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terça-feira, 13 de março de 2018

AMAR A IGREJA


+ João Bosco Óliver de Faria
Arcebispo Emérito de Diamantina
Patos de Minas, 01 de março de 2018

Vejo, com profunda tristeza, surgir aqui e ali, nas redes sociais, palavras pesadas, injúrias, calúnias habilmente forjadas, contra a Igreja Católica e contra a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB.

Tais fatos ou brotam de inimigos da Igreja de Jesus Cristo, ou brotam de pessoas católicas, menos avisadas, que acolhem, inocentemente, informações deturpadas – fake News – e se deixam impressionar e levar por aqueles que, profissionalmente, são hábeis na mentira e inimigos da Igreja.

Quanto aos primeiros, deles não se pode esperar flores ou aplausos. Aliás a Igreja não precisa nem pode se interessar por isso. Ela tem uma missão a cumprir, recebida do próprio Jesus. Aquelas pessoas fazem o que sabem fazer.
Quanto aos católicos, que participam assiduamente dos sacramentos e da vida da Igreja, e que conservam, no coração, o amor à Igreja que aprenderam de seus pais, esses, penso, sofrem na sua carne tais ofensas, calúnias e ficam a se questionar quanto à verdade das mesmas.
Há ainda os católicos que, sem culpa e por circunstâncias diversas, não tiveram a oportunidade de conhecer melhor a Palavra de Deus na Bíblia, nem de conhecer a Igreja, seus ensinamentos e participar com frequência de suas celebrações. Esses, mais facilmente se deixam levar por tais notícias e até se permitem agredir a Igreja que os acolheu e pela qual nunca fizeram o menor sacrifício, nem com Ela se comprometeram. O bom filho não fala mal de sua Mãe, mesmo quando imagina estar ela equivocada.
Há, ainda, felizmente, os católicos que amam, de fato, a Igreja e percebem possíveis falhas em alguns de seus dirigentes. Assim como os sinais do semáforo não perdem seu valor pelos defeitos do poste que os sustenta, também o sacerdote não perde o dom de ser portador da graça de Deus por causa de suas fraquezas.
A natureza humana do sacerdote pode estar prejudicada naquilo que ele deveria ser como sacerdote de Jesus Cristo, mas o sacerdócio de Jesus Cristo, que está presente nele, continua exercendo a sua força de santificação.
Quando isso vem a acontecer, o caminho para o cristão seria o de procurar o seu sacerdote e, com humildade, caridade e serenidade, apresentar-lhe o que não está correto mostrando-lhe uma sugestão de melhoria. Se por acaso ele não o escutar, procure outro sacerdote que possa ajudar aquele irmão Padre em suas dificuldades. Se necessário, depois, procure um contato com seu Bispo Diocesano que sempre deve estar pronto a ajudar o seu sacerdote. É o que Jesus nos ensina em Mateus 18, 15 a respeito da correção fraterna.
Dirijo minhas palavras a todos os bons filhos de Deus. Quero ajudá-los, tranquilizá-los e conservá-los no amor afetuoso à única Igreja de Jesus Cristo, a Igreja Católica.

Georges Bernanos, em sua obra premiada pela Academia Francesa de Letras – “Diário de um Pároco de Aldeia” –, referindo-se aos padres diocesanos, coloca nos lábios do Pároco de Torcy as palavras: “... multidão venerável de sacerdotes zelosos, irrepreensíveis, que consagram suas forças às esmagadoras tarefas do ministério”1. Disse-me o Cardeal Dario Castrillon, então Prefeito da Congregação para o Clero: “Os padres são o grande e maravilhoso exército que carrega a Igreja nas costas!”
Cada sacerdote age segundo seus dons e segundo a missão que recebeu.
Não faltam, em nossas paróquias, leigos comprometidos e empenhados e que dão, com generosidade, sacrifício e perseverança, o melhor de si para a catequese, para as pastorais e para os diversos ministérios que sustentam a vida paroquial.
Mas o Padre, sob a orientação de seu Bispo e em união com ele, é o coração, a cabeça, a alma da Paróquia! Ele se santifica e santifica seu povo. Ele anima os fracos, consola e alivia os que sofrem, alegra os tristes, incentiva os lentos, equilibra os apressados, orienta os duvidosos e inseguros, anunciando a todos Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida (Jo 14,6).
O que sustenta o coração de um sacerdote, o que dá o brilho de alegria a seus olhos no exercício do seu ministério é seu amor a Cristo e à Igreja. O sacerdote não corre, nem pode correr atrás de aplausos.

Amar a Igreja

Perguntei, certa vez, a uma pessoa: “o que significa amar a Igreja?”
Ela me respondeu:
Amo a Igreja porque, na Igreja, recebo o Batismo, que é a fonte de minha vida espiritual. Tenho, também, na Igreja, os demais sacramentos que são alimento dessa vida: na Igreja, encontro o perdão de meus pecados; a grande força da Eucaristia que me sustenta nas dificuldades e desafios da vida; pelo sacramento da Crisma, recebo da Igreja os dons do Divino Espírito Santo; pela Igreja, o meu amor matrimonial, que é humano, é transformado, é vivificado e fortalecido pelo Amor Divino; e, pelo sacramento da Unção dos Enfermos, encontro a força espiritual e o remédio na doença.
Amo também a Igreja, porque, na catequese, na pregação dos sacerdotes, nos ensinamentos dos Bispos e dos Papas, tenho a segurança de estar recebendo com autenticidade os ensinamentos de Jesus.
Amo ainda a Igreja pelo manancial de temas de espiritualidade e de doutrina, acumulados na sua história, desde os primeiros séculos do cristianismo, quer nos livros dos Santos Padres, quer nos escritos de tantos santos que nos ajudam no aperfeiçoamento de nossa vida cristã.
A Igreja oferece, também, o testemunho desses santos, que viveram as dificuldades de sua época e que foram fiéis aos ensinamentos de Jesus. Eles são como um espelho em que encontro as forças para dar, hoje, o meu testemunho de vida cristã.
Eu fiquei pensando: a resposta é bonita, mas isso não é AMAR A IGREJA!
Tudo o que a pessoa respondeu é verdade, mas devo fazer aqui uma consideração importante: essa pessoa não ama a Igreja, ela gosta da Igreja; ela busca a Igreja para levar suas vantagens – vantagens boas e, até santas, mas vantagens!...
Gostar é possuir, é querer ter as coisas em proveito próprio. “Gostar” é uma palavra que, corretamente, só pode ser aplicada às coisas, às plantas, aos animais. As crianças gostam do sorvete, do picolé, do chocolate. E, porque gostam, os destroem em benefício próprio. Os adultos gostam do churrasco, da cerveja, do vinho e, porque gostam, os destroem.
Posso, também, gostar de uma roupa que me dá conforto, de um carro ou de uma casa. Posso, ainda, gostar de uma cidade enquanto desfruto em meu benefício o que ela pode oferecer para a minha realização pessoal, para o meu conforto, para o meu deleite ou prazer, ou para o bem de minha família.
Assim, também, poderia até gostar da Igreja ou da Paróquia, pelos benefícios ou vantagens que delas posso receber. Poderia, também, erroneamente, gostar de uma pessoa pelas vantagens que sua amizade me ofereceria.
Mas, de fato, não posso gostar de uma pessoa. Ela é filha de Deus e, enquanto tal, não pode ser possuída nem instrumentalizada em favor de outrem. Eu não posso usá-la e, pior ainda, destruí-la em meu proveito. Não posso, também, gostar de uma realidade ou de um ser espiritual-divino, pois não posso colocar tal entidade espiritual-divina a meu serviço ou a serviço de meus interesses e prazeres. A Igreja é uma realidade transcendente, espiritual, divina. A Igreja só pode ser amada por quem se sente seu filho. Outras pessoas, que não são seus filhos (de outras religiões), podem até gostar dela2.
Como católico, não posso nem devo dizer que “gosto da Igreja”!

O que seria então AMAR A IGREJA?

O amor tem cheiro de morte. “Ninguém tem mais amor do que aquele que dá a vida por seus amigos” (Jo 15,13).
Só ama quem é capaz de morrer pelo amado. Os pais, porque amam, não medem os sacrifícios que fazem por seus filhos. Quanta renúncia dos pais para dar aos filhos o que eles, pais, nunca tiveram quando crianças, adolescentes ou jovens. E, sempre pensam que poderiam fazer mais por eles. Isso acontece porque é grande o amor que eles têm pelos filhos. Amar é morrer pelo amado!
O amor matrimonial só cresce e se fortalece enquanto os dois são capazes de renunciar a alguma coisa, a seus interesses ou a um bem estar pessoal em benefício da pessoa amada, quando os dois são capazes de morrer um pelo outro, no dia a dia da vida, em seus trabalhos e nas pequenas ou nas grandes renúncias. Sacrificam-se um pelo outro e os dois pelos filhos. Os casais se separam quando se gostam, mas não se amam. O primeiro que se cansa de ser tratado como coisa desanima e abandona o casamento por falta da força da fé!

Ensinou-nos Jesus: -“Se o grão de trigo que cai na terra não morre, fica só. Se ao contrário ele morrer, produzirá fruto em abundância” (Jo 12,24).

Cristo nos oferece o exemplo, ao dar a Sua vida pela Igreja e por nós, mesmo sabendo que Seu amor não encontraria acolhimento nem retribuição por grande parte de pessoas. Amar é doar-se sem nada esperar como retribuição. Quem ama de verdade, sem nada esperar como retribuição, desconhece a decepção! Quem se decepciona com a Igreja, é porque não a ama, mas gosta dela!... E quando faz algo pela Igreja, na verdade, o faz por si mesmo, na expectativa de alguma vantagem.

O apóstolo Paulo nos dá seu exemplo, quando descreve à Comunidade de Corinto o quanto sofreu pela Igreja: Muito mais do que eles, pelos trabalhos, pelas prisões, por excessivos açoites; muitas vezes em perigo de morte; cinco vezes, recebi dos judeus quarenta chicotadas menos uma; três vezes, fui batido com varas; uma vez, apedrejado; três vezes naufraguei; passei uma noite e um dia em alto-mar; fiz inúmeras viagens, com perigos de rios, com perigos de ladrões, perigos da parte de meus compatriotas, perigos da parte dos pagãos, perigos na cidade, perigos em regiões desertas, perigos no mar, perigos por parte de falsos irmãos; trabalhos e fadigas, inúmeras vigílias, fome e sede, frequentes jejuns, frio e nudez; e, sem falar de outras coisas, a minha preocupação de cada dia, a solicitude por todas as igrejas (2 Cor 11, 23 – 28)!

O Beato Papa Paulo VI escreveu na sua Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi, resultado do Sínodo da Igreja sobre a “Evangelização no Mundo Contemporâneo”, acontecido em 1974:
Convém recordar aqui, de passagem, momentos em que acontece de nós ouvirmos, não sem mágoa, algumas pessoas – cremos bem intencionadas, mas com certeza desorientadas no seu espírito – a repetir que pretendem amar a Cristo, mas sem a Igreja, ouvir a Cristo, mas não à Igreja, ser de Cristo, mas fora da Igreja. O absurdo de semelhante dicotomia aparece com nitidez nesta palavra do Evangelho: “Quem vos rejeita é a mim que rejeita” (Lc 10, 16). E como se poderia querer amar Cristo sem amar a Igreja, uma vez que o mais belo testemunho dado de Cristo é o que São Paulo exarou nestes termos: “Ele amou a Igreja e entregou-se a si mesmo por ela” (Ef 5, 25)?3

Amar a Igreja significa querer o seu bem, não “por causa de”, mas “apesar de”!
Amar a Igreja, amar a Paróquia, amar a Diocese significa querer o seu bem apesar de seus Bispos, de seus Sacerdotes, de seus Ministros e Agentes de Pastoral, apesar de certas pessoas que pretendem ser as “donas da Comunidade”... e mais atrapalham que ajudam! Aprendi, em minha vida, a amar a Igreja para além daqueles que a representam! Houve pessoas na Igreja que me fizeram sofrer. Elas estão na Igreja, mas elas não são a Igreja! Eu amo a Igreja e por ela, com alegria, tenho dado minha vida nestes 50 anos de sacerdócio, sem contar o longo tempo de seminário pelo qual passei.

Amar a Igreja significa servir a Igreja e não servir-se da Igreja.
Amar a Igreja significa dar a nossa vida pela Igreja. Os religiosos, os consagrados, os sacerdotes renunciaram a ter uma família e a tantos outros bens, por amor a Cristo, ao Seu Reino, à Sua Igreja. Uma das dificuldades que os Párocos encontram na direção de suas Paróquias é a de encontrar pessoas que aceitem participar dos Ministérios e das atividades pastorais. Os leigos que estão comprometidos com suas famílias podem dar um pouco de seu tempo ou de seus bens para que o Reino de Deus, querido por Jesus, aconteça entre nós. Essa é a missão da Igreja. Aqueles que se dedicam às pastorais, aos ministérios, aos movimentos de evangelização, o fazem por amor a Cristo e a Sua Igreja. Amar a Igreja é dar a própria vida pela Igreja, é morrer por Ela. “Cristo também amou a Igreja e entregou Sua vida por ela” (Ef 5,25), lembrou-nos o Beato Paulo VI.

O fundamento do sentimento de pertença à Igreja vem da consciência do próprio Batismo e não da atividade exercida na Igreja.
Não é porque exerço uma atividade pastoral ou um ministério na Igreja que passo a amá-la. Mas é porque amo a Igreja que sinto necessidade de oferecer minha vida, meu trabalho e meu tempo para que ela exerça sua missão no anúncio do Evangelho de Jesus Cristo. A alegria de ser Igreja, o amor à Igreja nascem da consciência do meu batismo!
Todo aquele que é batizado torna-se Luz e Vida de Cristo para o mundo, passa a ser alguém que mostra o caminho para o mundo. Um mundo sem Cristo é um mundo de violência, de ódio, de morte, de opressão, de corrupção, de exploração do fraco, do pobre, do ignorante, um mundo dividido e de divisões. O Batismo leva a pessoa e o mundo à comunhão em Cristo. Em Cristo, o homem volta a ser o que deve ser: imagem e semelhança de Deus, criado por Deus Amor para amar. O homem “cristifica” a humanidade. A pessoa ama essa Igreja que faz o mundo ser humano e por ela dá a sua vida.

A Igreja tem um rosto bem concreto, visível:
Para o leigo, a Igreja tem o rosto da Comunidade, da Paróquia de pertença, da Diocese. É importante trabalhar com nossos leigos o sentimento de pertença à Comunidade, à Paróquia, à Diocese.
É muito triste encontrar pessoas para quem a Igreja termina nos limites de sua pequena comunidade, ou nos limites da Paróquia. Tais pessoas recusam-se a contribuir nas necessidades maiores da Paróquia ou da Diocese. Estes pretendem que a comunidade da Igreja Matriz sustente todas as despesas da vida paroquial, até mesmo o carro que é usado para o atendimento da sua comunidade de pertença.
Há outro erro frequente na manifestação do amor à Igreja: há pessoas, generosas até, mas que não têm nem sua cabeça nem seu coração na Comunidade ou na Paróquia em que vivem. Os pobres da Paróquia poderiam ser mais bem atendidos em suas necessidades. Pessoas com essas limitações de amor também não se importam com as necessidades nem com os problemas da Catequese Paroquial, que precisa anunciar Jesus Cristo às crianças e aos jovens com os mesmos meios de comunicação a que nossos jovens estão acostumados; a Capela ou a Matriz necessita trocar seu telhado ou alguma outra reforma para o bem e o conforto dos fiéis que a frequentam; o som usado nas celebrações é ruim e faltam microfones de qualidade; o carro que o Padre usa não oferece segurança e, às vezes, não chega a seu destino, deixando o pobre Padre na estrada, na poeira ou no barro, de dia ou de noite.
É na sua Paróquia que você foi batizado, ou então batiza os seus filhos. Nela, você e seus filhos recebem a força viva da Eucaristia e o perdão de seus pecados. Nela seus filhos são confirmados no Espírito Santo, quando se iniciam na maturidade da vida diante dos perigos de um mundo afastado de Deus. Nela, você teve seu amor matrimonial abençoado ou nela você verá ser abençoado o amor matrimonial de seus filhos. Nela, você encontra o conforto da fé na ressurreição de Cristo, quando acontece a perda de entes queridos. Nela, você terá o conforto da Unção dos Enfermos, quando chegar uma indesejada doença grave.

A sua Paróquia é a SUA PARÓQUIA
A sua Paróquia é o rosto da Igreja que o adota como filho, que o ama e que trabalha pela sua felicidade e pela felicidade de sua família. Participe da sua Paróquia com a santa vaidade de ser Católico e seguidor de Jesus Cristo.
Se a sua cidade tem mais de uma Paróquia, procure ser fiel e participar, em tudo, na SUA PARÓQUIA de pertença. Jesus Cristo é o centro do nosso viver. “Cristo é a nossa vida”, nos ensina São Paulo (Cl 3,4). Ame Jesus Cristo e Sua Igreja, na sua Paróquia. Não se deixe levar pela simpatia maior ou menor deste ou daquele Pároco. Tal vivência religiosa seria sentimentalismo, interesse pessoal e não vivência e espírito de fé.
Participar da vida da sua Comunidade com seu trabalho É OBRIGAÇÃO.
O bom católico não deve ser apenas um “fã” um “torcedor” de Jesus Cristo, mas um membro vivo e atuante do Corpo Místico de Cristo (Cl 1, 24) com a oração e com o trabalho, corresponsável na sua Comunidade Igreja.

Para todos os católicos, a Igreja tem o rosto da DIOCESE onde a mente e o coração estão no Bispo auxiliado por seus sacerdotes, onde seu útero está no Seminário, onde seus órgãos vitais e seus membros se manifestam em seus leigos com funções, com dons e com carismas diversificados, todos trabalhando pela construção do Reino de Deus.
A Igreja tem o rosto DA PARÓQUIA onde a mente e o coração estão no Pároco com os Sacerdotes e Diáconos seus colaboradores; o útero está na catequese e nos que a ela se dedicam; e seus órgãos vitais e seus membros se evidenciam em seus leigos dedicados à missão, enriquecidos com seus dons e com os carismas do Espírito.
Para todo aquele que quer ser Igreja, ela tem o rosto do POBRE, que, pelo egoísmo de outros, nasceu ou se tornou pobre e se encontra privado das condições de uma vida digna e que, por isso, amarga sua existência na tristeza, sem esperança de uma situação melhor. Nada mais triste nesta terra que as lágrimas de uma criança pobre que desconhece o carinho do abraço de um pai ou a ternura do beijo de uma mãe.
A Igreja tem o rosto do DOENTE que não consegue marcar uma consulta médica e, quando o faz, não tem acesso aos exames clínicos e aos remédios que lhe devolveriam a saúde e lhe suavizariam a dor.
A Igreja tem o rosto do FRACO que não consegue defender seus direitos e vê-se usurpado nos seus poucos pertences e espoliado no mercado de trabalho.
A Igreja tem o rosto do SOLITÁRIO que, pelos seus cabelos brancos ou por sua fraqueza física, vive em um canto de seu quarto atravessando as noites intermináveis e os dias que não passam, sem ter alguém com quem conversar e recordar as páginas menos sofridas da própria vida.
A Igreja tem o rosto do SOFREDOR que bebe do cálice da calúnia e da maledicência, ao ver seu nome e sua honra serem vilipendiados, sofrendo as consequências da inveja diabólica dos fracassados na vida, dos corruptos e dos incompetentes.
A Igreja tem o rosto do PECADOR que desconhece a imensidão da misericórdia de Deus, bom e paciente, sempre pronto a perdoar e que esquece sempre e para sempre todas as nossas faltas.

E os escândalos na Igreja?
As pessoas na Igreja que se envolvem em escândalos estão na Igreja, mas não são a Igreja. Já nos disse Jesus: Ai do mundo por causa dos escândalos. É inevitável, sem dúvida, que eles ocorram, mas ai daquele que os provoca (Mt 18,7)!
Volto a lembrar duas coisas que escrevi: amo a Igreja apesar dessas pessoas e não por causa das pessoas que estão na Igreja; aprendi a amar a Igreja para além daquelas pessoas que a representam.
Um bom católico reza pela conversão daqueles que provocaram ou que provocam escândalo com seu mau testemunho de vida. É também por isso que a Igreja nos propõe o exemplo e o modelo dos santos: não para serem “adorados,” como dizem pessoas não católicas, mas para que seus ensinamentos e exemplos possam nos fortalecer na fé, diante do mau exemplo de outros!
Queridos irmãos em Cristo, desejo fazer crescer em seus corações o amor a Cristo, o amor à Igreja. Nesse amor, a iniciativa é de Cristo: Não foram vocês que me escolheram; pelo contrário, fui eu que os escolhi, para que vão e deem fruto e que esse fruto não se perca (Jo 15,16).
É divina a origem da Igreja. É divina a origem de nossa vocação batismal. É divina a origem de nossa vocação sacerdotal. É divina nossa pertença, a minha pertença à Igreja Católica!
Apesar de ser o que eu sou, Deus me escolheu com um amor de predileção para ser Dele, só Dele, todo Dele e ser, pelo Batismo que recebi, a presença viva de Jesus no mundo.
Deus tem a mim e a você para fazer a Igreja de Cristo sempre mais bela, iluminando a vida da humanidade.
O amor com que Cristo nos amou, a ponto de dar a Sua vida e de sofrer a morte na cruz por nós, só pode ter uma resposta de amor: dar a nossa vida, incondicionalmente, toda ela, sem reservas, por Cristo e pela Igreja, colocando à disposição do Senhor da Messe todos os dons e todos os carismas que recebemos, trabalhando com fé, com confiança e com esperança na missão que cada um recebeu, na família, na comunidade, na sociedade e na Igreja.
Amém!
djbosco@terra.com.br

1 Diário de um Pároco de Aldeia, Realizações Editora, São Paulo, 2011 pag. 67
2 Durante o Regime de Exceção iniciado em 1964, a Igreja Católica foi uma das poucas vozes que se levantaram neste País em defesa dos presos políticos e dos direitos humanos. Nesta época, muitos, que não eram católicos, gostaram da Igreja e de sua atuação destemida.
3 Evangelii Nuntiandi, 16

"A catequese não prepara simplesmente para este ou aquele sacramento. O sacramento é uma consequência de uma adesão a proposta do Reino, vivida na Igreja (DNC 50)."

Documento Necessário para o Batismo e Crisma

Certidão de Nascimento ou Casamento do Batizando;

Comprovante de Casamento Civil e Religioso dos padrinhos;

Comprovante de Residência,

Cartões de encontro de Batismo dos padrinhos;

Documentos Necessários para Crisma:

RG do Crismando e Padrinho, Declaração de batismo do Crismando, Certidão ou declaração do Crisma do Padrinho, Certidão de Casamento Civil e Religioso do Padrinho/Madrinha e Crismando se casados.

Fonte: Catedral São Dimas

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Reflexão

REFLEXÃO

A porta larga que o mundo oferece para as pessoas é a busca da felicidade a partir do acúmulo de bens e de riquezas. A porta estreita é aquela dos que colocam somente em Deus a causa da própria felicidade e procuram encontrar em Deus o sentido para a sua vida. De fato, muitas pessoas falam de Deus e praticam atos religiosos, porém suas vidas são marcadas pelo interesse material, sendo que até mesmo a religião se torna um meio para o maior crescimento material, seja através da busca da projeção da própria pessoa através da instituição religiosa, seja por meio de orações que são muito mais petições relacionadas com o mundo da matéria do que um encontro pessoal com o Deus vivo e verdadeiro. Passar pela porta estreita significa assumir que Deus é o centro da nossa vida.

reflexão sobre o Dízimo

A espiritualidade do Dízimo

O dízimo carrega uma surpreendente alegria no contribuinte. Aqueles que se devotam a esta causa se sentem mais animados, confortados e motivados para viver a comunhão. O dízimo, certamente, não é uma questão de dinheiro contrariando o que muitos podem pensar. Ele só tem sentido quando nasce de uma proposta para se fazer a experiência de Deus na vida cristã. Somos chamados e convocados a este desafio.

Em caso contrario, ele se torna frio e distante; por vezes indiferente. A espiritualidade reequilibra os desafios que o dízimo carrega em si. "Honra o Senhor com tua riqueza. Com as primícias de teus rendimentos. Os teus celeiros se encherão de trigo. Teus lagares transbordarão de vinho" (Pr 3,9-10). Contribuir quando se tem de sobra, de certa forma, não é muito dispendioso e difícil. Participar da comunhão alinha o desafio do dízimo cristão.

Se desejar ler, aceno: Gn 28, 20-22; Lv 27, 30-32; Nm 18, 25-26 e Ml 3, 6-10.

Fonte : Pe. Jerônimo Gasques

http://www.portalnexo.com.br/Conteudo/?p=conteudo&CodConteudo=12

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