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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Homilia - 34º DOMINGO DO TEMPO COMUM - Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo

Dom Vilson Dias de Oliveira

DIOCESE DE LIMEIRA



Todos os povos da terra serão reunidos diante Dele”

Leituras: Ezequiel 34, 11-12.15-17; Salmo 22 (23), 1-2a.2b-3,5-6; Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 15, 20-26.28; Mateus 25, 31-46. (O último julgamento).

COR LITÚRGICA: BRANCA OU DOURADA
Animador: Estamos na última semana do Ano litúrgico, e vamos concluí-la com esta festa de Cristo, Rei do Universo. E a liturgia de hoje nos convida a comportar-se como Deus; agir como Deus, que se preocupa com cada um; de modo especial com aquele que tem a vida ameaçada de algum modo. Iniciamos com esta celebração, a pedido da CNBB o “Ano Nacional do Laicato”, dos leigos e leigas, que vai até a próxima Solenidade de Cristo Rei, no dia 25 de novembro de 2018. Tem como tema: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino”, e como lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5,13-14). O objetivo é: “Como Igreja, Povo de Deus, celebrar a presença e a organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil: aprofundar a sua identidade, vocação, espiritualidade e missão; e testemunhar Jesus Cristo e seu Reino na sociedade”.


1. Situando-nos brevemente:
Estamos no último domingo do Ano Litúrgico. É tempo de parada e de avaliação, tendo diante dos olhos Jesus Cristo, Rei do Universo, o Ressuscitado e à nossa frente os irmãos pobres e abandonados, lembrados por Jesus no Evangelho. A celebração quer ajudar-nos a descobrir e vivenciar o sentido da presença do Senhor entre nós e na história, voltados para os que têm fome, sede, estão presos, doentes e abandonados. O que fizemos por eles ao longo do ano que termina?

As comunidades nas suas celebrações são convidadas a comemorar a vitória da justiça que aconteceu na ressurreição de Jesus e continua acontecendo nos gestos de misericórdia, bondade, solidariedade, partilha do pão e da prática da justiça.

A reforma litúrgica transferiu esta festa do último Domingo de outubro para o último Domingo do Tempo Comum, dando-lhe novo significado, em sintonia com a perspectiva própria do final do ano, imediatamente antes do Advento.

Esta solenidade encerra o Ano Litúrgico. Jesus Cristo Rei surge como a meta a que tendem o Ano Litúrgico e todo o peregrinar da humanidade, na linha da Constituição Pastoral Gaudium et Spes, n.45.

Proclamamos Cristo centro e Senhor da história, desde o começo até sua consumação: “O Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim” (Ap. 22,12-13).

Hoje é o dia do Leigo/a, chamado pela consagração batismal à missão profética, sacerdotal e régia para transformar o mundo no Reino de Deus.

A Igreja no Brasil inicia, também, com essa solenidade, o Ano do Laicato, com o tema “Cristãos Leigos e Leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino”; e com o lema “Sal da terra e Luz do Mundo” (Mt 5, 13-14). O objetivo é: “Como Igreja, povo de Deus, celebrar a presença e a organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil; aprofundar a sua identidade, vocação, espiritualidade e missão, e testemunhar Jesus Cristo e seu Reino na sociedade”.

2. Recordando a Palavra
Durante o exílio na Babilônia, Ezequiel aparece como o profeta da esperança e porta-voz do Deus libertador, que busca e cuida de seu rebanho e de cada ovelha em particular.

Ajuda a descobrir os motivos que levaram o país inteiro ao desastre e à submissão aos babilônios. São as lideranças que, em vez de zelar pelo bem-estar do povo, acabaram desunindo e devorando-o, permitindo que se tornasse presa fácil da ganância internacional. No exílio, Deus vai cuidar das ovelhas que são o seu povo.

O povo, uma vez longe de sua pátria, sofre muito por causa do abandono em que se encontra. Agora sem lideranças comprometidas com a libertação das pessoas, o povo torna-se cada vez mais massa de manobra e joguete dos interesses dos poderosos.

Ezequiel entra como profeta da esperança e porta-voz do Deus libertador. Apresenta a imagem de Deus como pastor, anima o povo a crer em Deus que liberta e salva as vítimas da ganância dos poderosos. Deus vai retirar seu povo da escravidão, reconduzi-lo à terra de onde saiu, cuidando para que a justiça e o direito sejam a base da nova sociedade: “Vou vigiar a ovelha gorda e forte. Vou apascentá-las conforme o direito”. Deus fará justiça entre uma ovelha e outra. O Senhor toma conta de suas ovelhas.

O salmista vê em Deus o pastor que o leva a descansar em verdes prados, conduz para águas refrescantes, guia por caminhos direitos e o protege de todos os males. Cada palavra do salmo encontrou em Jesus seu pleno cumprimento. A comunidade canta esse salmo sentindo-se hoje beneficiada, protegida e alimentada pela ação do bom pastor, que é Jesus Cristo, Rei do Universo e Senhor da história.

Na Carta aos Coríntios, o assunto é a ressurreição dos mortos e também a ressurreição de Jesus. Para Paulo, autor da Carta, Jesus é primogênito e primícias. As primícias eram oferecidas no primeiro dia depois do Sábado da Páscoa. ”Se apresentas ao Senhor uma oferenda de primícias, é na forma de espigas tostadas ao fogo, esmagadas, de grão novo, que deves trazer a oferendas das tuas primícias” (Lv 2,14).

As primícias da colheita pertencem por direito ao Senhor, na mesma perspectiva que os primogênitos. As palavras “primícias” e “primogênitos” têm a mesma raiz. Cristo, grão novo, esmagado e oferecido, mas ressuscitado, é chamado de primícias. A antítese entre grão-velho-Adão e o grão-novo-Cristo se dá não apenas no plano material – morte e ressurreição corporais-, mas também no Homem-integral: morte do pecado e vida eterna na justiça. Pela ressurreição de Cristo, tudo lhe é submetido.

O Evangelho descreve o juízo final. ”Todos os povos da terra serão reunidos diante dele”. Ele senta em seu trono glorioso. O Filho do Homem chega em sua glória, como rei, para julgar todos os povos e confirmar seu modo de viver conforme a misericórdia praticada com os excluídos, os pobres. Ele, como Pastor, separará as ovelhas dos cabritos e dirá: “Vinde, benditos de meu Pai, recebei como herança o Reino! (...) Porque eu tive fome, sede, era estrangeiro, estava nu, doente, preso (...) e fostes solidários comigo. E eu vos declaro: Todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!”.

Jesus, o Filho do Homem, identifica-se com cada necessitado, seu irmão. O Ressuscitado julgará “todas as nações” sem distinção: os que creram serão julgados pelo cumprimento do Evangelho; os que não são cristãos, pela fidelidade à ética, à verdade e à justiça. O critério da separação é a prática da justiça, do direito e da misericórdia. A lei maior é o amor ao próximo. A sentença faz-se em forma de benção e de maldição; a aprovação será “herdar o Reino”. O castigo, o “fogo eterno”; lembrança do mal e de suas inevitáveis conseqüências.

3. Atualizando a Palavra
O Ano Litúrgico termina com a festa de Cristo-Rei. E fica a pergunta: quem é esse Cristo-Rei para a comunidade reunida para celebrar o memorial da Páscoa? Interessante que a primeira leitura mostra em que consiste a realeza de Deus: ela é serviço à liberdade e à vida das pessoas, sobretudo das que são impedidas de viver. O Evangelho, por sua vez, nos compromete radicalmente com a prática da justiça traduzida em solidariedade e partilha com todos os necessitados, vendo neles o próprio Cristo e sacramento da salvação. Jesus hoje continua a nos desafiar colocando-nos diante dos irmãos “menores e mais fracos”.

Paulo por sua vez, com a ressurreição de Jesus comprova a vitória da justiça. Dentro de nós há uma semente de ressurreição, de justiça, de partilha e solidariedade.

Jesus fala das obras de misericórdia ensinadas pelo judaísmo: dar de comer aos famintos, dar de beber aos que têm sede, acolher o estrangeiro, vestir os nus, visitar os doentes, acrescentando as visitas aos prisioneiros; não menciona, porém, a educação dos órfãos e o sepultamento dos mortos, que também faziam parte das recomendações. Quem não praticou essas obras perdeu a oportunidade de fazer isso ao próprio Jesus presente nos necessitados. Se ele está nos irmãos, ele está no meio de nós em todos os lugares e momentos.

O Reino de que Jesus fala é um reino não de poder, mas sim de serviço: “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas servir” (Mt 20,28). Esse é o critério do julgamento. Entrar no reino supõe que os discípulos tenham seguido os passos do pastor, do mestre a serviço de todos, especialmente dos mais necessitados.

Celebrando a realeza de Jesus, ressuscitado pela justiça e misericórdia de Deus, somos julgados pelos pobres mais pequeninos. É possível proclamar a realeza de Cristo enquanto seus irmãos prediletos são excluídos da liberdade e do direito à vida digna? Chamá-lo de Cristo Rei e deixá-lo com fome, com sede, sem casa, nu, doente, aprisionado, sem direito à educação em nosso meio? “Entre nós está e não o conhecemos, entre nós está e nós o desprezamos”.

4. Ligando a Palavra com ação litúrgica
A celebração litúrgica é o encontro com o Senhor, nosso pastor, rei e juiz que nos julga, nos purifica e nos faz participantes de sua realeza. Hoje o contemplamos identificado com os pequeninos, pobres e fracos e na total doação de sua vida para reconciliar toda a humanidade e todo o universo com Deus e entre si.

Experimentamos por antecipação o Reino que seu amor misericordioso nos preparou, “reino da verdade e da vida, reino da santidade e da graça, reino da justiça, do amor e da paz”, como rezamos no prefácio deste dia.

Sua Palavra faz cair nossas máscaras, desmontando os mecanismos de poder, ambição e autossuficiência que estão dentro de nós, de nossa Igreja e da sociedade. Ela nos leva a buscar nossa verdadeira identidade na vivência da misericórdia para com todos, particularmente, com os pobres e excluídos. Eles são sacramento de Deus, “a coroa de nosso Rei”. O amor concreto a eles será o critério do julgamento final.

Oração dos fiéis:
Presidente: Rezemos ao Pai para que, por meio de Cristo, Rei do Universo, possa dar ao mundo a sua paz, num clima de justiça e de busca do reino definitivo.

1. Pai, em nome de Cristo, rei injustamente condenado à morte, suplicamos:
Todos: Lembre-se de todos os que sofrem condenações injustas.

2. Pai, em nome de Cristo rei libertador, pedimos:
Todos: Olhe pelos pobres e oprimidos pela ganância dos poderosos.

3. Pai, em nome da realeza de Cristo, rezemos:
Todos: Livre nosso povo da exploração, corrupção e deslealdade.


4. Pai, em nome de Cristo, rei servidor, pedimos:
Todos: Faça com que sejamos julgados, não pelos nossos merecimentos, mas segundo sua misericórdia.

5. Pai, em nome de Cristo, Senhor do universo, suplicamos:
Todos: Que os leigos possam viver segundo a sua vontade.

6. Pai, em nome de Cristo, rei doador da vida:
Todos: Faça com que nossos dizimistas possam sentir alegria na doação material que fazem para a nossa comunidade.
(Outras intenções)

Presidente: Senhor, que sobre todas as pessoas resplandeça a luz de seu Filho, Rei do universo.
T.: Amém.

III. LITURGIA EUCARÍSTICA
ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS:
Presid.: Oferecendo-vos estes dons que nos reconciliam convosco, nós vos pedimos, ó Deus, que o vosso próprio Filho conceda a paz e união a todos os povos. Por Cristo, nosso Senhor.
T.: Amém.

ORAÇÃO APÓS A COMUNHÃO:
Presid.: Alimentados pelo pão da imortalidade, nós vos pedimos, ó Deus, que, gloriando-nos de obedecer na terra aos mandamentos de Cristo, Rei do Universo, possamos viver com ele eternamente no reino dos céus. Por Cristo, nosso Senhor.
T.: Amém.


BÊNÇÃO E DESPEDIDA:
Presid.: O Senhor esteja convosco.
T.: Ele está no meio de nós.

Presid.: Conceda, ó Deus, a teus fiéis a bênção desejada, para que nunca se afastem do caminho e da verdade anunciadas por teu Filho Jesus Cristo, Senhor Rei do Universo.
T.: Amém.

Presid.: Abençoe-vos o Deus todo-poderoso, Pai + e Filho e Espírito Santo.
T.: Amém.

Presid.: Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.
T.: Graças a Deus.

ATIVIDADES DO BISPO DIOCESANO
Dia 23 de novembro – quinta-feira: Reunião dos bispos – CDL – 09h00; Almoço Aniversário antecipado de Dom Vilson – 12h00 no CDL; Missa – Investidura de Ministros – 19h30min – Santuário Senhor Bom Jesus dos Aflitos, às 19h30min, em Pirassununga, SP.

Dia 24 de novembro – sexta-feira: Missa – Novena na Comunidade Nossa Senhora das Graças, às 20h00, Padre Diego, em Limeira, SP.

Dia 25 de novembro – sábado: Missa do Crisma na Paróquia Sagado Coração de Jesus, às 1900, em Cosmópolis; Missa de 7º. Dia de Falecimento do Pe. Vladimir Herghert na Igreja Matriz Jesus Crucificado, às 19h00, em Iracemápolis, SP.


Dia 26 de novembro – domingo: Crisma Nossa Senhora Aparecida, às 10h00, em Americana; e à tardinha Dom Vilson presidirá a Missa de Dedicação da Igreja São Manoel, às 18h00, em Leme.

"A catequese não prepara simplesmente para este ou aquele sacramento. O sacramento é uma consequência de uma adesão a proposta do Reino, vivida na Igreja (DNC 50)."

Documento Necessário para o Batismo e Crisma

Certidão de Nascimento ou Casamento do Batizando;

Comprovante de Casamento Civil e Religioso dos padrinhos;

Comprovante de Residência,

Cartões de encontro de Batismo dos padrinhos;

Documentos Necessários para Crisma:

RG do Crismando e Padrinho, Declaração de batismo do Crismando, Certidão ou declaração do Crisma do Padrinho, Certidão de Casamento Civil e Religioso do Padrinho/Madrinha e Crismando se casados.

Fonte: Catedral São Dimas

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Reflexão

REFLEXÃO

A porta larga que o mundo oferece para as pessoas é a busca da felicidade a partir do acúmulo de bens e de riquezas. A porta estreita é aquela dos que colocam somente em Deus a causa da própria felicidade e procuram encontrar em Deus o sentido para a sua vida. De fato, muitas pessoas falam de Deus e praticam atos religiosos, porém suas vidas são marcadas pelo interesse material, sendo que até mesmo a religião se torna um meio para o maior crescimento material, seja através da busca da projeção da própria pessoa através da instituição religiosa, seja por meio de orações que são muito mais petições relacionadas com o mundo da matéria do que um encontro pessoal com o Deus vivo e verdadeiro. Passar pela porta estreita significa assumir que Deus é o centro da nossa vida.

reflexão sobre o Dízimo

A espiritualidade do Dízimo

O dízimo carrega uma surpreendente alegria no contribuinte. Aqueles que se devotam a esta causa se sentem mais animados, confortados e motivados para viver a comunhão. O dízimo, certamente, não é uma questão de dinheiro contrariando o que muitos podem pensar. Ele só tem sentido quando nasce de uma proposta para se fazer a experiência de Deus na vida cristã. Somos chamados e convocados a este desafio.

Em caso contrario, ele se torna frio e distante; por vezes indiferente. A espiritualidade reequilibra os desafios que o dízimo carrega em si. "Honra o Senhor com tua riqueza. Com as primícias de teus rendimentos. Os teus celeiros se encherão de trigo. Teus lagares transbordarão de vinho" (Pr 3,9-10). Contribuir quando se tem de sobra, de certa forma, não é muito dispendioso e difícil. Participar da comunhão alinha o desafio do dízimo cristão.

Se desejar ler, aceno: Gn 28, 20-22; Lv 27, 30-32; Nm 18, 25-26 e Ml 3, 6-10.

Fonte : Pe. Jerônimo Gasques

http://www.portalnexo.com.br/Conteudo/?p=conteudo&CodConteudo=12

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