387:abismo-da-consciencia&catid=381&Itemid=204

"A catequese não prepara simplesmente para este ou aquele sacramento. O sacramento é uma consequência de uma adesão a proposta do Reino, vivida na Igreja (DNC 50)."

Documento Necessário para o Batismo e Crisma

Certidão de Nascimento ou Casamento do Batizando;

Comprovante de Casamento Civil e Religioso dos padrinhos;

Comprovante de Residência,

Cartões de encontro de Batismo dos padrinhos;

Documentos Necessários para Crisma:

RG do Crismando e Padrinho, Declaração de batismo do Crismando, Certidão ou declaração do Crisma do Padrinho, Certidão de Casamento Civil e Religioso do Padrinho/Madrinha e Crismando se casados.

Fonte: Catedral São Dimas

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Reflexão

REFLEXÃO

A porta larga que o mundo oferece para as pessoas é a busca da felicidade a partir do acúmulo de bens e de riquezas. A porta estreita é aquela dos que colocam somente em Deus a causa da própria felicidade e procuram encontrar em Deus o sentido para a sua vida. De fato, muitas pessoas falam de Deus e praticam atos religiosos, porém suas vidas são marcadas pelo interesse material, sendo que até mesmo a religião se torna um meio para o maior crescimento material, seja através da busca da projeção da própria pessoa através da instituição religiosa, seja por meio de orações que são muito mais petições relacionadas com o mundo da matéria do que um encontro pessoal com o Deus vivo e verdadeiro. Passar pela porta estreita significa assumir que Deus é o centro da nossa vida.

reflexão sobre o Dízimo

A espiritualidade do Dízimo

O dízimo carrega uma surpreendente alegria no contribuinte. Aqueles que se devotam a esta causa se sentem mais animados, confortados e motivados para viver a comunhão. O dízimo, certamente, não é uma questão de dinheiro contrariando o que muitos podem pensar. Ele só tem sentido quando nasce de uma proposta para se fazer a experiência de Deus na vida cristã. Somos chamados e convocados a este desafio.

Em caso contrario, ele se torna frio e distante; por vezes indiferente. A espiritualidade reequilibra os desafios que o dízimo carrega em si. "Honra o Senhor com tua riqueza. Com as primícias de teus rendimentos. Os teus celeiros se encherão de trigo. Teus lagares transbordarão de vinho" (Pr 3,9-10). Contribuir quando se tem de sobra, de certa forma, não é muito dispendioso e difícil. Participar da comunhão alinha o desafio do dízimo cristão.

Se desejar ler, aceno: Gn 28, 20-22; Lv 27, 30-32; Nm 18, 25-26 e Ml 3, 6-10.

Fonte : Pe. Jerônimo Gasques

http://www.portalnexo.com.br/Conteudo/?p=conteudo&CodConteudo=12

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