2ª
Semana da Quaresma - 2ª Semana do Saltério
Prefácio
Próprio - Ofício da Solenidade – Glória e Creio
Cor:
Branco - Ano Litúrgico “A” - São Mateus
Antífona:
Lucas 12,42 Eis o servo fiel e prudente, a quem o Senhor confiou a
sua casa.
Oração
do Dia: Deus todo-poderoso, pelas preces de São José, a quem
confiastes as primícias da Igreja, concedei que ela possa levar à
plenitude os mistérios da salvação. Por nosso Senhor Jesus
Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!
LEITURAS:
Primeira
Leitura: 2Sm 7,4-5a.12-14a.16 O Senhor lhe dará o trono
de Davi, seu pai. (Lc 1,32)
Naqueles
dias, a Palavra do Senhor foi dirigida a Natã nestes termos: “Vai
dizer ao meu servo Davi: ‘Assim fala o Senhor: Quando chegar o fim
dos teus dias e repousares com teus pais, então, suscitarei, depois
de ti, um filho teu, e confirmarei a sua realeza.
Será
ele que construirá uma casa para o meu nome, e eu firmarei para
sempre o seu trono real. Eu serei para ele um pai e ele será para
mim um filho. Tua casa e teu reino serão estáveis para sempre
diante de mim, e teu trono será firme para sempre’. -
Palavra do Senhor.
Salmo: 88(89),2-3.4-5.27
e 29 (R. 37) Eis que a sua descendência durará eternamente.
Ó
Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor, de geração em
geração eu cantarei vossa verdade! Porque dissestes: "O amor
é garantido para sempre!" E a vossa lealdade é tão firme
como os céus.
"Eu
firmei uma Aliança com meu servo, meu eleito, e eu fiz um juramento
a Davi, meu servidor. Para sempre, no teu trono, firmarei tua
linhagem, de geração em geração garantirei o teu reinado!"
Ele,
então, me invocará: Ó Senhor, vós sois meu Pai, sois meu Deus,
sois meu Rochedo onde encontro a salvação!' Guardarei eternamente
para ele a minha graça e com ele firmarei minha Aliança
indissolúvel.
Segunda
Leitura: Rm 4,13.16-18.22 Contra toda a humana
esperança, ele firmou-se na fé.
Irmãos,
não foi por causa da Lei, mas por causa da justiça que vem da fé
que Deus prometeu o mundo como herança a Abraão ou à sua
descendência. É em virtude da fé que alguém se torna herdeiro.
Logo, a condição de herdeiro é uma graça, um dom gratuito, e a
promessa de Deus continua valendo para toda a descendência de
Abraão, tanto para a descendência que se apega à Lei, quanto para
a que se apoia somente na fé de Abraão, que é o pai de todos nós.
Pois
está escrito: “Eu fiz de ti pai de muitos povos”. Ele é pai
diante de Deus, porque creu em Deus que vivifica os mortos e faz
existir o que antes não existia. Contra toda a humana esperança,
ele firmou-se na esperança e na fé. Assim, tornou-se pai de muitos
povos, conforme lhe fora dito: “Assim será a tua prosperidade”.
Esta sua atitude de fé lhe foi creditada como justiça. -
Palavra do Senhor.
Evangelho:
Mt 1,16.18-21.24a José fez conforme o anjo do Senhor
havia mandado.
Jacó
gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado
o Cristo. A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe,
estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos,
ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo.
José,
seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu
abandonar Maria em segredo. Enquanto José pensava nisso, eis que o
anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho
de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque
ela concebeu pela ação do Espírito Santo. Ela dará à luz um
filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu
povo dos seus pecados”. Quando acordou, José fez conforme o anjo
do Senhor havia mandado. - Palavra da Salvação.
Comentando
o Evangelho (Antônio Carlos Santini / Com. Católica Nova
Aliança): Sim, quando Gabriel
levou a Maria a proposta de ser Mãe do Salvador, e ela aderiu ao
desígnio do Senhor, a jovem era noiva de José. O original da TOB
diz, em francês, “accordée en mariage”, prometida em
casamento. A Bíblia de Chouraqui é mais direta: “fiancée”.
Isto é, noiva. Mas ninguém pense que isto “alivia a barra” de
Maria. Naquela sociedade, noivado era coisa séria. O compromisso
era celebrado, em geral, um ano antes do casamento, mas já tinha
juridicamente o valor de matrimônio, ainda que os noivos
permanecessem morando em suas próprias casas. O noivado era tão
sério que, em caso de morte do noivo, a noiva passava a agir como
viúva, vestida de luto e convivendo com as outras viúvas.
Por
isso mesmo, ao aparecer grávida, Maria estaria sujeita à pena de
lapidação (apedrejamento) estabelecida pela Lei (cf. Dt 22, 20-24;
a leitura atenta mostra que também o homem envolvido merecia o
mesmo castigo!). Ao perceber que Maria está grávida, terá passado
pela mente de José esse estatuto legal, vendo-se dividido entre a
evidência da gravidez e sua convicção da pureza e santidade de
sua noiva. Assim, ao invés de denunciá-la publicamente, como
previsto na Lei, pensava em afastar-se em segredo, sendo demovido da
intenção pela visita do Anjo durante o sono.
Duas
pessoas admiráveis! De um lado, Maria se mantinha em silêncio, não
vendo como revelar o “segredo de Deus”, a concepção virginal
do Messias prometido. De outro, José, premiado pela Escritura com o
título de “justo” (ou seja, alguém que manifestava a justiça,
e é, a santidade de Deus!), abre mão de seu direito, mesmo sem
entender a situação. E estão os dois bem no miolo do projeto
divino de salvar a humanidade. O Menino que ia nascer era homem,
pois nasceria de Mulher. Mas, ao mesmo tempo, era Deus, pois nascia
sem a contribuição de um pai humano. O Anjo o deixa claro na
“Anunciação a José”: “José, filho de Davi, não temas
receber Maria por tua esposa, pois o que nela se gerou é obra do
Espírito Santo.” (Mt 1,20.)
E
ao chamar José de “filho de Davi”, o anjo de Deus situava a
Criança que devia nascer no contexto das promessas feitas pelo
Senhor a Davi: “Suscitarei depois de ti a minha posteridade,
aquele que sair de tuas entranhas, e firmarei o seu reino. Ele me
construirá um templo... Eu serei para ele um pai e ele será para
mim um filho.” (2Sm 7, 12-14.) Exatamente a leitura desta Liturgia
da solenidade de São José.
INTENÇÕES
PARA O MÊS DE MARÇO:
Geral
– Direitos da mulher: Para que todas as culturas
respeitem os direitos e a dignidade da mulher.
Missionária
– Jovens evangelizadores: Para que muitos jovens acolham
o convite do Senhor a consagrar a vida ao anúncio do Evangelho.
TEMPO
LITÚRGICO:
Tempo
da Quaresma (CNBB-DL/2011): Vai da quarta-feira de Cinzas
até a missa da Ceia do Senhor, exclusive. É o tempo para preparar
a celebração da Páscoa. “Tanto na liturgia quanto na catequese
litúrgica esclareça-se melhor a dupla índole do tempo quaresmal
que, principalmente pela lembrança ou preparação do Batismo e
pela penitência, fazendo os fiéis ouvirem com mais frequência a
Palavra de Deus e entregarem-se à oração, os dispõe à
celebração do mistério pascal” (SC 109).
-
Durante este tempo, é proibido ornar o altar com flores, o toque de
instrumentos musicais só é permitido para sustentar o canto.
Excetuam-se o Domingo Laetare (4º Domingo da Quaresma), bem como as
solenidades e festas.
-
A cor do tempo é roxa. No Domingo Laetare, pode-se usar
cor-de-rosa. (IGMR nº308f)
-
Em todas as Missas e Ofícios (onde se encontrar), omite-se o
Aleluia.
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Nas solenidades e festas somente, como ainda em celebrações
especiais, diz-se o Te Deum e o Glória.
-
As memórias obrigatórias que ocorrem neste dia podem ser
celebradas como memórias facultativas. Não são permitidas missas
votivas (devoção particular).
-
Na celebração do Matrimônio, seja dentro ou fora da Missa,
deve-se sempre dar a bênção nupcial; mas admoestem-se os esposos
que se abstenham de demasia pompa.
Cor
Litúrgica: ROXO - Simboliza a preparação, penitência ou
conversão. Usada nas missas da Quaresma e do Advento.
Fonte:
CNBB / Missal Cotidiano